quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Bárbara Machado - Açores

“Tão impossível como tentar apagar o lume com neve é tentar apagar o fogo da paixão com palavras."
 (William Shakespeare)

O fósforo apresenta-se em várias formas alotrópicas: fósforo branco, que em contacto com o ar fica amarelo, o fósforo vermelho e o fósforo preto (ou violeta).

O fósforo foi descoberto pelo alquimista Henning Brand em 1669, na Alemanha!
 O nome provém do termo grego "phosphoros", que significa "fonte de luz", nome dado na antiguidade ao planeta Vénus, quando este aparecia antes do sol nascer.

 Em 1680 o químico britânico Robert Boyle reparou que uma chama era formada quando o fósforo era esfregado no enxofre! Boyle acreditava que a chama não era causada pela fricção, mas sim por algo inerente ao fósforo e ao enxofre e tinha razão! Encontrara o princípio que conduziria a invenção do fósforo.

Coube ao farmacêutico inglês John Walker produzir, em 1827, palitos de fósforo que podem ser considerados, apesar de seu grande tamanho, o precursor de nossos fósforos. Palitos menores foram comercializados na Alemanha em 1832, mas ainda eram extremamente perigosos: costumavam incendiar sozinhos dentro da própria embalagem!

Foi o sueco Carl Lundström que introduziu em 1855 fósforos seguros, também chamados fósforos de segurança. Além de ser fabricado com fósforo vermelho, para uma maior segurança, os seus ingredientes inflamáveis foram colocados em dois locais distintos: na cabeça do palito e do lado de fora da caixa, junto com o material abrasivo.

Actualmente os palitos de fósforo não possuem fósforo, possuindo apenas enxofre, oxidantes e cola. O fósforo está contido na parte de fora da caixa, junto com trissulfeto de antimónio II (Sb²S³) e dextrina, deixando o palito mais seguro e fazendo o acender apenas na presença da caixa!

Actualmente mais de 50 biliões de fósforos são consumidos por ano!

Apresento-vos este bonito presépio esculpido na própria madeira do fósforo. É da autoria de Bárbara Machado.

  


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