terça-feira, 25 de julho de 2017

Bruno Lima - Alfena

"Talento é paciência sem fim."
(Gustave Flaubert)

A palavra papel vem do latim papyrus , uma planta que cresce nas margens do rio Nilo no Egipto, da qual se extraia fibras para a fabricação de cordas, barcos e as folhas feitas de papiro para a escrita.
 O papel foi descoberto por volta de 3000 anos a C, no Egipto. 

A cartolina  vem do Latim charta, do Grego khartes,  e significa “folha de papel.”
É produzida a partir da composição de celulose branqueada de fibras curtas e aparas brancas e coloridas cujas principais características são maleável, leve, superfície lisa, estabilidade dimensional e resistência das cores à luz. 

Resta apresentar-me este bonito presépio feito em cartolina e dentro de um frasquinho de vidro. 


Bruno Lima - Alfena

"Toda a obra de arte é uma personalidade. O artista vive nela, depois dela ter vivido longo tempo dentro dele."
(Vargas Vila)

A crença mais difundida é que muitos povos antigos relacionavam o ovo a um símbolo do início da vida.
Nas regiões mais frias, o ovo também era o símbolo do início da primavera, onde surgia vida nova. Para obterem os benefícios dos "Deuses das Colheitas", os agricultores enterravam ovos nas suas terras.
Esta celebração pagã de festejar a Primavera diluiu-se mais tarde nas celebrações da Páscoa e da Semana Santa, que assinalam a morte e ressurreição de Jesus.
 Nessa altura, o ovo passou a transportar consigo o simbolismo do renascimento de Cristo.

Começaram a pintar-se ovos de galinha, de cores garridas, para festejar. A arte de colorir e decorar ovos na Páscoa desenvolveu-se muito na Europa de Leste.

 Os ortodoxos em particular especializaram-se em fazer verdadeiras obras de arte.

Da Rússia à Grécia, existe a tradição de pintar os ovos de vermelho, representação do sangue de Cristo.

Presenteio-vos com este ovo de gansa esculpido com o presépio e a visita dos reis magos. Está um trabalho sublime e encantador.

Frente do ovo:


Verso do ovo: 





sábado, 22 de julho de 2017

Delfim Manuel - Rebordões - Santo Tirso

O barro toma a forma que você quiser, você nem sabe estar fazendo apenas o que o barro quer.”
(Paulo Leminski)


Este ceramista vive em Santo Tirso e é conhecido pelas belíssimas peças que executa.
A forma como combina perícia e delicadeza de trabalhar o barro, não deixa ninguém indiferente!

Foi fundador e é mentor da Confraria do Caco, condição que aumentou a sua esfera de influência.
Recebe imensos prémios, a nível nacional e internacional, factos que a imprensa regista de forma expressiva.

Resta-me apresentar a foto do presépio.





segunda-feira, 17 de julho de 2017

António Pinto - Porto

“Dos nossos medos nascem as nossas coragens.”
(Eduardo Galeano)

A pipa é um vasilhame grande de madeira usado para armazenar líquidos.
Na Região Demarcada do Douro, a mais antiga região demarcada do mundo, a sua capacidade é de 550 litros e é usado para armazenar e envelhecer o vinho do Porto.
Em 2015 foram produzidas cerca de 290.041 pipas de vinho do Porto!
Falta apenas apresentar-vos o presépio  feito sobre uma pipa de madeira.



  


sábado, 8 de julho de 2017

Mãos de Papel - Rio Maior

"Nós não paramos de brincar porque envelhecemos,
mas envelhecemos porque paramos de brincar."
(Oliver Wendell Holmes)


Rio Maior é conhecida pelas salinas. O mar fica a 30 km de distância destas!
A Serra dos Candeeiros, dada a sua natureza calcária, tem muitas falhas na rocha e assim as águas da chuva entranham-se e formam cursos de água subterrâneos.
Sendo que um desses cursos atravessa uma grande jazida de sal-gema que alimenta o poço destas Salinas de Rio Maior.
E a água que se extrai das Salinas de Rio Maior é sete vezes mais salgada do que a água do mar!

