terça-feira, 25 de outubro de 2016

Fátima Rocha - Aveiro

“Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.”
(Antoine de Saint-Exupéry)

Algumas curiosidades sobre o material com que foi feito este presépio, o fimo:
Antes de se utilizar a cerâmica plástica, a baquelite era popular entre os designers, mas a base de fenol era inflamável e gerava problemas! Por esse motivo, a cerâmica plástica foi formulada para substituir a baquelite.

Em 1939, uma criadora de bonecas alemã, Käthe Kruse, interessou-se pela massa modelar! Enquanto não era viável utilizá-la na sua fábrica, Kruse deixou a sua filha Sophie, cujo apelido era "Fifi", brincar e modelar a massa.
A fórmula, mais tarde, foi vendida para Eberhardt Faber que disponibilizou no mercado com o nome "FIMO".
É um material muito versátil, de fácil manuseio e excelentes resultados.

Sem mais delongas, aqui fica a foto do presépio para o apreciarem melhor!



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Fátima Rocha – Aveiro

“Pense em toda a beleza que ainda resta em torne de você e seja feliz.”
(Anne Frank)

O inventor norueguês Johan Vaaler teve grande impacto! Todos os conterrâneos colocavam clipes nas suas lapelas como um símbolo de solidariedade contra os nazistas. 
É por isso que há uma estátua de 23 metros de um clipe de papel na Noruega!

O clipe de papel moderno deve a sua origem a William D. Middlebrook , cuja patente é datada de 9 de Novembro de 1899.

Poucos anos depois, em 1907, o produto final afirmou-se no mercado mundial e milhões de clipes de papel foram vendidos em todo o mundo.

Desde a sua criação e disseminação pelo mundo, foram criadas inúmeras versões de clipes, com variadíssimas formas e materiais e diferentes marcas e desenhos que desafiaram o original, incluindo clipes de plástico coloridos.


Apresento-vos este presépio feito sobre um clipe.




Francisco Cangueiro – Palaçoulo – Miranda do Douro

“Quando a humanidade aprende a respeitar o menor ser da criação, animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-los a amar o seu semelhante. "
(Albert Schweitzer )


Os chifres de veado são estruturas ósseas ao nível do crânio, cilíndricas e ramificadas que possuem extremidades pontiagudas.
Em cada macho, o chifre cresce mais e ganha mais ramificações a cada ano, de maneira que os machos mais velhos têm chifres mais exuberantes! A função destas estruturas está ligada à competição pelas fêmeas durante a época da reprodução, quando machos rivais medem forças empurrando-se !
Os machos também emitem altos bramidos que atraem as fêmeas e servem para intimidar os rivais - o que faz com que a época de reprodução seja conhecida por brama.

A base deste presépio é feita em  chifre de veado e a cabana, em osso de vaca. Está muito original, não acham?


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Carlos Enxuto – Caldas da Rainha

“As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.”
(Leonardo da Vinci)


Foi no século XIX, que Caldas da Rainha conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que aqui buscavam as águas sulfurosas para tratamentos.

É uma cidade conhecida como um dos principais centros cerâmicos portugueses, cuja tradição cerâmica se perde no passado! Já o rei D. Luís I de Portugal presenteava os seus amigos com as peças humorísticas das Caldas!

A abundância de argila na região, permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, que converteram a então vila num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

A primeira fase da cerâmica Caldense iniciou-se na década de 1820, com a produção de D. Maria dos Cacos, caracterizada pela monocromia verde-cobre ou castanho-manganês das peças.

 Um segundo momento é marcado, em meados do século, pela renovação introduzida por Manuel Cipriano Gomes Mafra, mais tarde conduzida ao seu ápice por Rafael Bordalo Pinheiro.

A louça caricatural originariamente apresentava profissões (padres, pescadores, agricultores) estereotipadas de maneira sarcástica e depreciativa! 
Actualmente as figuras representam políticos ou celebridades, embora a mais popular tradicionalmente seja, sem dúvida, a do "Zé Povinho”. Este personagem, criado por Rafael Bordalo Pinheiro para "A Lanterna Mágica", afirmou-se, sendo utilizado como símbolo de Portugal e do povo português.

Deixo-vos três presépios da autoria de Carlos Enxuto que retratam bem esta região! Um deles é em amarelo-mel, uma das cores tradicionais da cerâmica das Caldas!
Os restantes presépios são feitos em porcelana de diferentes cores. 







Tareka - Viana do Castelo

“O tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo.”
(Machado de Assis)

O patchwork é um trabalho com pequenos pedaços de tecidos.

Curiosamente, os faraós já utilizavam esta técnica!

Existe uma versão de que esta técnica foi levada por comerciantes para o antigo Oriente, depois viajou para a Alemanha, até que chegou à Inglaterra no século XI, sendo utilizada para fazer tapetes e túnicas clericais. 
Mas os primeiros tapetes e acolchoados surgiram somente no século XVI, época de Henrique VIII, e costumavam ser presentes de casamento muito admirados. Os cavaleiros da Idade Média também usavam acolchoados como protecção, em baixo da armadura de metal.

Durante a Guerra da Independência dos EUA, apareceram muitas colchas com motivos patrióticos e símbolos relacionados à revolução.

Aqui fica um presépio que utiliza esta maravilhosa técnica de patchwork. Está amoroso, não acham? 



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sandra Duarte – Espinho

“ A família é o primeiro lugar onde cada um aprende a relacionar-se com o outro, a escutar, partilhar, suportar, respeitar, ajudar, conviver.”
(Papa Francisco)


Algumas curiosidades sobre o vidro:

Os povos que disputam a primazia da invenção do vidro são os egípcios e os fenícios.
"Os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egipto, pararam às margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam para tingir lã). Acenderam o fogo com lenha, e empregaram os pedaços mais grossos de natrão para neles apoiar os vasos onde deviam cozer animais caçados. Comeram e deitaram-se, adormeceram e deixaram o fogo aceso. Quando acordaram, em lugar das pedras de natrão encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes pedras preciosas. O vidro estava descoberto."
Esta é uma das versões, um tanto lendária!

 Outras notícias relatam que os egípcios começaram a soprar o vidro em 1.400 A. C., dedicando-se, acima de tudo, a produção de pequenos objectos artísticos e decorativos que muitas vezes eram confundidos com belas pedras preciosas.

Em Portugal, a indústria vidreira estabelece-se, na Marinha Grande, apenas no século XVIII!

Este íman está muito original porque o presépio está à janela a saudar o Mundo. A autora é muito amorosa e chama-se Sandra Duarte.
Deixo-vos a foto para apreciarem e confirmarem a sua beleza:


  

Outro exemplar maravilhoso: 



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Presépio comprado em Fátima

"Amigos a gente conquista mostrando o que somos, e que os verdadeiros amigos ficam connosco até ao fim."

Aqui fica o segundo presépio comprado em Fátima e numa das cores que mais gosto.


Presépio em prata

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”
(Fernando Pessoa)

Existem dias que são excelentes por aquilo que visitamos e na companhia de pessoas que nos deixam ainda mais felizes e com mais força para vivermos!
Foi um excelente fim-de-semana, passado em excelente companhia e a conhecer o nosso bonito país! E a minha colecção também ficou mais rica.

Vou começar por vos apresentar este bonito presépio que me foi oferecido pelo JR e RS. É em prata e deixou-me encantada. É uma peça com enorme significado para mim. Muito obrigada!