quarta-feira, 24 de maio de 2017

Associação dos Custódios de Maria - Lisboa


"O talento desenvolve-se no amor que pomos no que fazemos. Talvez a essência da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo próprio trabalho." 
(Máximo Gorky)

Associação dos Custódios de Maria é uma associação de católicos, fundada há 40 anos e mantém sedes nas dioceses de Lisboa, Braga, Porto e Setúbal.

As actividades são muito diversas e incluem a participação activa nas respectivas paróquias, peregrinações a grande santuários, apostolado do oratório do Imaculado Coração de Maria, evangelização através da música, conferências, formação da juventude e divulgação da mensagem de Nossa Senhora de Fátima.

Aqui ficam duas Sagradas Famílias enviadas para casa por esta associação.








segunda-feira, 22 de maio de 2017

Manuel Floriano - Gondomar

"Às vezes, o mundo pede-nos para lutar por coisas que não conhecemos, por razões que nunca iremos descobrir."  
( Paulo Coelho)

Manuel Floriano vive em Gondomar e faz presépios e outros santos usando elementos que a natureza nos oferece.

Este primeiro presépio usou casca de avelã, sementes de roseira, grãos de soja e folha de coqueiro.


Segundo: Presépio feito com miolo de noz, grãos de soja, pimenta e casca de tremoço. 



Terceiro:Presépio feito com pinhões, sementes de girassol, grãos de soja, folha de bambu e casca de cato desidratada. 





terça-feira, 16 de maio de 2017

Mónica e Pedro - Loja do ca…lho – Caldas da Rainha

"Sem a alegria, a humanidade não compreende a simpatia nem o amor."
(Ramalho Ortigão)


Desde a criação do Hospital Termal no século XV até ao século XX, a tradição cerâmica acompanhou a história da cidade, presença ainda hoje viva, marca de identidade e reconhecimento, nacional e internacional.

Para quem visita a cidade, a Loiça das Caldas não passa despercebida e são muitos os locais de comércio tradicional onde podes adquirir uma recordação, dentro do vasto leque que a produção cerâmica oferece, o Mercado da Loiça é nesse aspecto uma referência!

Quando falamos da cidade de Caldas da Rainha, é comum lembrar os famosos e divertidos símbolos fálicos.

E qual a origem?

Consta que o rei D. Luís I, ao visitar a fábrica de Manuel Cipriano Gomes, pediu ao proprietário para fazer um objecto engraçado para divertir os seus amigos. Este, com algum embaraço,   instruiu o seu colaborador João Pereira (cujo apelido era O Bandalho) para o auxiliar na realização dessa peça. Este inventou um falo monocromático, em tons de verde musgo. A peça teve grande sucesso e perdurou até aos nossos dias!
Em muitos centros de produção de cerâmica desta região, têm entre a sua iconografia este tipo de formas, tais como garrafas, canecas, estatuetas e assim por diante. O significado comum dado a ele, é o da paródia.

Ramalho Ortigão referiu-se à «tradicional indústria das Caldas», aquela em cujos antigos modelos preciosos, constituindo um importante museu, se perderam por desleixo e lapidação com os despojos do convento da Madre de Deus».  


Aqui fica a foto deste divertido íman:



Jorge Batalha – Mafra

A vida é pequena demais para perdermos tempo em algo que não envolva amor." 
(Pedro Chagas Freitas)


As primeiras linhas do Palácio-Convento de Mafra surgiram duma promessa do rei D. João V que jurou erguer o monumento, caso obtivesse sucessão do seu casamento com a rainha D. Maria Ana de Áustria, o que acabou por se tornar realidade em 1711, ano do nascimento da princesa Maria Bárbara.

Projectada pelo alemão Johann Friedrich Ludwig, de escola italiana, a construção da obra central do reinado de D. João V iniciou-se a 17 de Novembro de 1717 e por ela passou a mão-de-obra de 52 mil trabalhadores! A sagração da Basílica deu-se a 22 de Outubro de 1730, embora as obras se tenham prolongado até meados de 1737, dando lugar ao imponente Palácio.

Por vontade real, o projecto inicial de um convento para 13 frades foi sucessivamente alargado para 40, 80 e finalmente 300 frades, uma Basílica e um Paço Real!
A vida de Corte no Palácio de Mafra ao tempo de D. João V foi relativamente escassa, pois o Rei adoeceu gravemente em 1742 e morreu em 1750.

O seu filho D. José I manteve o hábito de vir a Mafra, quase sempre para caçar na Tapada. Mas, como desde o terramoto de 1755 não gostava de habitar em edifícios de pedra, toda a Família Real se instalava numa Barraca edificada junto ao Palácio.