É nesta cidade ribatejana que vive esta simpática artesã que faz belíssimos trabalhos!

Este presépio evoca a Primavera com o verde e as flores que tem. A pomba representa a paz e a anunciação do nascimento de Jesus.



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Asdrovia - Rio Tinto

Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor.”
( Madre Teresa de Calcutá)


Consta que a primeira motocicleta foi inventada pelos engenheiros norte americanos, Wilhelm Maybach e Gottlieb Daimler, em 1885!
Desde então tem vindo a evoluir e a surgirem inúmeros modelos de motas, cada vez mais potentes e sofisticadas!

Este presépio está muito original! José veste um hábito de monge franciscano e está a conduzir uma mota 125, Modelo ET3 Primavera,  datada de 1976! Maria vai atrás e leva o Menino Jesus consigo. Vão dar um passeio e chegarão muito mais rápido ao destino que pretendem ir!

Falta apenas publicar as fotos para vocês verem:










quinta-feira, 29 de junho de 2017

Museu de Santa Maria de Lamas

" Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem."
 (Johann Goethe)


A cortiça é um material de origem vegetal da casca (súber) dos sobreiros (Quercus suber), leve e com grande poder isolante.

A primeira extracção da cortiça ocorre, normalmente, quando a árvore atinge entre 25 a 30 anos e ocorre nos meses de Junho a Agosto.

O uso da cortiça reporta há 5000 anos atrás, onde já era utilizada na arte das pescas, sucessivamente para produzir calçado e para vedar ânforas de vinho e azeite!

Durante a época dos descobrimentos, os construtores de naus e caravelas portuguesas utilizavam a madeira de sobreiro no fabrico das partes mais expostas às intempéries, visto que é um material resistente e que nunca apodrece.

O produto, mais conhecido, feito com cortiça, são as rolhas usadas para tapar as garrafas de vinho. No século XVIII, o monge beneditino francês Dom Pierre Pérignon, usou a cortiça para vedar o famoso champagne de Pérignon.  

Portugal, com uma área de 730 mil hectares de montado de sobreiros, é responsável por mais de 50% da produção mundial de cortiça.

O actual Museu de Santa Maria de Lamas (MSML), foi primitivamente designado pelo seu fundador (o industrial “corticeiro”, Henrique A. Amorim (1902 - 1977)), como sendo a sua “Casa dourada”. É um espaço peculiar devido às variadas colecções deste homem - arte sacra, cortiça, iconografia, mobiliário, etnografia, estatuária, ciências naturais, cerâmica, numismática e medalhística. As cerca de 1700 peças criam nas 16 salas do museu, verdadeiros desafios ao olhar do visitante!

Resta-me apresentar-vos os dois presépios que comprei neste museu:






quarta-feira, 21 de junho de 2017

Anabela Charneca - Setúbal

Feliz aquele que aprende o que ensina e transfere o que sabe.”
(Cora Coralina )

O baú é um dos objetos mais antigos do mobiliário!

Era usado originalmente para guardar roupas, armas, objetos de valor e também como mala de viagens e até para guardar o enxoval!

Nas grandes navegações era muito procurado por navios piratas em busca de encontrar jóias, ouro, pérolas entre outros.

Este pequeno baú contém este bonito presépio pintado em pedras.





Anabela Charneca - Setúbal

 “O Porto não é para mim um lugar, é um sentimento.”
(Agustina Bessa Luís)


Os trípticos eram muito populares no mundo antigo para preservar notas, medir o tempo e direcção. Os primeiros trípticos eram feitos de marfim e para entronizar a ascensão de um individuo a cônsul romano!

Na Idade Média os trípticos passaram a ser encomendados por altas individualidades que desejavam retractar-se a si mesmas!

Consta que o primeiro tríptico feito em Portugal foi elaborado em madeira de cedro revestida de prata e retractava uma cena da natividade e anunciação aos pastores, pintura com uma qualidade muito modesta! Data de 1376 e pode ser apreciado no Museu Alberto Sampaio, em Guimarães.

