segunda-feira, 9 de maio de 2016

Anette Kalle Baptista – Tavira - Algarve




Olha o mundo num simples grão de areia, olha o céu num campo florido, sustêm o infinito na palma da mão e a eternidade numa hora.
(William Blake)

Quando eu morrer, voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar.
(Sophia de Melo Breyner)


O mar oferece-nos conchas de diversas formas e cores. Este presépio reúne os elementos mar (vieira) e terra (barro). 
Vou partilhar duas lendas sobre a vieira:

Em 1532, um príncipe oriundo de terras longínquas pretendia conhecer e orar ao apóstolo Santiago quando sofreu um ataque de uma serpente. O cavalo que montava reagiu e dirigiu-se ao mar. Quando o príncipe estava prestes a afogar, ofereceu a sua alma a Santiago. Minutos depois, o seu corpo emergiu das águas, totalmente coberto por conchas de vieira. A partir desse momento, os peregrinos a caminho de Santiago passaram a se identificaram com as conchas marinhas. A vieira significa protecção e busca de conhecimento e devemos devolvê-la ao mar depois de termos completado o caminho de Santiago, (em Finisterra). Os peregrinos que regressavam de Finisterra – fim do mundo conhecido naquela época – deviam mostrar aos seus familiares e amigos, alguma prova ou símbolo que testemunhasse que tinham cumprido com êxito a sua peregrinação até Compostela. A vieira passou a ser vista como uma recordação!

Outra versão refere a concha como um símbolo do renascimento de Vénus, significa a ressurreição, ou seja, a “morte” ou superação “ego” (o egoísmo e o egocentrismos) para abrir caminho para o seu “eu real” (simples e humilde), que depois de tudo, é a lição que devemos aprender fazendo a peregrinação a Santiago.

Falta apenas referir que este presépio veio de Tavira e foi executado pela Dra Anette Kalle Baptista. 
Aqui fica a foto! 

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