quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Medalha - Celestino Alves André

"Cuidemos do nosso coração porque é de lá que sai o que é bom e o que é mau, o que constrói e o que destrói..." 
 (Papa Francisco)


As Medalhas surgiram na idade média e derivam do termo grego metallon! 

 No passado, as medalhas eram encomendadas para um indivíduo, geralmente com o seu retrato.

Foram muitas vezes usadas como presente diplomático ou pessoal e homenagem.

Antes da utilização em eventos desportivos, artísticos, culturais e nomeações de títulos, eram utilizadas em condecorações militares. Era prática comum ter uma medalha criada especialmente para o reconhecimento de uma vitória militar ou naval de grande significado. O comandante militar recebia uma medalha de ouro e os seus subordinados uma de prata. Mais tarde, o estilo dessas medalhas evoluíram para as conhecidas e clássicas medalhas de honra militar.

 Historicamente, as medalhas têm sido dadas como prémios em actividades competitivas, especialmente as atléticas. Nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, apenas um vencedor por evento recebia uma coroa de folhas de oliva, retiradas de uma árvore sagrada próxima ao templo de Zeus em Olímpia!


  


Medalha - Cabral Antunes

"Diz-me e vou esquecer.
Ensina-me e vou lembrar.
Envolve-me e vou apreender."
(Benjamim Franklin)


  


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Minifimo - Madeira

"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros."
(Baden Powell)

Este presépio mede apenas 3 cm!

A origem e a evolução do traje da Madeira é alvo de muitas especulações. Pensa-se que teve várias influências, quer nacionais, quer estrangeiras, nomeadamente minhotas, mouriscas, africanas e da Flandres.

A sua diversidade verifica-se ao nível do Traje Feminino “viloa””, possuindo dezenas de variações, enquanto o Traje Masculino “vilão” apenas difere de duas maneiras.

A ilha da Madeira conserva as tradições dos descobrimentos, alguns costumes que desapareceram no continente português sobreviveram na Madeira.
Tanto os homens como mulheres usavam botas, chamadas “bota-chã” e eram feitas em pele de vaca curtida. A parte superior da bota era virada para fora e descia até ao tornozelo, sendo enfeitada com uma fita vermelha.

No Funchal, Machico e Santa Cruz havia um vestuário definido: a saia era de lã, de cor ou listada; um colete e um corpete vermelhos e uma carapuça azul.

O Traje Masculino não teve grandes evoluções. Os homens que viviam nas Serras usavam o jaleco e calças de seriguilha castanha e um barrete de lã de ovelha. Nos dias de missa, calças, colete ou casaco de seriguilha preta. Tanto homens como mulheres usavam botas, chamadas botachas ou bota-chã e eram feitas em pele de vaca curtida.

A Carapuça é um barrete de forma cónica usado na Madeira nos séculos XVIII e XIX, influenciado pelo gorro medieval e carapuços portugueses. De um barrete que cobria toda a cabeça, evoluiu para uma forma extremamente elegante, quase de adorno.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Rosa Pinho - Santa Maria da Feira

Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade.”
(Esopo)

Em 1505, a peste assolou Portugal. Na região de Santa Maria da Feira foi feita a promessa a São Sebastião de realizar uma festa anual em sua honra se o santo livrasse os Feirenses da peste. O “voto” da promessa seria uma “fogaça”, bolo cujo formato foi inspirado nas quatro torres do castelo.
Na altura os Condes do Castelo da Feira, estipularam uma renda anual de 30 mil reis para que a festa se realizasse e ao longo da nossa história a sua organização foi passando de mão em mão até aos nossos dias! A festa das fogaceiras realiza-se a 20 de Janeiro, em que dezenas de crianças vestidas de branco levam à cabeça uma fogaça e vão em cortejo dos Paços do Concelho até à Igreja Matriz de Santa Maria da Feira.