Um tríptico, é geralmente, um conjunto de três pinturas unidas por uma moldura tríplice (dando o aspecto de serem uma obra), ou somente três pinturas juntas formando uma única imagem.

Este tríptico que vos apresento, retrata a bonita cidade do Porto, cidade na qual nasci e tenho grande apreço e orgulho!





terça-feira, 6 de junho de 2017

Reideias -Lisboa

"Grandes mentes discutem ideias; mentes medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas."

       (Eleanor Roosevelt)

      A palavra papel vem do latim papyrus. O papiro era uma planta que crescia nas margens do rio Nilo, no Egipto, da qual se extraia fibras para a fabricação de cordas, barcos e as folhas feitas de papiro para a escrita. Quando a escrita surgiu, há mais de 6 mil anos atrás, as palavras eram inscritas em tabuletas de pedras ou argila.

Depois vieram os pergaminhos feitos de couro curtido de bovinos, bem mais resistentes. Finalmente, o papel seria inventado na China 105 anos depois de Cristo (d.C.), por T’sai Lun. Ele fez uma mistura humedecida de casca de amoreira, cânhamo, restos de roupas, e outros produtos que contivesse fonte de fibras vegetais. Bateu a massa até formar uma pasta, peneirou-a e obteve uma fina camada que foi deixada a secar ao sol. Depois de seca, a folha de papel estava pronta! A técnica, no entanto, foi guardada a sete chaves, pois o comércio de papel era bastante lucrativo!

 Somente 500 anos depois de o papel ter sido inventado, os japoneses conheceram o papel graças aos monges budistas coreanos que lá estiveram!

Para produzir 1 tonelada de papel são necessários, em média, 24 árvores! 
A quantidade e a qualidade do papel vão determinar o tipo de madeira e de planta que será utilizada. Actualmente, a produção de papel industrial usa duas espécies de árvores cultivadas em larga escala: o pinheiro (Pinus sp.) e o eucalipto (Eucalyptus sp), ambas originárias, da Europa e da Austrália.
  Falta apenas postar a foto dos presépios!





Art e cork Miroma – Mozelos – S.M. Feira

“(…)O Sobreiro é especial
Árvore de grande nobreza
Um símbolo de Portugal
Que gera grande riqueza.”
(Hélder Santos)

A cortiça é uma matéria-prima tão perfeita que até hoje nenhum processo industrial ou tecnológico a conseguiu igualar! É leve, elástica, impermeável, possui excelente capacidade de isolamento acústico e térmico, tem elevada capacidade de resistência ao atrito, é hipoalergénica e suave ao tacto.


Falta  apenas apresentar-vos o presépio feito nesta matéria prima tão nobre! Aqui fica!


Luísa Fonseca – Sintra

“Nunca podemos encontrar a paz no mundo exterior até que consigamos estar em paz com nós próprios.”
(Buda)

O sino é um instrumento de percussão inventado na China há cerca de 4.600 anos!

A palavra sino tem origem do latim “signum”, que significa sinal.

No início, o sino era utilizado como meio de comunicação, tendo funções como a de marcar as horas, e avisar aos trabalhadores que o seu turno de trabalho chegara ao fim.
Mais tarde, além de serem utilizados como eficientes meios de comunicação, também se tornaram belos instrumentos musicais.

Através dos tempos, os sinos passaram por grandes transformações em relação às suas formas, usos, e dimensões.


E todas estas curiosidades sobre o sino porque este presépio tem este magnífico instrumento de percussão que o torna tão original e encantador!


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Associação dos Custódios de Maria - Lisboa


"O talento desenvolve-se no amor que pomos no que fazemos. Talvez a essência da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo próprio trabalho." 
(Máximo Gorky)

Associação dos Custódios de Maria é uma associação de católicos, fundada há 40 anos e mantém sedes nas dioceses de Lisboa, Braga, Porto e Setúbal.

As actividades são muito diversas e incluem a participação activa nas respectivas paróquias, peregrinações a grande santuários, apostolado do oratório do Imaculado Coração de Maria, evangelização através da música, conferências, formação da juventude e divulgação da mensagem de Nossa Senhora de Fátima.

