segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Modernísticas – Viana do Castelo

O objectivo do artista é dar mais do que aquilo que tem." 
(Paul Valéry)


Este presépio é feito em madeira e retrata bem a região de Viana do Castelo.
 A principal romaria é em honra da Senhora da Agonia em pleno mês de Agosto!

Nossa Senhora usa um traje de lavradeira à moda do Minho, vermelho e verde, que lembra as terras montanhosas e verdejantes. O pormenor dos brincos de contas não foi esquecido.
S. José usa em traje de trabalho composto por calças de fraldilha e camisa de linho.
O Menino Jesus Minhoto veste a sua primeira camisa regional.
   

Lita Barradas - Setúbal

 " O talento desenvolve-se no amor que pomos no que fazemos. Talvez a essência da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo próprio trabalho." 
(Máximo Gorky)

Este presépio foi pintado numa sardinha, um peixe tão característico do nosso país. Está muito amoroso, não acham?


domingo, 27 de novembro de 2016

Pedro Brito - Atelier mãos livres - Olhão

"A sabedoria da natureza é tal que não produz nada de supérfluo ou inútil."
(Nicolau Copérnico, astrónomo e matemático.)

Este presépio é em cerâmica e foi elaborado por Pedro Brito - Atelier mãos livres.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Isabel Catarilhas Pires – Estremoz

Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem."
(Johann Goethe)

Alentejo é precisamente o sítio onde todas as utopias são possíveis!  As planícies sem fim, onde o olhar se estende sem obstáculos, as serranias com os seus sobreiros e belos girassóis.

Este presépio representa bem o Alentejo. S. José veste um capote alentejano e Maria uma veste de ceifeira. Estão abrigados numa cabana de pastor. Não foi esquecido o tarro para guardar os alimentos e os manter quentinhos, o coxo, para beber água e o anjinho a anunciar a boa nova.
 Está maravilhoso, não acham?





Luísa Rato – Bucelas




O café “brasileira”, em Lisboa, tem a escultura de Fernando Pessoa, obra de Lagoa Henriques, e tem este belíssimo azulejo que não deixa ninguém indiferente!

Este presépio faz-nos reflectir sobre a origem dos azulejos e em que séculos foram introduzidos em Portugal.
A palavra, azulejo, tem origem no árabe, azzelij, que significa “pequena pedra polida” e era usada para designar o mosaico bizantino do Próximo Oriente. Grande parte da produção de azulejos em Portugal caracteriza-se pelo emprego do tom azul!

 A arte da azulejaria na Península Ibérica têm influência dos árabes, que para as terras conquistadas, trouxeram os mosaicos para ornamentar as paredes dos seus palácios conferindo-lhes brilho e ostentação, através de um jogo geométrico complexo.

Os primeiros exemplares usados em Portugal, os Hispano mouriscos, vieram nos finais do século XV de Sevilha e serviram para revestir as paredes de palácios e igrejas. Dizem as crónicas que o rei de Portugal, D. Manuel I, ficou fascinando com a exuberância dos interiores mouriscos e com a sua proliferação cromática dos azulejos e ambicionou trazer para a sua residência habitual, o Palácio Nacional de Sintra.

Os descobrimentos contribuíram para um maior enriquecimento fruto da aculturação com outros povos, nomeadamente do oriente. Surgem novas composições cenográficas, temáticas figurativas e vegetalistas de uma flora e fauna exóticas.  

 São as classes dirigentes que cultivam primeiro o gosto pelo azulejo, escolhendo a temática mais apropriada à decoração dos edifícios; desde campanhas militares, episódios históricos, a cenas do quotidiano, religiosas, mitológicas e até algumas sátiras.

Depois do terramoto de 1755, a reconstrução de Lisboa vai impor outro ritmo na produção de azulejos em série, hoje designados pombalinos, usados para a decoração dos novos edifícios. 

Nos finais do século XVIII, o azulejo deixa de ser exclusivo da nobreza e do clero e a burguesia abastada faz as primeiras encomendas para as suas quintas e palácios, os painéis contam por vezes a história da família e até da sua ascensão social.

A partir do século XIX, o azulejo passa a ter uma estreita relação com a arquitectura. São criadas novas fábricas em Lisboa, Porto e Aveiro.

Mais tarde, já em pleno século XX, o azulejo entra nas estações de caminho-de-ferro e metro, alguns conjuntos são assinados por artistas consagrados. 

A tradição fez-se ainda mais popular, apresentando-se como solução decorativa para cozinhas e casas-de-banho, numa prova de resistência, inovação e renovação desta pequena peça de cerâmica.

Este presépio é uma bonita homenagem à azulejaria portuguesa, segundo conversa com a autora. O tom predominante é o azul, como não poderia deixar de ser! Falta apenas partilhar a foto convosco! 




terça-feira, 15 de novembro de 2016

Dulce Alves – Mold Art – Lisboa

O sonho de cada família é poder viver junta e feliz, num lar tranquilo e pacífico, em que os pais têm oportunidade de criar os filhos da melhor maneira possível, ou de os orientar e ajudar a escolher as suas carreiras, dando-lhes o amor e carinho que desenvolverá neles um sentimento de segurança e de autoconfiança.”
(Nelson Mandela)

Este presépio representa bem a Sagrada Família mais divertida. O Menino Jesus está às cavalitas do Pai José enquanto Maria canta um fado para Os alegrar!
As vestes de José, Maria e o fado transportam-me para Lisboa, para os bairros de Alfama ou Mouraria. O que acham deste paralelismo?  

   

Sam Fernandes - Valença do Minho

 “O belo é uma manifestação de leis secretas da natureza, que, se não se revelassem a nós por meio do belo, permaneceriam eternamente ocultas.”
(Goethe)

 A pinha ou estróbilo é o órgão das plantas da divisão Pinophyta onde se encontram as estruturas reprodutivas. Dentro da pinha, forma-se uma semente que com o tempo vai-se abrindo, e liberta o pinhão. Este presépio foi feito com pinhas de vários tamanhos e tecidos e ficou muito amoroso, não acham?



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Francisco Cangueiro - Palaçoulo - Miranda do Douro

“O que é pena é que neste areal da vida, onde cada um segue o seu caminho, não haja nem tolerância nem humildade para respeitar o norte que o vizinho escolheu.” 
(Miguel Torga)

Palaçoulo é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro. Esta freguesia soube tirar partido do “saber de gerações” e da proximidade com Espanha para vencer o isolamento e lançar-se na globalização. É famosa pelos produtos artesanais como as facas, navalhas e as pipas que exporta para destinos tão longínquos como a Nova Zelândia!

Apresento-vos esta fantástica navalha feita por Francisco Cangueiro. Reparem em todos os pormenores e vejam este trabalho tão minucioso e perfeito.