terça-feira, 16 de maio de 2017

Mónica e Pedro - Loja do ca…lho – Caldas da Rainha

"Sem a alegria, a humanidade não compreende a simpatia nem o amor."
(Ramalho Ortigão)


Desde a criação do Hospital Termal no século XV até ao século XX, a tradição cerâmica acompanhou a história da cidade, presença ainda hoje viva, marca de identidade e reconhecimento, nacional e internacional.

Para quem visita a cidade, a Loiça das Caldas não passa despercebida e são muitos os locais de comércio tradicional onde podes adquirir uma recordação, dentro do vasto leque que a produção cerâmica oferece, o Mercado da Loiça é nesse aspecto uma referência!

Quando falamos da cidade de Caldas da Rainha, é comum lembrar os famosos e divertidos símbolos fálicos.

E qual a origem?

Consta que o rei D. Luís I, ao visitar a fábrica de Manuel Cipriano Gomes, pediu ao proprietário para fazer um objecto engraçado para divertir os seus amigos. Este, com algum embaraço,   instruiu o seu colaborador João Pereira (cujo apelido era O Bandalho) para o auxiliar na realização dessa peça. Este inventou um falo monocromático, em tons de verde musgo. A peça teve grande sucesso e perdurou até aos nossos dias!
Em muitos centros de produção de cerâmica desta região, têm entre a sua iconografia este tipo de formas, tais como garrafas, canecas, estatuetas e assim por diante. O significado comum dado a ele, é o da paródia.

Ramalho Ortigão referiu-se à «tradicional indústria das Caldas», aquela em cujos antigos modelos preciosos, constituindo um importante museu, se perderam por desleixo e lapidação com os despojos do convento da Madre de Deus».  


Aqui fica a foto deste divertido íman:



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