Aqui ficam duas Sagradas Famílias enviadas para casa por esta associação.








segunda-feira, 22 de maio de 2017

Manuel Floriano - Gondomar

"Às vezes, o mundo pede-nos para lutar por coisas que não conhecemos, por razões que nunca iremos descobrir."  
( Paulo Coelho)

Manuel Floriano vive em Gondomar e faz presépios e outros santos usando elementos que a natureza nos oferece.

Este primeiro presépio usou casca de avelã, sementes de roseira, grãos de soja e folha de coqueiro.


Segundo: Presépio feito com miolo de noz, grãos de soja, pimenta e casca de tremoço. 



Terceiro:Presépio feito com pinhões, sementes de girassol, grãos de soja, folha de bambu e casca de cato desidratada. 




Cada homem que ama revela-se ao outro como uma maravilha."
(Fançois Mauriac (romancista francês))

A alfarrobeira é uma árvore de folha perene, originária da região mediterrânica que atinge cerca de 10 a 20 m de altura!
A alfarroba é rica em antioxidantes, é uma boa fonte de vitaminas A, B1 e B2, niacina, cálcio e magnésio, não possui gorduras e glúten.

Quarto: presépio feito com alfarrobas, casca de pinheiro e cacto desidratado.

 




terça-feira, 16 de maio de 2017

Mónica e Pedro - Loja do ca…lho – Caldas da Rainha

"Sem a alegria, a humanidade não compreende a simpatia nem o amor."
(Ramalho Ortigão)


Desde a criação do Hospital Termal no século XV até ao século XX, a tradição cerâmica acompanhou a história da cidade, presença ainda hoje viva, marca de identidade e reconhecimento, nacional e internacional.

Para quem visita a cidade, a Loiça das Caldas não passa despercebida e são muitos os locais de comércio tradicional onde podes adquirir uma recordação, dentro do vasto leque que a produção cerâmica oferece, o Mercado da Loiça é nesse aspecto uma referência!

Quando falamos da cidade de Caldas da Rainha, é comum lembrar os famosos e divertidos símbolos fálicos.

E qual a origem?

Consta que o rei D. Luís I, ao visitar a fábrica de Manuel Cipriano Gomes, pediu ao proprietário para fazer um objecto engraçado para divertir os seus amigos. Este, com algum embaraço,   instruiu o seu colaborador João Pereira (cujo apelido era O Bandalho) para o auxiliar na realização dessa peça. Este inventou um falo monocromático, em tons de verde musgo. A peça teve grande sucesso e perdurou até aos nossos dias!
Em muitos centros de produção de cerâmica desta região, têm entre a sua iconografia este tipo de formas, tais como garrafas, canecas, estatuetas e assim por diante. O significado comum dado a ele, é o da paródia.

Ramalho Ortigão referiu-se à «tradicional indústria das Caldas», aquela em cujos antigos modelos preciosos, constituindo um importante museu, se perderam por desleixo e lapidação com os despojos do convento da Madre de Deus».  


Aqui fica a foto deste divertido íman:



Jorge Batalha – Mafra

A vida é pequena demais para perdermos tempo em algo que não envolva amor." 
(Pedro Chagas Freitas)


As primeiras linhas do Palácio-Convento de Mafra surgiram duma promessa do rei D. João V que jurou erguer o monumento, caso obtivesse sucessão do seu casamento com a rainha D. Maria Ana de Áustria, o que acabou por se tornar realidade em 1711, ano do nascimento da princesa Maria Bárbara.

Projectada pelo alemão Johann Friedrich Ludwig, de escola italiana, a construção da obra central do reinado de D. João V iniciou-se a 17 de Novembro de 1717 e por ela passou a mão-de-obra de 52 mil trabalhadores! A sagração da Basílica deu-se a 22 de Outubro de 1730, embora as obras se tenham prolongado até meados de 1737, dando lugar ao imponente Palácio.

