quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Medalha - Celestino Alves André

"Cuidemos do nosso coração porque é de lá que sai o que é bom e o que é mau, o que constrói e o que destrói..." 
 (Papa Francisco)


As Medalhas surgiram na idade média e derivam do termo grego metallon! 

 No passado, as medalhas eram encomendadas para um indivíduo, geralmente com o seu retrato.

Foram muitas vezes usadas como presente diplomático ou pessoal e homenagem.

Antes da utilização em eventos desportivos, artísticos, culturais e nomeações de títulos, eram utilizadas em condecorações militares. Era prática comum ter uma medalha criada especialmente para o reconhecimento de uma vitória militar ou naval de grande significado. O comandante militar recebia uma medalha de ouro e os seus subordinados uma de prata. Mais tarde, o estilo dessas medalhas evoluíram para as conhecidas e clássicas medalhas de honra militar.

 Historicamente, as medalhas têm sido dadas como prémios em actividades competitivas, especialmente as atléticas. Nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, apenas um vencedor por evento recebia uma coroa de folhas de oliva, retiradas de uma árvore sagrada próxima ao templo de Zeus em Olímpia!


  


Medalha - Cabral Antunes

"Diz-me e vou esquecer.
Ensina-me e vou lembrar.
Envolve-me e vou apreender."
(Benjamim Franklin)


  


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Minifimo - Madeira

"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros."
(Baden Powell)

Este presépio mede apenas 3 cm!

A origem e a evolução do traje da Madeira é alvo de muitas especulações. Pensa-se que teve várias influências, quer nacionais, quer estrangeiras, nomeadamente minhotas, mouriscas, africanas e da Flandres.

A sua diversidade verifica-se ao nível do Traje Feminino “viloa””, possuindo dezenas de variações, enquanto o Traje Masculino “vilão” apenas difere de duas maneiras.

A ilha da Madeira conserva as tradições dos descobrimentos, alguns costumes que desapareceram no continente português sobreviveram na Madeira.
Tanto os homens como mulheres usavam botas, chamadas “bota-chã” e eram feitas em pele de vaca curtida. A parte superior da bota era virada para fora e descia até ao tornozelo, sendo enfeitada com uma fita vermelha.

No Funchal, Machico e Santa Cruz havia um vestuário definido: a saia era de lã, de cor ou listada; um colete e um corpete vermelhos e uma carapuça azul.

O Traje Masculino não teve grandes evoluções. Os homens que viviam nas Serras usavam o jaleco e calças de seriguilha castanha e um barrete de lã de ovelha. Nos dias de missa, calças, colete ou casaco de seriguilha preta. Tanto homens como mulheres usavam botas, chamadas botachas ou bota-chã e eram feitas em pele de vaca curtida.

A Carapuça é um barrete de forma cónica usado na Madeira nos séculos XVIII e XIX, influenciado pelo gorro medieval e carapuços portugueses. De um barrete que cobria toda a cabeça, evoluiu para uma forma extremamente elegante, quase de adorno.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Rosa Pinho - Santa Maria da Feira

Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade.”
(Esopo)

Em 1505, a peste assolou Portugal. Na região de Santa Maria da Feira foi feita a promessa a São Sebastião de realizar uma festa anual em sua honra se o santo livrasse os Feirenses da peste. O “voto” da promessa seria uma “fogaça”, bolo cujo formato foi inspirado nas quatro torres do castelo.
Na altura os Condes do Castelo da Feira, estipularam uma renda anual de 30 mil reis para que a festa se realizasse e ao longo da nossa história a sua organização foi passando de mão em mão até aos nossos dias! A festa das fogaceiras realiza-se a 20 de Janeiro, em que dezenas de crianças vestidas de branco levam à cabeça uma fogaça e vão em cortejo dos Paços do Concelho até à Igreja Matriz de Santa Maria da Feira.

Este presépio está muito original porque foi feito dentro de uma fogaça e tem as bandeiras a evocar S.M. Feira.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Cristina Boavida - Artes da Tininha –Estoril

A felicidade é interior, não é exterior, portanto, não depende do que temos, mas sim do que somos.”
Pablo Neruda


A palavra Crochet vem de um termo existente no dialecto nórdico, que significa gancho, referindo-se a forma do bico da agulha de Crochet que puxa os pontos.
A arte do crochet foi desenvolvida no século XVI, na Arábia e chegou a Espanha, pelas rotas comerciais do Mediterrâneo!
A Revolução Francesa propiciou indirectamente a difusão do crochet para todos os países da Europa (Irlanda, Inglaterra, e países nórdicos) graças as famílias nobres que ali se exilaram, levando consigo esse conhecimento. Mas o apogeu do crochet aconteceu na Irlanda, no Século XIX, época na qual se transformou numa verdadeira indústria artesanal. Com efeito, após a Grande Fome de 1846, dizem que a Madre Superior de um convento daquele país pediu às irmãs que ensinassem a técnica às mulheres do povo, a fim de que pudessem trabalhar sem sair de casa.
Essa iniciativa teve um sucesso fabuloso, e assim surgiram os guipures da Irlanda, fabricados à mão em Dublin e Belfast, e exportados para o mundo inteiro, particularmente para Inglaterra vitoriana!
Na França crescia igualmente o interesse no crochet, mas o trabalho feito à mão é progressivamente substituído pela produção industrial. A técnica, que anteriormente passava de geração em geração, numa tradição que unia transmissão do conhecimento de forma oral ou manual, passou a ser objecto de livros, nos quais se publicavam os pontos básicos seguidos de inúmeros projectos e modelos. 
Assim, Mademoiselle Riego de La Blanchardière, depois de ter ensinado a técnica do crochet à corte da Rainha Vitória, publicou a primeira revista sobre o assunto: The Needle onde desenhou padrões que podiam ser facilmente duplicados e difundidos por todo o mundo!

