terça-feira, 26 de abril de 2016

Presépio em renda de bilros - Vila do Conde

"Se você for uma pessoa que busca realmente a verdade, é necessário ao menos uma vez na vida duvide de todas as coisas, da maneira mais profunda possível."
(Descartes)

As rendas de bilros têm a sua génese em Itália, nas cidades de Milão e Veneza.
Em finais do século XV, Milão era um grande centro de produção de ricos galões, guarnições, seda, ouro e prata. E Veneza era o porto onde desaguava a Rota da Seda.
 Tratavam-se de cidades onde existiam uma enorme apetência pelo luxo, pelo cuidado em bem vestir, de forma muito sumptuosa!

Em Portugal, a renda de bilros é uma arte com mais de quatro séculos! Recordámos alguns dos principais passos dados ao longo dos séculos:

O primeiro rei a usar rendas de bilros foi o D. Sebastião!

Em 1867, Joana Maria de Jesus lutou contra a Pragmática de D. João V, que proibia o uso de rendas de bilros no vestuário.  Nesse mesmo ano, as rendas  estiveram presentes na Exposição Universal de Paris.

Em 1919 foi inaugurada a Escola das Rendas e as rendilheiras ganham maior visibilidade e importância.
Nos anos 50 e 60, com a mudança de hábitos e de estilo de vida, verificou- se um declínio desta tradição.
Felizmente, a partir de 1974, graças à criação do Centro de Artesanato, bem como à notoriedade da Feira Nacional de Artesanato, conseguiu-se uma clara inversão.
 A abertura do Museu das Rendas veio dar um forte contributo à preservação desta arte.

Vou deixar-vos a foto do presépio feito em renda de bilros.


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