Este presépio está muito original porque foi feito dentro de uma fogaça e tem as bandeiras a evocar S.M. Feira.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Cristina Boavida - Artes da Tininha –Estoril

A felicidade é interior, não é exterior, portanto, não depende do que temos, mas sim do que somos.”
Pablo Neruda


A palavra Crochet vem de um termo existente no dialecto nórdico, que significa gancho, referindo-se a forma do bico da agulha de Crochet que puxa os pontos.
A arte do crochet foi desenvolvida no século XVI, na Arábia e chegou a Espanha, pelas rotas comerciais do Mediterrâneo!
A Revolução Francesa propiciou indirectamente a difusão do crochet para todos os países da Europa (Irlanda, Inglaterra, e países nórdicos) graças as famílias nobres que ali se exilaram, levando consigo esse conhecimento. Mas o apogeu do crochet aconteceu na Irlanda, no Século XIX, época na qual se transformou numa verdadeira indústria artesanal. Com efeito, após a Grande Fome de 1846, dizem que a Madre Superior de um convento daquele país pediu às irmãs que ensinassem a técnica às mulheres do povo, a fim de que pudessem trabalhar sem sair de casa.
Essa iniciativa teve um sucesso fabuloso, e assim surgiram os guipures da Irlanda, fabricados à mão em Dublin e Belfast, e exportados para o mundo inteiro, particularmente para Inglaterra vitoriana!
Na França crescia igualmente o interesse no crochet, mas o trabalho feito à mão é progressivamente substituído pela produção industrial. A técnica, que anteriormente passava de geração em geração, numa tradição que unia transmissão do conhecimento de forma oral ou manual, passou a ser objecto de livros, nos quais se publicavam os pontos básicos seguidos de inúmeros projectos e modelos. 
Assim, Mademoiselle Riego de La Blanchardière, depois de ter ensinado a técnica do crochet à corte da Rainha Vitória, publicou a primeira revista sobre o assunto: The Needle onde desenhou padrões que podiam ser facilmente duplicados e difundidos por todo o mundo!

Apresento-vos este presépio feito em crochet da autoria de Cristina Boavida. Está muito amoroso. 



Madalena Cordeiro – Peniche

"A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina."
(Miguel Ângelo)


Há uma lenda sobre a origem da renda de bilros que diz: que um jovem pescador usava pela primeira vez uma rede de pescar tecida pela sua noiva, apanhou do fundo do mar uma belíssima alga petrificada, que ofereceu à sua eleita. Tempos depois, partiu para a guerra. A noiva, saudosa do seu noivo, teceu outra rede que reproduziu o modelo da alga; os fios dessa rede eram terminados por pequenos chumbos. Assim foi descoberta a renda chamada “a piombiini” ou de chumbos; os chumbos foram posteriormente substituídos por bilros. Dessa forma, de um pensamento amoroso teria surgido a renda de bilros.


Em 1887, com a fundação da escola de Desenho Industrial Rainha D. Maria Pia (mais tarde Escola Industrial de Rendeiras Josefa de Óbidos), sob a direcção de D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro, que as rendas de Peniche atingiriam um grau de perfeição e arte difíceis de igualar. Segundo Pedro Cervantes de Carvalho Figueira, eram oito as oficinas particulares onde crianças a partir dos quatro anos de idade se iniciavam na aventura desta arte!


A renda de Bilros é produzida pelo cruzamento sucessivo ou entremeado de fios têxteis, executado sobre o pique e com a ajuda de alfinetes e dos bilros. O pique é um cartão, normalmente pintado da cor açafrão para facilitar a visão por parte da rendilheira, onde se decalcou um desenho, feito por especialistas.
 Este presépio foi elaborado pelas mãos exímias de Madalena Cordeiro que aprendeu esta arte com apenas 7 anos de idade. Este presépio ficou maravilhoso.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Depósito da Marinha Grande

"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente."
(Simone de Beauvoir)

A história do Depósito da Marinha Grande está inevitavelmente ligada ao percurso da indústria do vidro em Portugal.

A primeira fábrica de produção de vidro – a Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande – foi estabelecida por Marquês de Pombal em 1769. Desde então, as várias fábricas da região mantiveram viva a tradição de séculos, produzindo peças de elevada qualidade e prestígio em vidro manual soprado.