Por vontade real, o projecto inicial de um convento para 13 frades foi sucessivamente alargado para 40, 80 e finalmente 300 frades, uma Basílica e um Paço Real!
A vida de Corte no Palácio de Mafra ao tempo de D. João V foi relativamente escassa, pois o Rei adoeceu gravemente em 1742 e morreu em 1750.

O seu filho D. José I manteve o hábito de vir a Mafra, quase sempre para caçar na Tapada. Mas, como desde o terramoto de 1755 não gostava de habitar em edifícios de pedra, toda a Família Real se instalava numa Barraca edificada junto ao Palácio.

Já no reinado de D. Maria I, as vindas da corte a Mafra prendiam-se com a celebração de festas religiosas ou com o gosto que a Rainha tinha por passear a cavalo na Tapada, hábito que manteve até adoecer, em 1792.

É nesta bonita cidade que vive Jorge Batalha.
Aqui ficam as fotos dos presépios!






sábado, 13 de maio de 2017

Arrisca Experience - Ponta Delgada

"Com o coração se pede. Com o coração se procura. Com o coração se bate e é com o coração que a porta se abre."
( Santo Agostinho)


Esta associação de cariz social sem fins lucrativos, nasceu de um projecto de Nélia Brum, em 2007,  na bonita cidade de Ponta Delgada.

Apresento-vos este engraçado presépio em que o anjo está a abençoar José, Maria e o Menino Jesus.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Flor de diamante – Alfena

"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida." 
(Che Guevara)

O povo etrusco já usava um acessório semelhante ao alfinete para prender a roupa e as fraldas das crianças!
O alfinete-de-ama, tal como o conhecemos hoje em dia, foi inventado pelo norte-americano Walter Hunt em 1840!
Actualmente, este acessório é usado como forma de apoio às minorias, quer sejam imigrantes ilegais e muçulmanos a viverem nos EUA, quer do racismo, no Reino Unido.

Aqui fica este original presépio feito sobre um alfinete de ama!




Adelaide Silveira – Elvas

"Mantenha o coração tranquilo e a mente aberta."
 (Platão)

No reinado de D. Afonso Henriques, mais precisamente em 1166, Elvas foi conquistada aos Mouros pela primeira vez!
A história de Elvas está ligada à Independência. Em 1336, o Rei de Castela Afonso IX, sogro de D. Afonso IV, cercou Elvas mas não conseguiu tomá-la (Batalha do Salado).
Mais tarde, em 1513, D. Manuel I confere-lhe o título de cidade, em 1570, e D. Sebastião elevou-a a sede episcopal.
As muralhas seiscentistas de Elvas constituem a maior fortificação abaluartada do mundo, o que é comprovado pela inscrição na lista do Património Mundial da UNESCO.

Foi nesta bonita cidade que este presépio foi elaborado e retrata bem o Alentejo. Maria e José trajam roupas típicas desta cidade e não foi esquecido a foice, o trigo e o cestinho com figos.



João Martins – Tavira

"O mar, uma vez lançado o seu feitiço, agarra-o na sua rede de maravilhas para sempre! O som e o cheiro do mar limpam a minha alma."
(Jacques-Yves Cousteau)



Tavira nasceu no monte que, é hoje chamado Alto de Santa Maria, onde está a Igreja Matriz. Tal como muitas outras povoações algarvias, também esta região foi habitada pelos túrdulos (2000 a.C.) pelos gregos (400 a.C.), fenícios e cartagineses.
O primitivo nome da cidade foi Talabriga, os árabes mudaram o nome para Tabira e daí derivou Tavira. No tempo dos árabes era uma cidade florescente. A cidade foi doada em 9 Janeiro de1244 à Ordem de Santiago por carta de D. Sancho II.
Foi elevada a cidade em 16 de Março de 1520 por carta de D. Manuel I.
É nesta bonita cidade que vive este artesão que aproveita as conchas que o mar nos oferece e faz estes belíssimos trabalhos.


