quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Carlos Enxuto – Caldas da Rainha

“As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.”
(Leonardo da Vinci)


Foi no século XIX, que Caldas da Rainha conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que aqui buscavam as águas sulfurosas para tratamentos.

É uma cidade conhecida como um dos principais centros cerâmicos portugueses, cuja tradição cerâmica se perde no passado! Já o rei D. Luís I de Portugal presenteava os seus amigos com as peças humorísticas das Caldas!

A abundância de argila na região, permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, que converteram a então vila num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

A primeira fase da cerâmica Caldense iniciou-se na década de 1820, com a produção de D. Maria dos Cacos, caracterizada pela monocromia verde-cobre ou castanho-manganês das peças.

 Um segundo momento é marcado, em meados do século, pela renovação introduzida por Manuel Cipriano Gomes Mafra, mais tarde conduzida ao seu ápice por Rafael Bordalo Pinheiro.

A louça caricatural originariamente apresentava profissões (padres, pescadores, agricultores) estereotipadas de maneira sarcástica e depreciativa! 
Actualmente as figuras representam políticos ou celebridades, embora a mais popular tradicionalmente seja, sem dúvida, a do "Zé Povinho”. Este personagem, criado por Rafael Bordalo Pinheiro para "A Lanterna Mágica", afirmou-se, sendo utilizado como símbolo de Portugal e do povo português.

Deixo-vos três presépios da autoria de Carlos Enxuto que retratam bem esta região! Um deles é em amarelo-mel, uma das cores tradicionais da cerâmica das Caldas!
Os restantes presépios são feitos em porcelana de diferentes cores. 







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