Aqui fica a foto do presépio!


sábado, 17 de dezembro de 2016

Na ponta dos dedos – Montijo

"Posso não concordar com nenhuma palavra tua, mas defenderei até a morte o teu direito de a dizer".

(Voltaire)

Este presépio está muito interessante porque retrata a profissão de Solicitador e faz uma alusão às Relações Internacionais através do mapa-mundo.



 “A persistência é o melhor caminho para o êxito.”  
(Charles Chaplin)




O outro lado das coisas – M. João Alves - V,N. Gaia

"Cada segundo é tempo de mudar tudo para sempre".
(Charles Chaplin)

Presépio feito com slides:


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Miguel Lemos - Coimbra


"Cada um de nós é uma lua e tem um lado escuro que nunca mostra a ninguém. "
( Mark Twain) 

A Lua é o único satélite do planeta Terra! Este presépio decidiu contemplar-la!
Ficou muito engraçado, não acham?


baú com presépio em lã feltrada

Guarda num velho baú os seus instrumentos de trabalho:  1 abridor de amanhecer,  1 prego que farfalha,  1 encolhedor de rios -e 1 esticador de horizontes.” 
(Manoel de Barros)

Os baús servem para guardarmos roupa e enxoval! Nas grandes navegações eram muito procurados por navios piratas em busca de encontrarem jóias, ouro e pérolas dentro deles!



Cave Casts - Póvoa do Lanhoso

"Quando descobrimos um estilo natural, ficamos espantados e satisfeitos pois esperávamos um autor e encontramos um ser humano."
( Blaise Pascal)

Este presépio foi executado pelo escultor Nigel Cave sob a marca Cave Casts.
O material usado é pó de pedra. Este material proveniente do calcário calcítico com granulometria até 4,0 mm e malha de 5 mm é usado na construção civil  em obras de terraplanagem, argamassa e construção de estradas.




Mannusartes - Viana do Castelo

"A maioria das pessoas não faz ideia do que Deus poderia fazer delas se somente elas se colocassem à sua disposição."
(Santo Inácio de Loyola)

Este presépio é feito com o fruto da acácia.




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Simão Bolívar - Porto

"Tudo o que é incompreensível, nem por isso deixa de existir."
(Blaise Pascal)

Hoje ao caminhar na baixa do Porto descobri o atelier de Simão Bolívar e não resisti a trazer este bonito presépio. É feito com cápsulas de nespresso. Está muito amoroso, não acham?


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Modernísticas – Viana do Castelo

O objectivo do artista é dar mais do que aquilo que tem." 
(Paul Valéry)


Este presépio é feito em madeira e retrata bem a região de Viana do Castelo.
 A principal romaria é em honra da Senhora da Agonia em pleno mês de Agosto!

Nossa Senhora usa um traje de lavradeira à moda do Minho, vermelho e verde, que lembra as terras montanhosas e verdejantes. O pormenor dos brincos de contas não foi esquecido.
S. José usa em traje de trabalho composto por calças de fraldilha e camisa de linho.
O Menino Jesus Minhoto veste a sua primeira camisa regional.
 

Lita Barradas - Setúbal

 " O talento desenvolve-se no amor que pomos no que fazemos. Talvez a essência da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo próprio trabalho." 
(Máximo Gorky)

Este presépio foi pintado numa sardinha, um peixe tão característico do nosso país. Está muito amoroso, não acham?


domingo, 27 de novembro de 2016

Pedro Brito - Atelier mãos livres - Olhão

"A sabedoria da natureza é tal que não produz nada de supérfluo ou inútil."
(Nicolau Copérnico, astrónomo e matemático.)

Este presépio é em cerâmica e foi elaborado por Pedro Brito - Atelier mãos livres.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Isabel Catarilhas Pires – Estremoz

Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem."
(Johann Goethe)

Alentejo é precisamente o sítio onde todas as utopias são possíveis!  As planícies sem fim, onde o olhar se estende sem obstáculos, as serranias com os seus sobreiros e belos girassóis.

