terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Cristina Boavida - Artes da Tininha –Estoril

A felicidade é interior, não é exterior, portanto, não depende do que temos, mas sim do que somos.”
Pablo Neruda


A palavra Crochet vem de um termo existente no dialecto nórdico, que significa gancho, referindo-se a forma do bico da agulha de Crochet que puxa os pontos.
A arte do crochet foi desenvolvida no século XVI, na Arábia e chegou a Espanha, pelas rotas comerciais do Mediterrâneo!
A Revolução Francesa propiciou indirectamente a difusão do crochet para todos os países da Europa (Irlanda, Inglaterra, e países nórdicos) graças as famílias nobres que ali se exilaram, levando consigo esse conhecimento. Mas o apogeu do crochet aconteceu na Irlanda, no Século XIX, época na qual se transformou numa verdadeira indústria artesanal. Com efeito, após a Grande Fome de 1846, dizem que a Madre Superior de um convento daquele país pediu às irmãs que ensinassem a técnica às mulheres do povo, a fim de que pudessem trabalhar sem sair de casa.
Essa iniciativa teve um sucesso fabuloso, e assim surgiram os guipures da Irlanda, fabricados à mão em Dublin e Belfast, e exportados para o mundo inteiro, particularmente para Inglaterra vitoriana!
Na França crescia igualmente o interesse no crochet, mas o trabalho feito à mão é progressivamente substituído pela produção industrial. A técnica, que anteriormente passava de geração em geração, numa tradição que unia transmissão do conhecimento de forma oral ou manual, passou a ser objecto de livros, nos quais se publicavam os pontos básicos seguidos de inúmeros projectos e modelos. 
Assim, Mademoiselle Riego de La Blanchardière, depois de ter ensinado a técnica do crochet à corte da Rainha Vitória, publicou a primeira revista sobre o assunto: The Needle onde desenhou padrões que podiam ser facilmente duplicados e difundidos por todo o mundo!

Apresento-vos este presépio feito em crochet da autoria de Cristina Boavida. Está muito amoroso. 



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