terça-feira, 28 de novembro de 2017

Presépio sobre estrela de 5 pontas - V.N. Gaia

 "A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas..." 
(Aristóteles)

A estrela de cinco pontas, também chamada de pentagrama, foi usada milhares de anos atrás por uma grande variedade de culturas! Ela é a forma mais simples de estrela, também chamada de “laço infinito”, símbolo da verdade e da protecção contra os demónios!

Nos tempos medievais era usada como amuleto pessoal e guardião de portas e de janelas!


Os cristãos associam as cinco pontas, às cinco chagas de Cristo e representa as fases da vida: nascimento, infância, maturidade, velhice e morte!


Flora Silva – Miraflores

“Talento é 1% inspiração e 99% transpiração.”
( Thomas Edison)

Consta que o bicho-da-seda surgiu no norte da China há cerca de 3000 anos a.C!

Este insecto alimenta-se exclusivamente de folhas de amoreira, na fase de vida de larvar.
Ao fim de um mês, a lagarta torna-se amarelada e começa a segregar um fio que usa para formar o casulo onde se dará a metamorfose para o estado adulto (imago). É esse casulo que serve de fonte para a seda.

  Estas mariposas vivem apenas criadas pelo homem de quem dependem para serem alimentadas e não conseguem voar!
 Existem mais de 400 espécies desta raça!

Estes presépios foram elaborados com casulos do bicho-da-seda e lã feltrada. Estão muito amorosos.






Cátia Paião - Lisboa

 "Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma." 
 (George Bernard Shaw)

 Como estava muito calor, José e Maria foram dar um passeio com o Menino Jesus. Usaram sandálias e vestes frescas! Estenderam a toalha sobre uma pedra, onde almoçaram.
A autora deste presépio é Cátia Paião. Está muito amoroso, não acham?



sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Presépio caminha - Flor de Diamante - Alfena

"Uma obra de arte é um ângulo visto através de um temperamento.” 
(Émile Zola)


As primeiras camas eram feitas em pilhas de palha, ou de folhas de palmeira ou de peles de animais!
 Uma mudança importante foi levantá-los do chão, para evitar correntes de ar, sujeira e pragas!

Entre 3200 a.C. e 2200 a.C. numa aldeia escocesa foram levantadas caixas feitas de pedra e cobertas com enchimentos confortáveis!

Os egípcios tinham altos estrados que foram ascendidos por etapas, com almofadas ou travesseiros, e cortinas para pendurar em redor!
 Os faraós e rainhas tinham camas feitas de madeira, às vezes dourada.
Os persas decoravam os seus móveis com incrustações de metais, madrepérola, e marfim.


Foi só na Idade Média é que as camas começaram a ser colocadas em aposentos mais privativos, como os quartos. 

Devido ao inverno rigoroso do velho continente, os europeus adoptaram uma protecção que os persas já haviam desenvolvido anteriormente: o dossel, uma espécie de cortina apoiada por colunas de madeiras que todos nós já vimos nos filmes de réis e rainhas!

E a evolução continuou até aos nossos dias!

José e Maria e o Menino Jesus estavam cansados e decidiram descansar um pouco nesta caminha feita em cortiça!


Marcador de página - Flor de Diamante - Alfena

"É a obra de arte que mais se aproxima da vida." 
( Henry David Thoreau)

Os marcadores de página datam do período medieval, quando eram usados metros e metros de papiro, que atingiam os 40 metros de comprimento ou até mais!

Alguns dos marcadores mais antigos foram encontrados em mosteiros medievais, parecidos com clips e eram feitos de papel vegetal, este tipo também foi usado no Antigo Egipto.

Estes marcadores de origem monástica, entre os períodos do século XIII ao século XV, eram feitos  com o resto do couro que sobrava daquele que era utilizado para fazer as capas dos livros!

Assim que os primeiros livros impressos foram postos à venda, os preços eram muito altos, eram raros e apenas poucos tinham acesso a eles!
 Não somente pelo valor, pois somente pessoas da elite eram alfabetizadas por tutores e professores particulares, o restante da população menos favorecida não conhecia a arte da leitura. Porém desde aquela época estabeleceu-se a importância do marcador de página.

 Então, no final do século XVI, a Rainha Elizabeth I foi uma das primeiras a possuir um marcador de página para os livros impressos, que não danificava os livros, um presente, um marcador realmente prático.