Este presépio representa bem o Alentejo. S. José veste um capote alentejano e Maria uma veste de ceifeira. Estão abrigados numa cabana de pastor. Não foi esquecido o tarro para guardar os alimentos e os manter quentinhos, o coxo, para beber água e o anjinho a anunciar a boa nova.
 Está maravilhoso, não acham?





Luísa Rato – Bucelas




O café “brasileira”, em Lisboa, tem a escultura de Fernando Pessoa, obra de Lagoa Henriques, e tem este belíssimo azulejo que não deixa ninguém indiferente!

Este presépio faz-nos reflectir sobre a origem dos azulejos e em que séculos foram introduzidos em Portugal.
A palavra, azulejo, tem origem no árabe, azzelij, que significa “pequena pedra polida” e era usada para designar o mosaico bizantino do Próximo Oriente. Grande parte da produção de azulejos em Portugal caracteriza-se pelo emprego do tom azul!

 A arte da azulejaria na Península Ibérica têm influência dos árabes, que para as terras conquistadas, trouxeram os mosaicos para ornamentar as paredes dos seus palácios conferindo-lhes brilho e ostentação, através de um jogo geométrico complexo.

Os primeiros exemplares usados em Portugal, os Hispano mouriscos, vieram nos finais do século XV de Sevilha e serviram para revestir as paredes de palácios e igrejas. Dizem as crónicas que o rei de Portugal, D. Manuel I, ficou fascinando com a exuberância dos interiores mouriscos e com a sua proliferação cromática dos azulejos e ambicionou trazer para a sua residência habitual, o Palácio Nacional de Sintra.

Os descobrimentos contribuíram para um maior enriquecimento fruto da aculturação com outros povos, nomeadamente do oriente. Surgem novas composições cenográficas, temáticas figurativas e vegetalistas de uma flora e fauna exóticas.  

 São as classes dirigentes que cultivam primeiro o gosto pelo azulejo, escolhendo a temática mais apropriada à decoração dos edifícios; desde campanhas militares, episódios históricos, a cenas do quotidiano, religiosas, mitológicas e até algumas sátiras.

Depois do terramoto de 1755, a reconstrução de Lisboa vai impor outro ritmo na produção de azulejos em série, hoje designados pombalinos, usados para a decoração dos novos edifícios. 

Nos finais do século XVIII, o azulejo deixa de ser exclusivo da nobreza e do clero e a burguesia abastada faz as primeiras encomendas para as suas quintas e palácios, os painéis contam por vezes a história da família e até da sua ascensão social.

A partir do século XIX, o azulejo passa a ter uma estreita relação com a arquitectura. São criadas novas fábricas em Lisboa, Porto e Aveiro.

Mais tarde, já em pleno século XX, o azulejo entra nas estações de caminho-de-ferro e metro, alguns conjuntos são assinados por artistas consagrados. 

A tradição fez-se ainda mais popular, apresentando-se como solução decorativa para cozinhas e casas-de-banho, numa prova de resistência, inovação e renovação desta pequena peça de cerâmica.

Este presépio é uma bonita homenagem à azulejaria portuguesa, segundo conversa com a autora. O tom predominante é o azul, como não poderia deixar de ser! Falta apenas partilhar a foto convosco! 




terça-feira, 15 de novembro de 2016

Dulce Alves – Mold Art – Lisboa

O sonho de cada família é poder viver junta e feliz, num lar tranquilo e pacífico, em que os pais têm oportunidade de criar os filhos da melhor maneira possível, ou de os orientar e ajudar a escolher as suas carreiras, dando-lhes o amor e carinho que desenvolverá neles um sentimento de segurança e de autoconfiança.”
(Nelson Mandela)

Este presépio representa bem a Sagrada Família mais divertida. O Menino Jesus está às cavalitas do Pai José enquanto Maria canta um fado para Os alegrar!
As vestes de José, Maria e o fado transportam-me para Lisboa, para os bairros de Alfama ou Mouraria. O que acham deste paralelismo?

