sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Registo com Sagrada Família - Delfina Lino



"As folhas secas cobrem em abundância o caminho das recordações."
(James Joyce)

A designação de “registo” engloba ícones religiosos gravados em madeira, cobre, ou pintados sobre pergaminho, tecido ou papel ou impressos litograficamente.
Os de pequenas dimensões, além de relembrarem o dia festivo do Santo Protector, serviam para marcar uma dada passagem no missal ou noutro livro qualquer.
Independentemente das suas dimensões, os registos começaram a ser usados no século XVIII para emolduramentos conhecidos por “bentinhos”, designação que também abrange saquinhos de pano, bentos, que se usavam ao pescoço por debaixo da camisa, contendo papéis com orações, relíquias ou outros objectos de devoção.
Paralelamente, este tipo de gravuras tornou-se bastante popular devido às inúmeras peregrinações, círios e festividades pendulares, nas quais a presença dos fiéis foi marcada pela posse de um objecto evocativo da participação no mesmo, materializada em registos, fitas e medalhas.

Na actualidade, os registos continuam a ter cariz essencialmente devocional, mas têm também um carácter decorativo bastante marcado, existindo duas vertentes em quem trabalha neste tipo de arte: aqueles que procuram recriar os registos antigos utilizando imagens antigas e tecidos nobres como brocados e outros, normalmente provenientes de sobras de paramentarias e outros que procuram dar aos registos um ar mais contemporâneo, utilizando figuras mais recentes e tecidos mais simples.

Aqui ficam as fotos do registo da autoria de Delfina Lino. 


(Fonte: Artesanikas e pesquisa própria) 

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