Do século XVI até o século XVIII um tipo comum de marcador era feito de uma fita estreita de seda, com um pouco mais de um centímetro. Ele ligava o topo da página até o final. Hoje em dia ainda encontramos este tipo de marcador em livros mais antigos, de colecções clássicas, ou então em algumas agendas ou livros de capa dura.

O primeiro marcador destacável (que não era preso ao livro) e, portanto, marcadores coleccionáveis, começaram a aparecer na década de 1850.

Uma das primeiras referências a estes marcadores é encontrada em Recollections of a Literart Life (1852), da autora Mary Russell Mitford: "I had no marker and the richly bound volume closed as if instinctively.

Hoje temos uma grande produção de marcadores de livros, feitos nos mais diferentes tamanhos, formatos e materiais como: ouro, bronze, cobre, estanho, madrepérola, couro, tecidos, papel, plástico e marfim. Cada marcador tem uma particularidade em si e sempre acompanha o leitor!

Este marcador  contém um presépio que retrata a zona de Palma de Maiorca.



Bokwus – Montijo

“A arte deve antes de tudo e em primeiro lugar embelezar a vida..." 
(Friedrich Nietzsche)


A arte é renovável e sempre tem algo de novo a mostrar, seja por meios de técnicas, soluções ou performances!

A massa modelar   foi buscar este termo francês (Biscuit) que significa biscoito. É também conhecida como porcelana fria, pela sua aparência!

É usado para decorar topo de bolos de casamento, lembranças de aniversário, ímanes de frigorífico, entre outras coisas!

Esta massa foi descoberta no século III, na China, onde o potássio, sódio, cálcio e a argila pura de coloração branca eram encontrados. Foi graças à sua brancura e rigidez que foi possível produzir louça fina, artigos decorativos e até esculturas para serem contempladas em palácios de diversos países do mundo!

Porém, foi devido ao grande esforço para adquirir essa matéria-prima, bem como moldá-la, para se transformar numa obra de arte só acessível à classe alta! 

Mais tarde, no século XVIII, na Alemanha, na cidade de Meissen, um alquimista encontrou uma espécie de argila de cor branca, e ao fabricar pequenas peças com essa argila, percebeu a sua semelhança com a porcelana chinesa.

Os italianos descobriram uma mistura de farinha com água e sal, a chamada “pasta di sale” e com a qual produziam pequenos e delicados trabalhos!

E assim foi criado o biscuit como forma de baixar o custo, mantendo a beleza, a qualidade e a durabilidade, que eram características da porcelana!


 Apresento-vos estes dois presépios: 




quinta-feira, 23 de novembro de 2017

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Rodela de madeira e coroa - Porto

A cor é a música dos olhos.”
( Johan Wolfgang Von Goethe)

Este presépio foi elaborado numa pequena rodela de madeira por uma artesã do Porto.

Aqui fica a foto:


Outro trabalho  feito sobre uma mini coroa de vime, feito pela mesma artesã: 





terça-feira, 7 de novembro de 2017

Arte Gira - Castelo Branco

"Uma obra de arte é o resultado excepcional de um temperamento excepcional." 
(Óscar Wilde)

O medalhão é das peças mais antigas de jóias em todo o mundo! Ele carrega não só a beleza, como também mantém uma história de gerações!

O medalhão chegou até nós da Roma antiga, onde ele era uma recompensa originalmente para os generais-vencedores! Era semelhante a uma grande moeda de ouro, com um disco ornamentado.
Entre os sacerdotes o medalhão foi divulgado como um amuleto especial para rituais. Poderia ter alguns desenhos de símbolos mágicos ou imagens de deuses! Medalhões modernos ficam em uma corrente ou um cordão e tem decoração com pedras preciosas ou desenhos. Alguns modelos podem ser abertos para colocar um pequeno retrato ou relíquia.

No antigo Egipto, todos amavam o medalhão! Cleópatra frequentemente dava de presente aos seus servos um pingente com uma esmeralda e o seu retrato.

O pico da popularidade desse pingente incomum foi no século XVIII-XIX – o tempo da era vitoriana. As pessoas começaram a usar o colar medalhão como um “baú” para uma memória das vítimas de guerra, parentes e entes queridos!

A Rainha Elizabeth I da Inglaterra usava seu anel medalhão diariamente; ele continha um retrato pintado de sua mãe, Ana Bolena e dela.

Este medalhão tem a imagem de um presépio.