  



Lourdes Viana – Monchique

Podes cortar todas as flores mas não podes impedir a Primavera de aparecer.”
 (Pablo Neruda)


Monchique é uma vila portuguesa no distrito de Faro conhecida pelas suas termas.
No centro de duas grandes serras (Fóia e Picota), o concelho de Monchique entra na história com a presença dos romanos nas Caldas de Monchique, atraídos pelo poder curativo das suas águas. Nos séculos seguintes, a serra foi-se povoando lentamente e no século XVI Monchique era já uma povoação suficientemente importante para merecer a visita do rei D. Sebastião, que pretendeu conceder-lhe o estatuto de cidade.
A vila é repleta de colinas íngremes, de ruas estreitas abrirem a cada passo novas perspectivas sobre a serra verdejante, dá-lhes, porém, um certo exotismo, aumentado pela presença de cameleiras e hortênsias, de árvores de fruto, evocadoras de jardins e pomares. Justificação para um prolongado passeio de descoberta de um recanto diferente do Algarve!
Apresento-vos este presépio que evoca a Primavera com as suas bonitas cores e flores. Foi executado por uma simpática artesã que vive em Monchique, bonita vila do distrito de Faro: Lourdes Viana!



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Olga Machado - Viana do Castelo

 “O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar no seu caminho.” (Agatha Christie)

O ovo é o símbolo da origem da vida e da fecundação!

Consta que o ovo de madeira tem origem russa. Antigamente, o ovo de madeira era um artigo indispensável na caixa de costura doméstica e certamente um dos artigos mais requisitados em qualquer retrosaria! Encaixava no calcanhar, facilitando a tarefa de remendar a meia. Caiu em desuso como auxiliar de costura, mas tornou-se popular como acessório de decoração vintage!

Há também quem procure os ovos de madeira para 'educar' as galinhas, quando estas bicam os próprios ovos.

Apresento-vos este bonito presépio pintado num ovo de madeira:





domingo, 16 de abril de 2017

Edmundo Sousa – Braga

"A palavra convence, o exemplo arrasta."
( Confúcio)

A Semana Santa em Braga é digna de se ver! Consta que teve origem no século IV d.C. pressupôs a paz dada à Igreja pelo imperador Constantino, em 313, e às determinações do Concílio de Niceia sobre a celebração da Páscoa.

Braga tem imensas igrejas, cada uma venerando Santos diferentes. Os altares das Igrejas, cobrem-se de flores e velas e atraem os milhares de peregrinos oriundos de todo o país.

Este ano havia dois mercados: um medieval e outro regional. Depois de percorrer algumas bancas, acabei por trazer este presépio da autoria de Edmundo Sousa. 



quarta-feira, 12 de abril de 2017

Carlos Matos – Gafanha da Nazaré

"Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence. (...)

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia."

António Gedeão, “Minha aldeia" , 1971.

Carlos Matos é um artesão que vive na Gafanha da Nazaré e surpreende-nos com peças maravilhosas e muito criativas.

Após ler uma entrevista sua há frases que ficam e que decidi transcrever por concordar com elas!
“A vida sem arte não faz sentido. Aliás, a natureza é que nos ensina, mas temos de descobrir a arte que está nela. E nessa descoberta está a sensibilidade do artista ou das pessoas. Quem nos ensina a pintar a água é a própria água; quem nos ensina a pintar o céu é o próprio céu. Água e céu que são todos os dias diferentes. O céu que eu pinto é o de um momento concreto; se eu o mostrar no dia seguinte, direi que é o céu de ontem. E nunca mais vejo outro céu igual na vida. Na natureza nada é igual e tudo está em mutação constante."

Muitas das suas peças extravasaram fronteiras e foram para a República Checa, Brasil, Angola e Estados Unidos da América.

Apresento-vos este fantástico presépio feito em madeira nórdica de balsa. Está muito original e gosto muito dele.







segunda-feira, 10 de abril de 2017

Manuel Gomes – V.N. Gaia

A vida começa todos os dias.” 
(Eurico Veríssimo)

A cabaça foi uma das primeiras plantas cultivadas no mundo, não apenas para uso na alimentação, mas para ser utilizada como um recipiente de água!

