quinta-feira, 29 de junho de 2017

Museu de Santa Maria de Lamas

" Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem."
 (Johann Goethe)


A cortiça é um material de origem vegetal da casca (súber) dos sobreiros (Quercus suber), leve e com grande poder isolante.

A primeira extracção da cortiça ocorre, normalmente, quando a árvore atinge entre 25 a 30 anos e ocorre nos meses de Junho a Agosto.

O uso da cortiça reporta há 5000 anos atrás, onde já era utilizada na arte das pescas, sucessivamente para produzir calçado e para vedar ânforas de vinho e azeite!

Durante a época dos descobrimentos, os construtores de naus e caravelas portuguesas utilizavam a madeira de sobreiro no fabrico das partes mais expostas às intempéries, visto que é um material resistente e que nunca apodrece.

O produto, mais conhecido, feito com cortiça, são as rolhas usadas para tapar as garrafas de vinho. No século XVIII, o monge beneditino francês Dom Pierre Pérignon, usou a cortiça para vedar o famoso champagne de Pérignon.  

Portugal, com uma área de 730 mil hectares de montado de sobreiros, é responsável por mais de 50% da produção mundial de cortiça.

O actual Museu de Santa Maria de Lamas (MSML), foi primitivamente designado pelo seu fundador (o industrial “corticeiro”, Henrique A. Amorim (1902 - 1977)), como sendo a sua “Casa dourada”. É um espaço peculiar devido às variadas colecções deste homem - arte sacra, cortiça, iconografia, mobiliário, etnografia, estatuária, ciências naturais, cerâmica, numismática e medalhística. As cerca de 1700 peças criam nas 16 salas do museu, verdadeiros desafios ao olhar do visitante!

Resta-me apresentar-vos os dois presépios que comprei neste museu:






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