   

Sam Fernandes - Valença do Minho

 “O belo é uma manifestação de leis secretas da natureza, que, se não se revelassem a nós por meio do belo, permaneceriam eternamente ocultas.”
(Goethe)

 A pinha ou estróbilo é o órgão das plantas da divisão Pinophyta onde se encontram as estruturas reprodutivas. Dentro da pinha, forma-se uma semente que com o tempo vai-se abrindo, e liberta o pinhão. Este presépio foi feito com pinhas de vários tamanhos e tecidos e ficou muito amoroso, não acham?



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Francisco Cangueiro - Palaçoulo - Miranda do Douro

“O que é pena é que neste areal da vida, onde cada um segue o seu caminho, não haja nem tolerância nem humildade para respeitar o norte que o vizinho escolheu.” 
(Miguel Torga)

Palaçoulo é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro. Esta freguesia soube tirar partido do “saber de gerações” e da proximidade com Espanha para vencer o isolamento e lançar-se na globalização. É famosa pelos produtos artesanais como as facas, navalhas e as pipas que exporta para destinos tão longínquos como a Nova Zelândia!

Apresento-vos esta fantástica navalha feita por Francisco Cangueiro. Reparem em todos os pormenores e vejam este trabalho tão minucioso e perfeito.




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Fátima Rocha - Aveiro

Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.”
(Antoine de Saint-Exupéry)

Algumas curiosidades sobre o material com que foi feito este presépio, o fimo:
Antes de se utilizar a cerâmica plástica, a baquelite era popular entre os designers, mas a base de fenol era inflamável e gerava problemas! Por esse motivo, a cerâmica plástica foi formulada para substituir a baquelite.

Em 1939, uma criadora de bonecas alemã, Käthe Kruse, interessou-se pela massa modelar! Enquanto não era viável utilizá-la na sua fábrica, Kruse deixou a sua filha Sophie, cujo apelido era "Fifi", brincar e modelar a massa.
A fórmula, mais tarde, foi vendida para Eberhardt Faber que disponibilizou no mercado com o nome "FIMO".
É um material muito versátil, de fácil manuseio e excelentes resultados.

Sem mais delongas, aqui fica a foto do presépio para o apreciarem melhor!



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Fátima Rocha – Aveiro

“Pense em toda a beleza que ainda resta em torne de você e seja feliz.”
(Anne Frank)

O inventor norueguês Johan Vaaler teve grande impacto! Todos os conterrâneos colocavam clipes nas suas lapelas como um símbolo de solidariedade contra os nazistas. 
É por isso que há uma estátua de 23 metros de um clipe de papel na Noruega!

O clipe de papel moderno deve a sua origem a William D. Middlebrook , cuja patente é datada de 9 de Novembro de 1899.

Poucos anos depois, em 1907, o produto final afirmou-se no mercado mundial e milhões de clipes de papel foram vendidos em todo o mundo.

Desde a sua criação e disseminação pelo mundo, foram criadas inúmeras versões de clipes, com variadíssimas formas e materiais e diferentes marcas e desenhos que desafiaram o original, incluindo clipes de plástico coloridos.


Apresento-vos este presépio feito sobre um clipe.




Francisco Cangueiro – Palaçoulo – Miranda do Douro

“Quando a humanidade aprende a respeitar o menor ser da criação, animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-los a amar o seu semelhante. "
(Albert Schweitzer )


Os chifres de veado são estruturas ósseas ao nível do crânio, cilíndricas e ramificadas que possuem extremidades pontiagudas.
Em cada macho, o chifre cresce mais e ganha mais ramificações a cada ano, de maneira que os machos mais velhos têm chifres mais exuberantes! A função destas estruturas está ligada à competição pelas fêmeas durante a época da reprodução, quando machos rivais medem forças empurrando-se !
Os machos também emitem altos bramidos que atraem as fêmeas e servem para intimidar os rivais - o que faz com que a época de reprodução seja conhecida por brama.