A cabaça pode ter sido levada da África para a Ásia, Europa e Américas através das migrações humanas ou por sementes que flutuaram através dos oceanos dentro da cabaça.
A origem da cabaça não é totalmente conhecida, mas é uma planta essencialmente tropical.

Pesquisas arqueológicas identificaram artefactos de cabaça em várias partes do mundo como em túmulos egípcios, em enterros peruanos e em cavernas do México, tudo isso há milhares de anos!
Antes mesmo da chegada de Cristóvão Colombo, às Bahamas, Haiti e Cuba, em 1492, já existiam cabaças nestes países!

Aqui fica a foto do presépio:



domingo, 2 de abril de 2017

José Siphioni – Mira de Aire

"O que deixamos para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas dos outros."
(Voz de Mira De Aire)


Mira de Aire estende-se preguiçosamente na última vertente do Planalto de S. Mamede e tem a nascente, a serra que lhe deu o nome – Serra D’ Aire. Foi desmembrada de Minde e tornou-se freguesia em 1709!
É conhecido pelas famosas grutas, inauguradas em 1974, e com milhões de visitantes, durante o percurso descesse cerca de 150 metros em profundidade!  É possível apreciarmos afiadas estalactites e hirtas estalagmites que nos acompanham numa viagem pelo centro da Terra, onde as esculturas da Natureza na rocha calcária e húmida circundam!

 José Siphioni traz para o seu trabalho as influências da região! Este presépio encantou-me pela bonita ovelha lãzuda.




Íman - Nazaré

"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."

(Sophia de Mello Breyner)


O íman  é um objecto feito de ferro magnético que provoca um campo magnético à sua volta. Tem sempre dois pólos: o norte e o sul.
Quando os pólos magnéticos de dois ímanes estão próximos, as forças magnéticas deles reagem entre si de forma singular! Se dois pólos magnéticos diferentes forem aproximados (norte de um, com sul de outro), haverá uma atração entre os dois ímanes.

Pelo contrário, se dois pólos magnéticos iguais se aproximarem entre si, há uma repulsão entre os dois!  Isso é baseado na lei  da Física onde: forças diferentes se atraem e forças iguais se repelem.

Hoje ao dar um passeio até à Nazaré encontrei este pequeno íman feito em cerâmica e não consegui resistir-lhe!


sexta-feira, 31 de março de 2017

José Penicheiro - Aveiro

“O mar azul e branco e as luzidias
Pedras: O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.”

(Sophia de Mello Breyner Andresen – 1972) 


 José Penicheiro nasceu na aldeia de Candosa e passou a sua juventude na Figueira da Foz.
Foi caricaturista, ilustrador e pintor.
É autor de vários painéis e murais dispersos pelo país e fundador do Círculo de Artes Plásticas “Aveiro/Arte”. Entre 1958 e 1968 viajou pela Europa, tendo oportunidade de visitar museus e galeria em cidades importantes como Madrid, Paris, Zurique e Munique.
Apresento-vos esta bonita serigrafia que se intitula “o menino e o mar”:





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Bárbara Machado - Açores

“Tão impossível como tentar apagar o lume com neve é tentar apagar o fogo da paixão com palavras."
 (William Shakespeare)

O fósforo apresenta-se em várias formas alotrópicas: fósforo branco, que em contacto com o ar fica amarelo, o fósforo vermelho e o fósforo preto (ou violeta).

O fósforo foi descoberto pelo alquimista Henning Brand em 1669, na Alemanha!
 O nome provém do termo grego "phosphoros", que significa "fonte de luz", nome dado na antiguidade ao planeta Vénus, quando este aparecia antes do sol nascer.

 Em 1680 o químico britânico Robert Boyle reparou que uma chama era formada quando o fósforo era esfregado no enxofre! Boyle acreditava que a chama não era causada pela fricção, mas sim por algo inerente ao fósforo e ao enxofre e tinha razão! Encontrara o princípio que conduziria a invenção do fósforo.