Já no reinado de D. Maria I, as vindas da corte a Mafra prendiam-se com a celebração de festas religiosas ou com o gosto que a Rainha tinha por passear a cavalo na Tapada, hábito que manteve até adoecer, em 1792.

É nesta bonita cidade que vive Jorge Batalha.
Aqui ficam as fotos dos presépios!






sábado, 13 de maio de 2017

Arrisca Experience - Ponta Delgada

"Com o coração se pede. Com o coração se procura. Com o coração se bate e é com o coração que a porta se abre."
( Santo Agostinho)


Esta associação de cariz social sem fins lucrativos, nasceu de um projecto de Nélia Brum, em 2007,  na bonita cidade de Ponta Delgada.

Apresento-vos este engraçado presépio em que o anjo está a abençoar José, Maria e o Menino Jesus.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Flor de diamante – Alfena

"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida." 
(Che Guevara)

O povo etrusco já usava um acessório semelhante ao alfinete para prender a roupa e as fraldas das crianças!
O alfinete-de-ama, tal como o conhecemos hoje em dia, foi inventado pelo norte-americano Walter Hunt em 1840!
Actualmente, este acessório é usado como forma de apoio às minorias, quer sejam imigrantes ilegais e muçulmanos a viverem nos EUA, quer do racismo, no Reino Unido.

Aqui fica este original presépio feito sobre um alfinete de ama!




Adelaide Silveira – Elvas

"Mantenha o coração tranquilo e a mente aberta."
 (Platão)

No reinado de D. Afonso Henriques, mais precisamente em 1166, Elvas foi conquistada aos Mouros pela primeira vez!
A história de Elvas está ligada à Independência. Em 1336, o Rei de Castela Afonso IX, sogro de D. Afonso IV, cercou Elvas mas não conseguiu tomá-la (Batalha do Salado).
Mais tarde, em 1513, D. Manuel I confere-lhe o título de cidade, em 1570, e D. Sebastião elevou-a a sede episcopal.
As muralhas seiscentistas de Elvas constituem a maior fortificação abaluartada do mundo, o que é comprovado pela inscrição na lista do Património Mundial da UNESCO.

Foi nesta bonita cidade que este presépio foi elaborado e retrata bem o Alentejo. Maria e José trajam roupas típicas desta cidade e não foi esquecido a foice, o trigo e o cestinho com figos.



João Martins – Tavira

"O mar, uma vez lançado o seu feitiço, agarra-o na sua rede de maravilhas para sempre! O som e o cheiro do mar limpam a minha alma."
(Jacques-Yves Cousteau)



Tavira nasceu no monte que, é hoje chamado Alto de Santa Maria, onde está a Igreja Matriz. Tal como muitas outras povoações algarvias, também esta região foi habitada pelos túrdulos (2000 a.C.) pelos gregos (400 a.C.), fenícios e cartagineses.
O primitivo nome da cidade foi Talabriga, os árabes mudaram o nome para Tabira e daí derivou Tavira. No tempo dos árabes era uma cidade florescente. A cidade foi doada em 9 Janeiro de1244 à Ordem de Santiago por carta de D. Sancho II.
Foi elevada a cidade em 16 de Março de 1520 por carta de D. Manuel I.
É nesta bonita cidade que vive este artesão que aproveita as conchas que o mar nos oferece e faz estes belíssimos trabalhos.


  



Lourdes Viana – Monchique

Podes cortar todas as flores mas não podes impedir a Primavera de aparecer.”
 (Pablo Neruda)


Monchique é uma vila portuguesa no distrito de Faro conhecida pelas suas termas.
No centro de duas grandes serras (Fóia e Picota), o concelho de Monchique entra na história com a presença dos romanos nas Caldas de Monchique, atraídos pelo poder curativo das suas águas. Nos séculos seguintes, a serra foi-se povoando lentamente e no século XVI Monchique era já uma povoação suficientemente importante para merecer a visita do rei D. Sebastião, que pretendeu conceder-lhe o estatuto de cidade.
A vila é repleta de colinas íngremes, de ruas estreitas abrirem a cada passo novas perspectivas sobre a serra verdejante, dá-lhes, porém, um certo exotismo, aumentado pela presença de cameleiras e hortênsias, de árvores de fruto, evocadoras de jardins e pomares. Justificação para um prolongado passeio de descoberta de um recanto diferente do Algarve!
Apresento-vos este presépio que evoca a Primavera com as suas bonitas cores e flores. Foi executado por uma simpática artesã que vive em Monchique, bonita vila do distrito de Faro: Lourdes Viana!