Apresento-vos este presépio feito em crochet da autoria de Cristina Boavida. Está muito amoroso. 



Madalena Cordeiro – Peniche

"A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina."
(Miguel Ângelo)


Há uma lenda sobre a origem da renda de bilros que diz: que um jovem pescador usava pela primeira vez uma rede de pescar tecida pela sua noiva, apanhou do fundo do mar uma belíssima alga petrificada, que ofereceu à sua eleita. Tempos depois, partiu para a guerra. A noiva, saudosa do seu noivo, teceu outra rede que reproduziu o modelo da alga; os fios dessa rede eram terminados por pequenos chumbos. Assim foi descoberta a renda chamada “a piombiini” ou de chumbos; os chumbos foram posteriormente substituídos por bilros. Dessa forma, de um pensamento amoroso teria surgido a renda de bilros.


Em 1887, com a fundação da escola de Desenho Industrial Rainha D. Maria Pia (mais tarde Escola Industrial de Rendeiras Josefa de Óbidos), sob a direcção de D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro, que as rendas de Peniche atingiriam um grau de perfeição e arte difíceis de igualar. Segundo Pedro Cervantes de Carvalho Figueira, eram oito as oficinas particulares onde crianças a partir dos quatro anos de idade se iniciavam na aventura desta arte!


A renda de Bilros é produzida pelo cruzamento sucessivo ou entremeado de fios têxteis, executado sobre o pique e com a ajuda de alfinetes e dos bilros. O pique é um cartão, normalmente pintado da cor açafrão para facilitar a visão por parte da rendilheira, onde se decalcou um desenho, feito por especialistas.
 Este presépio foi elaborado pelas mãos exímias de Madalena Cordeiro que aprendeu esta arte com apenas 7 anos de idade. Este presépio ficou maravilhoso.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Depósito da Marinha Grande

"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente."
(Simone de Beauvoir)

A história do Depósito da Marinha Grande está inevitavelmente ligada ao percurso da indústria do vidro em Portugal.

A primeira fábrica de produção de vidro – a Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande – foi estabelecida por Marquês de Pombal em 1769. Desde então, as várias fábricas da região mantiveram viva a tradição de séculos, produzindo peças de elevada qualidade e prestígio em vidro manual soprado.

Aqui fica a foto do presépio!


sábado, 17 de dezembro de 2016

Na ponta dos dedos – Montijo

"Posso não concordar com nenhuma palavra tua, mas defenderei até a morte o teu direito de a dizer".

(Voltaire)

Este presépio está muito interessante porque retrata a profissão de Solicitador e faz uma alusão às Relações Internacionais através do mapa-mundo.



 “A persistência é o melhor caminho para o êxito.”  
(Charles Chaplin)




O outro lado das coisas – M. João Alves - V,N. Gaia

"Cada segundo é tempo de mudar tudo para sempre".
(Charles Chaplin)

Presépio feito com slides:


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Miguel Lemos - Coimbra


"Cada um de nós é uma lua e tem um lado escuro que nunca mostra a ninguém. "
( Mark Twain) 

A Lua é o único satélite do planeta Terra! Este presépio decidiu contemplar-la!
Ficou muito engraçado, não acham?


baú com presépio em lã feltrada

Guarda num velho baú os seus instrumentos de trabalho:  1 abridor de amanhecer,  1 prego que farfalha,  1 encolhedor de rios -e 1 esticador de horizontes.” 
(Manoel de Barros)

Os baús servem para guardarmos roupa e enxoval! Nas grandes navegações eram muito procurados por navios piratas em busca de encontrarem jóias, ouro e pérolas dentro deles!



Cave Casts - Póvoa do Lanhoso

"Quando descobrimos um estilo natural, ficamos espantados e satisfeitos pois esperávamos um autor e encontramos um ser humano."
( Blaise Pascal)

Este presépio foi executado pelo escultor Nigel Cave sob a marca Cave Casts.
O material usado é pó de pedra. Este material proveniente do calcário calcítico com granulometria até 4,0 mm e malha de 5 mm é usado na construção civil  em obras de terraplanagem, argamassa e construção de estradas.




Mannusartes - Viana do Castelo

"A maioria das pessoas não faz ideia do que Deus poderia fazer delas se somente elas se colocassem à sua disposição."
(Santo Inácio de Loyola)

Este presépio é feito com o fruto da acácia.




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Simão Bolívar - Porto

"Tudo o que é incompreensível, nem por isso deixa de existir."
(Blaise Pascal)

Hoje ao caminhar na baixa do Porto descobri o atelier de Simão Bolívar e não resisti a trazer este bonito presépio. É feito com cápsulas de nespresso. Está muito amoroso, não acham?