Coube ao farmacêutico inglês John Walker produzir, em 1827, palitos de fósforo que podem ser considerados, apesar de seu grande tamanho, o precursor de nossos fósforos. Palitos menores foram comercializados na Alemanha em 1832, mas ainda eram extremamente perigosos: costumavam incendiar sozinhos dentro da própria embalagem!

Foi o sueco Carl Lundström que introduziu em 1855 fósforos seguros, também chamados fósforos de segurança. Além de ser fabricado com fósforo vermelho, para uma maior segurança, os seus ingredientes inflamáveis foram colocados em dois locais distintos: na cabeça do palito e do lado de fora da caixa, junto com o material abrasivo.

Actualmente os palitos de fósforo não possuem fósforo, possuindo apenas enxofre, oxidantes e cola. O fósforo está contido na parte de fora da caixa, junto com trissulfeto de antimónio II (Sb²S³) e dextrina, deixando o palito mais seguro e fazendo o acender apenas na presença da caixa!

Actualmente mais de 50 biliões de fósforos são consumidos por ano!

Apresento-vos este bonito presépio esculpido na própria madeira do fósforo. É da autoria de Bárbara Machado.

  


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A.Santos - Montalegre

"Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos fazemos o nosso mundo.”
(Buda)

Montalegre é uma vila transmontana situa-se na linda região das terras altas de Barroso, que incluem as serras do Gerês, do Larouco e do Barroso, e formam uma zona natural de serras, carvalhais, rios e ribeiros, árida e ao mesmo tempo aconchegante.

Nesta vila habitaram Lusitanos, Celtas, Visigodos, Suevos e, claro, Romanos, que deixaram um importante património arqueológico, tendo sido posteriormente uma terra importante na Idade Média, dado a sua localização estratégica! Montalegre conta, pois, com uma interessante história e um património rico.

O seu castelo do século XIV, com a imponente Torre de Menagem com 27 metros de altura, provavelmente o terceiro castelo a ser construído nesta localidade, a Capela da Misericórdia, e toda a arquitectura rural granítica atestam o valor patrimonial de Montalegre.

É típico encontrar nesta região o seu artesanato típico de peças de madeira e bordados em linho e rendas, e uma gastronomia afamada, sobretudo no que toca à produção de enchidos e presunto, sendo a Feira do Fumeiro que se realiza anualmente em Janeiro, a oportunidade ideal para adquirir estas iguarias!
 Encontrei este pequeno presépio!






quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

José Matos – Vila Franca das Naves

“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”
(William Shakespeare)


Este pequeno presépio foi feito pelas mãos habilidosas do Senhor José Matos, antigo Chefe da Estação de Vila Franca das Naves, actualmente reformado e a fazer pequenas maravilhas, usando pequenas ferramentas, as mãos, a habilidade e alguma madeira  (como a tília, o carvalho, a oliveira, o freixo, o amieiro, o castanheiro, o sangrinho  e o pinho)!
É conhecido como o Santeiro de Vila Franca das Naves!

É nesta freguesia do concelho de Trancoso, na portela de Vila Franca das Naves, justamente na linha divisória de águas vertentes ao Mondego e ao Côa, que finda o edifício tectónico da Beira-Douro.

O dia marcante para a freguesia de Vila Franca das Naves foi o 10 de Agosto de 1882, quando o comboio, transportando a família real, que ali chegou pela primeira vez. E como disse o abade de Miragaia, “ali se formará com o decorrer do tempo um povoado importante”, o que veio realmente a acontecer!

Deixo-vos a foto deste presépio amoroso:




Lenea Cabral - Madeira

Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.”
(Martin Luther King)

Carreiros do Monte têm os famosos cestos, produzidos com vime e madeira e, que são uma imagem de marca da ilha da Madeira! Estes cestos são empurrados por dois madeirenses, os “carreiros”, vestidos à moda da região vão utilizando as "próprias botas, com grossas solas de borracha, como travões". A viagem dura 10 minutos, ao longo de apenas 2 km e cuja velocidade pode atingir os 48 km/hora!
Este presépio quis homenagear esta tradição madeirense que garante uma boa dose de adrenalina!

O segundo presépio retrata a Sagrada Família com as vestes típicas da Madeira.