terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Berta Paiva - S. Miguel - Açores

 "Teus medos tinham coral, praias e arvoredos"

(Fernando Pessoa)

Os primeiros corais não formavam os recifes maciços de hoje; eram animais mais simples que surgiram em mares quentes como o antigo Mar de Tétis.

A capacidade de construir recifes, como os conhecemos, surgiu com os corais duros (Scleractinia) há cerca de 240 milhões de anos, através de uma simbiose crucial com microalgas (zooxantelas) que fornecem alimento em troca de abrigo. Recifes são algumas das estruturas vivas mais bio diversas do planeta, abrigando uma vasta gama de vida marinha.

Os pólipos segregam um exoesqueleto de carbonato de cálcio, que se acumula para formar a base do recife, sobre a qual novas colônias se depositam e crescem, criando ecossistemas complexos.

Há corais em águas profundas e frias, com espécies adaptadas a diferentes profundidades e temperaturas.

A formação de recifes pode evoluir de recifes de franja para barreiras e, finalmente, atóis, à medida que ilhas vulcânicas afundam, um conceito estudado por Charles Darwin.

Este presépio foi feito com escamas de peixe e a base é um coral. 

As escamas de peixe, depois de lavadas, escolhidas e recortadas, com o auxílio de uma pequena tesoura, tomam a forma de flores, que se agrupam em ramos com fio de canutilho e que são adornadas de fios prateados e pequenas pérolas. Este é um produto emblemático do artesanato açoriano e faz parte da minha coleção! 







quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Regador - Coimbra

 “O regador nas mãos de quem sabe cuidar e nutrir, é um instrumento que transforma, dá vida e traz beleza ao mundo natural... Regar é cultivar com amor aquilo que Deus nos deu de presente, a natureza tão bela aos olhos da alma." 

(Neuza Coelho)

Desde tempos antigos, a rega era feita com baldes e vasilhas, mas o regador (com o seu bico fino para uma distribuição mais controlada) tornou-se popular para hortas, canteiros e vasos, tanto no campo como nas cidades.

Invenções como o regador "Haws" de 1886 (Reino Unido) melhoraram o design, tornando-o mais fácil de usar, e esses avanços foram adotados globalmente, incluindo Portugal.

Com o tempo, surgiram regadores de plástico, mais leves e coloridos, sem a mesma história, mas cumprindo a mesma função prática, como mencionado em relatos pessoais.

Este regador faz parte da minha coleção e está muito amoroso! 





Perfume - Coimbra

 “O perfume anuncia a chegada de uma mulher e alegra sua partida."  

(Coco Chanel)

A origem dos frascos de perfume remonta ao Antigo Egito e Mesopotâmia, onde recipientes de pedra, alabastro e cerâmica eram usados para guardar líquidos sagrados, evoluindo com os árabes para pequenos frascos decorados, e chegando à Europa com vidro soprado e lapidação, tornando-se símbolos de arte e status no Renascimento e na perfumaria moderna, especialmente na França, com designers criando peças icônicas.

Os egipcíos criaram os primeiros frascos em pedra e alabastro, esculpidos com desenhos elaborados, usando-os para perfumes sagrados e rituais.

Marcas como Chanel e Guerlain investiram em frascos de cristal e design, transformando-os em objetos de arte e identidade da marca, seguindo tendências artísticas e sociais.

Este pequeno frasco têm um presépio pintado e faz parte da minha coleção!





Isaura Marques - Coimbra

 "Mil vezes sentar-me à vontade em cima de uma abóbora do que comprimir-me entre outras pessoas numa almofada de veludo."  

(Henry David Thoreau)

A abóbora tem origem na América, usada já por civilizações Maias, Astecas e Incas e sendo fundamental na alimentação pré-hispânica. Levada para a Europa pelos navegadores portugueses e espanhóis no século XVI, espalhou-se pelo mundo!

Hoje, é cultivada globalmente, com grande diversidade de variedades e usos culinários e medicinais.

Este presépio está pintado sobre uma semente de abóbora e casca de pinheiro e faz parte da minha coleção! 




quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Barros do Zuca – Beringel, Beja

 "O que podes fazer para promover a paz mundial? Vai para casa e ama a tua família." 

(Madre Teresa de Calcutá)

Os Barros do Zuca estão intimamente ligado a José Mestre, conhecido localmente como "Zuca" ou "Zuca do Barro", um mestre oleiro de renome na região do Alentejo. Ele iniciou a sua atividade no comércio de barro aos 12 anos no Mercado Municipal de Beja. É considerado um dos guardiões da arte da olaria em Beringel, uma vila com forte tradição neste setor.

Este presépio faz parte da minha coleção!



terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Flor Minhota - Viana do Castelo

 "A minha terra é Viana

São estas ruas estreitas

São os navios que partem

E são as pedras que ficam;

É este sol que me abrasa

Este amor que não engana

Estas sombras que me assustam

Havemos de ir a Viana". 

(Pedro Homem de Mello)

Viana do Castelo é uma cidade que fica no coração! Viana é amor e a princesa do Lima! Este ano fui até lá em trabalho e aproveitei para conhecer as bonitas iluminações de Natal. Acabei por ver um mercado de Natal onde conheci artesãos locais. 

Diz a lenda popular que o nome da cidade nasceu de uma história de amor. Um cavaleiro apaixonado por uma bela princesa chamada Ana, que vivia num castelo à beira-rio, passava o tempo a tentar avistá-la. Quando finalmente a via à janela, gritava entusiasmado: "Vi Ana do Castelo!

Viana do Castelo detém o título de Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2025, promovendo uma vasta agenda de eventos culturais ao longo do ano.

Aqui fica a foto deste presépio com trajes locais e que faz parte da minha coleção! 







sábado, 20 de dezembro de 2025

Patricia Reis - Odivelas

 "A cerâmica é a única poesia que pode ser tocada." 

(Ella Fontanals)


Este presépio retrata o cenário de Natal frio, pela cor branca que representa a neve e a árvore de Natal que representa vida, sonhos e esperança que queremos ver realizado no Natal!

Faz parte da minha coleção!