A base deste presépio é feita em  chifre de veado e a cabana, em osso de vaca. Está muito original, não acham?


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Carlos Enxuto – Caldas da Rainha

“As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.”
(Leonardo da Vinci)


Foi no século XIX, que Caldas da Rainha conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que aqui buscavam as águas sulfurosas para tratamentos.

É uma cidade conhecida como um dos principais centros cerâmicos portugueses, cuja tradição cerâmica se perde no passado! Já o rei D. Luís I de Portugal presenteava os seus amigos com as peças humorísticas das Caldas!

A abundância de argila na região, permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, que converteram a então vila num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

A primeira fase da cerâmica Caldense iniciou-se na década de 1820, com a produção de D. Maria dos Cacos, caracterizada pela monocromia verde-cobre ou castanho-manganês das peças.

 Um segundo momento é marcado, em meados do século, pela renovação introduzida por Manuel Cipriano Gomes Mafra, mais tarde conduzida ao seu ápice por Rafael Bordalo Pinheiro.

A louça caricatural originariamente apresentava profissões (padres, pescadores, agricultores) estereotipadas de maneira sarcástica e depreciativa! 
Actualmente as figuras representam políticos ou celebridades, embora a mais popular tradicionalmente seja, sem dúvida, a do "Zé Povinho”. Este personagem, criado por Rafael Bordalo Pinheiro para "A Lanterna Mágica", afirmou-se, sendo utilizado como símbolo de Portugal e do povo português.

Deixo-vos três presépios da autoria de Carlos Enxuto que retratam bem esta região! Um deles é em amarelo-mel, uma das cores tradicionais da cerâmica das Caldas!
Os restantes presépios são feitos em porcelana de diferentes cores. 







Tareka - Viana do Castelo

O tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo.”
(Machado de Assis)

O patchwork é um trabalho com pequenos pedaços de tecidos.

Curiosamente, os faraós já utilizavam esta técnica!

Existe uma versão de que esta técnica foi levada por comerciantes para o antigo Oriente, depois viajou para a Alemanha, até que chegou à Inglaterra no século XI, sendo utilizada para fazer tapetes e túnicas clericais. 
Mas os primeiros tapetes e acolchoados surgiram somente no século XVI, época de Henrique VIII, e costumavam ser presentes de casamento muito admirados. Os cavaleiros da Idade Média também usavam acolchoados como protecção, em baixo da armadura de metal.

Durante a Guerra da Independência dos EUA, apareceram muitas colchas com motivos patrióticos e símbolos relacionados à revolução.

Aqui fica um presépio que utiliza esta maravilhosa técnica de patchwork. Está amoroso, não acham? 



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sandra Duarte – Espinho

A família é o primeiro lugar onde cada um aprende a relacionar-se com o outro, a escutar, partilhar, suportar, respeitar, ajudar, conviver.”
(Papa Francisco)


Algumas curiosidades sobre o vidro:

Os povos que disputam a primazia da invenção do vidro são os egípcios e os fenícios.
"Os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egipto, pararam às margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam para tingir lã). Acenderam o fogo com lenha, e empregaram os pedaços mais grossos de natrão para neles apoiar os vasos onde deviam cozer animais caçados. Comeram e deitaram-se, adormeceram e deixaram o fogo aceso. Quando acordaram, em lugar das pedras de natrão encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes pedras preciosas. O vidro estava descoberto."
Esta é uma das versões, um tanto lendária!

 Outras notícias relatam que os egípcios começaram a soprar o vidro em 1.400 A. C., dedicando-se, acima de tudo, a produção de pequenos objectos artísticos e decorativos que muitas vezes eram confundidos com belas pedras preciosas.

Em Portugal, a indústria vidreira estabelece-se, na Marinha Grande, apenas no século XVIII!

Este íman está muito original porque o presépio está à janela a saudar o Mundo. A autora é muito amorosa e chama-se Sandra Duarte.
Deixo-vos a foto para apreciarem e confirmarem a sua beleza:


  

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Presépio comprado em Fátima

"Amigos a gente conquista mostrando o que somos, e que os verdadeiros amigos ficam connosco até ao fim."

