segunda-feira, 25 de julho de 2016

Maria João Monteiro (Barros da Jão) – Lisboa

Ser mãe é fazer da própria vida um grande sacrifício.”

(Erasmo Shallkytton)

 “Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. E iam todos recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, a cidade de David, chamada Belém, por ser casa e linhagem de David, a fim de recensear-se com Maria, sua mulher, que se encontrava grávida”. (Evangelho de S. Lucas).

Sendo assim, Maria, no fim da sua gravidez, teve de enfrentar uma difícil viagem de cerca de 120 quilómetros, atravessando toda a Palestina, o que, mesmo montada num burrinho, como reza a tradição, lhe deve ter sido extremamente penosa. Se juntarmos a isto o facto de não ter encontrado um abrigo decente, e de ter dado à luz sozinha num palheiro, temos de admitir que os últimos dias da gravidez de Maria não foram nada fáceis para Ela, e justificam plenamente a devoção dedicada à Sua imagem de grávida, pelas mulheres à espera da hora do parto.
Na Península Ibérica, o culto à Virgem Maria grávida iniciou-se após o Concílio de Toledo, realizado em 656 d.C. e presidido por Eugénio II, com o nome de festa da Anunciação. Quando assumiu o cargo em 657, Santo Ildefonso mudou o nome de Anunciação, para festa da Expectação do Parto da Virgem Maria, que se realizava nos dias 18 de Dezembro de cada ano. Foi o Povo que mudou então o nome para festa para Nossa Senhora do Ó, em consequência da oração que nesse dia se entoava designada por «Antífona» e cujas frases se iniciavam sempre pela exclamação Ó!.



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