quarta-feira, 12 de abril de 2017

Carlos Matos – Gafanha da Nazaré

"Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence. (...)

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia."

António Gedeão, “Minha aldeia" , 1971.

Carlos Matos é um artesão que vive na Gafanha da Nazaré e surpreende-nos com peças maravilhosas e muito criativas.

Após ler uma entrevista sua há frases que ficam e que decidi transcrever por concordar com elas!
“A vida sem arte não faz sentido. Aliás, a natureza é que nos ensina, mas temos de descobrir a arte que está nela. E nessa descoberta está a sensibilidade do artista ou das pessoas. Quem nos ensina a pintar a água é a própria água; quem nos ensina a pintar o céu é o próprio céu. Água e céu que são todos os dias diferentes. O céu que eu pinto é o de um momento concreto; se eu o mostrar no dia seguinte, direi que é o céu de ontem. E nunca mais vejo outro céu igual na vida. Na natureza nada é igual e tudo está em mutação constante."

Muitas das suas peças extravasaram fronteiras e foram para a República Checa, Brasil, Angola e Estados Unidos da América.

Apresento-vos este fantástico presépio feito em madeira nórdica de balsa. Está muito original e gosto muito dele.







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