Aqui fica o segundo presépio comprado em Fátima e numa das cores que mais gosto.


Presépio em prata

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
(Fernando Pessoa)

Existem dias que são excelentes por aquilo que visitamos e na companhia de pessoas que nos deixam ainda mais felizes e com mais força para vivermos!
Foi um excelente fim-de-semana, passado em excelente companhia e a conhecer o nosso bonito país! E a minha colecção também ficou mais rica.

Vou começar por vos apresentar este bonito presépio que me foi oferecido pelo JR e RS. É em prata e deixou-me encantada. É uma peça com enorme significado para mim. Muito obrigada!








sábado, 24 de setembro de 2016

M. Teresa Tavares - Porto

Todas as coisas tem o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas." 
(Garcia Lorca)


  O bastidor começou a ser utilizado no século XVII em Espanha para facilitar a tarefa de bordar.   É uma “espécie de caixa”, geralmente em madeira que segura o tecido e facilita esta tarefa!
Nesta época, o bordado era considerado símbolo de riqueza e poder! 

A partir de um bastidor, tecidos e linho foi possível fazer este bonito presépio. O tecido que o forra representa um bonito azulejo português. 
Aqui fica a foto! 


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Rita Macedo - Marinha Grande

 “Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos.”
(Gibran Khalil Gibran)

A árvore da vida representa a ligação entre o Céu e a Terra e está presente na maior parte das culturas!

 Para os assírios, ela está associada à Ishtar, deusa da fertilidade e da destruição (a divindade mais importante da Mesopotâmia).

Está também bem presente na civilização islâmica e consta na Bíblia como a Árvore do Paraíso!

 Segundo a Bíblia, a Árvore da Vida é uma das duas árvores especiais que Deus colocou no centro do jardim chamado Éden. A outra é a "Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal", de cujo fruto, Eva, e depois Adão, acabaram por comer por influência de uma serpente.

Este presépio representa assim a criação, fecundidade e imortalidade. Está muito original, não acham?


Outro presépio da artesã com duas estrelas a evocar o nascimento de Jesus: 



sábado, 17 de setembro de 2016

Isaura Marques - Coimbra

Depois da palavra, o silêncio é o segundo poder do mundo.”
(Henri Lacordaire)

Para os hebreus, gregos e romanos, o anel era símbolo de autoridade e de respeito.
Em Roma, durante o governo do imperador Augusto, os senadores e os guerreiros usavam anéis de ouro, símbolo de alta distinção.

O anel de sinete possuía um brasão que remetia à honra, fidelidade, coragem e era herdado. Foi bastante usado na autenticação de documentos importantes e para reivindicar propriedades.

Os gregos estudaram o magnetismo e acreditavam que o ferro, o cobalto e o níquel funcionavam como ímanes e tinham o poder de atrair o coração humano, órgão que para eles era a sede do amor.

No século III, o papa Inocêncio instituiu nos casais a ideia de anel de noivado e como o prenúncio do futuro casamento.

 No século XI, as alianças passaram a ser o símbolo de união e fidelidade entre os casais cristãos. Os romanos acreditavam que pelo quarto dedo da mão esquerda, passava uma veia que estava ligada directamente ao coração e por esse motivo este dedo foi o escolhido.

Os anéis podem ter várias finalidades como noivado, linhagem monárquica ou indicar a especialidade /profissão de algumas pessoas consoante a cor da pedra preciosa.

Este anel que vos apresento tem um presépio e está muito amoroso, não acham?






sábado, 3 de setembro de 2016

Manuela Louza - Lisboa

Na arte e no amor, a ternura é o que lhe dá força.”
 (Oscar Wilde)

O barro é um material com o qual é possível transmitir imensa ternura, dependendo das mãos que o trabalham! Este presépio está muito amoroso, não acham?
A artesã é uma pessoa muito alegre e simpática.
A minha colecção ficou mais valorizada.
 
  Aqui fica a foto! Espero que gostem tanto quanto eu!



terça-feira, 26 de julho de 2016

Maria João Monteiro - Barros da Jão - Lisboa

"Sou o teu pai. Quando te seguro ao colo, entro no teu olhar, passo-te os dedos pelas faces e sinto que também eu tenho duas semanas porque uma parte de mim nasceu contigo há duas semanas. Agora, enquanto dormes, escrevo-te e imagino que, num instante longe deste instante, chegará um dia em que tu serás grande e segurarás uma folha escrita com estas palavras. (...) Chama-me para junto de ti. Mostra-me estas palavras que escrevi hoje e pede-me para te passar os dedos pelas faces com o mesmo carinho e com a mesma ternura com que hoje toquei os teus contornos de menino. Tenho a certeza que não terei esquecido. Por mais que aconteça entre hoje e esse dia, por mais mortes e terramotos, tenho a certeza que não terei esquecido. E obriga-me a jurar que nunca deixaremos crescer entre nós um pudor que impeça de nos abraçarmos, de nos beijarmos, de passarmos os dedos pelas faces um do outro. Pai e filho. Eu sou o teu pai. Tu és o meu filho."

(José Luís Peixoto -  "Abraço")



Este presépio está muito engraçado porque é S. José que pega no Menino Jesus sob o olhar atento de Maria!


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Maria João Monteiro (Barros da Jão) – Lisboa

Ser mãe é fazer da própria vida um grande sacrifício.”

(Erasmo Shallkytton)

 “Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. E iam todos recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, a cidade de David, chamada Belém, por ser casa e linhagem de David, a fim de recensear-se com Maria, sua mulher, que se encontrava grávida”. (Evangelho de S. Lucas).

Sendo assim, Maria, no fim da sua gravidez, teve de enfrentar uma difícil viagem de cerca de 120 quilómetros, atravessando toda a Palestina, o que, mesmo montada num burrinho, como reza a tradição, lhe deve ter sido extremamente penosa. Se juntarmos a isto o facto de não ter encontrado um abrigo decente, e de ter dado à luz sozinha num palheiro, temos de admitir que os últimos dias da gravidez de Maria não foram nada fáceis para Ela, e justificam plenamente a devoção dedicada à Sua imagem de grávida, pelas mulheres à espera da hora do parto.
Na Península Ibérica, o culto à Virgem Maria grávida iniciou-se após o Concílio de Toledo, realizado em 656 d.C. e presidido por Eugénio II, com o nome de festa da Anunciação. Quando assumiu o cargo em 657, Santo Ildefonso mudou o nome de Anunciação, para festa da Expectação do Parto da Virgem Maria, que se realizava nos dias 18 de Dezembro de cada ano. Foi o Povo que mudou então o nome para festa para Nossa Senhora do Ó, em consequência da oração que nesse dia se entoava designada por «Antífona» e cujas frases se iniciavam sempre pela exclamação Ó!.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Martisses Ilustrações - Lisboa

  “O amor da família e a admiração dos amigos é muito mais importante do que a riqueza e os privilégios.”
(Charles Kuralt)

Martisses Ilustrações é um projecto criado por Marta Figueiredo que surgiu por causa da sua paixão pelo desenho.
Confesso que não resisti a comprar este íman para o meu frigorífico e  ficar a admirá-lo enquanto cozinho!
Está escrito a palavra "amor", um importante pilar para o bem-estar e união familiar.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Teresa Brito ( ex Teresa Carepo) – Cascais

“É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.”
(Gabriel Garcia Márquez)

Há muito que apreciava o trabalho desta artesã e ia adiando ter uma peça por múltiplas razões. A minha mãe é uma pessoa muito atenta e sabe surpreender-me! 
Adorei esta bonita homenagem que a autora fez à cidade que me viu nascer: a cidade do Porto! E por ter elementos que associamos logo à cidade: a famosa pipa do vinho do Porto e o vaso de manjerico a evocar a alegre festa do S. João!

Aqui fica a foto.