quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Antius - Cantanhede

 "O importante não é a casa onde moramos. Mas onde, em nós, a casa mora."

(Mia Couto)

A origem da casa no mundo remonta ao período pré-histórico, quando os seres humanos deixaram o nomadismo estrito e começaram a fixar-se em territórios. O uso do fogo ajudou a iluminar, aquecer e afastar predadores. Com o tempo, as construções passaram a usar pedras, ossos, galhos, folhas, palhas, peles de animais e barro.

O desenvolvimento da agricultura e da domesticação de animais permitiu que as pessoas abandonassem a necessidade de constante migração, criando as primeiras aldeias e povoados fixos.

Na Mesopotâmia, surgiram as primeiras casas de dois andares (sobrados) por volta de 2000 a.C.

Este presépio é mesmo muito pequenino e fica grande sobre uma moeda de 1 cêntimo! Retrata José e Maria dentro de uma mini casa e faz parte da minha coleção! Tentei aumentar para se verem todos os pormenores! 


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dedal - Miranda do Douro

 "O Douro é um excesso de natureza".

(Miguel Torga)

Miranda do Douro é uma cidade fronteiriça do nordeste de Portugal (distrito de Bragança), situada sobre as arribas do rio Douro e marcada por uma forte herança cultural, histórica e natural. O mirandês (mirandés) é reconhecido oficialmente como a segunda língua de Portugal.

Destaca-se pela dança dos Pauliteiros de Miranda (com trajes próprios e o som da gaita de foles) e pela imponente capa de honra mirandesa. 

Fundada como vila em 1286 (no Tratado de Alcañices) e elevada a cidade em 1545 por D. João III, abriga a Antiga Sé de Miranda do Douro (primeira diocese de Trás-os-Montes). 

O Burro Mirandês (Equus africanus asinus) é uma raça autóctone portuguesa originária do planalto de Miranda do Douro. É conhecido pela sua grande docilidade, resistência ao frio rigoroso do planalto e inteligência.

Este dedal foi comprado em Miranda do Douro e têm um presépio, como não poderia deixar de ser!






sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Isaura Marques - Soure

 "Panela velha é que faz comida boa."

(Ditado popular que valoriza a experiência e a tradição)

A origem da panela de 3 pernas (também conhecida tradicionalmente em Portugal como pote de ferro ou panela de três pés) remonta à Europa da Idade Média (entre os séculos V e XV).

A introdução das três pernas foi uma solução puramente funcional para a época. Como as cozinhas medievais e rurais não tinham fogões modernos, a comida era confecionada diretamente em fogueiras abertas, lareiras de chão ou sobre brasas. Os três pés permitiam que a panela se mantivesse perfeitamente estável em superfícies irregulares, mantendo a base do pote elevada à altura ideal acima das brasas ou da lenha, sem a necessidade de um suporte ou trempe adicional.

Em Portugal, especialmente nas regiões do Norte e de Trás-os-Montes, o pote de ferro de três pernas tornou-se um símbolo da identidade gastronómica rural. Era o utensílio essencial para preparar lentamente pratos icónicos como o cozido à portuguesa, feijoadas, caldos e sopas. O ferro fundido distribui e retém o calor uniformemente, o que confere à comida um sabor apurado impossível de replicar nas panelas modernas.

Esta panela têm um presépio e faz parte da minha coleção!





quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Isaura Marques - Soure

 “São eles que anunciam o verão. Não sei doutra glória, doutro paraíso: à sua entrada os jacarandás estão em flor, um de cada lado. E um sorriso, tranquila morada, à minha espera.”

(Eugénio de Andrade)

O jacarandá (nome científico Jacaranda mimosifolia) é nativo da América do Sul, com origem geográfica na região que abrange o noroeste da Argentina, a Bolívia, o Paraguai e o sul do Brasil.

O termo vem de yacarandá, significando "perfumado" ou "árvore rugosa".•

Foi introduzida em Lisboa,  no início do século XIX por Félix de Avelar Brotero, então diretor do Jardim Botânico da Ajuda.

Este presépio é um fruto de jacaranda pintado e faz parte da minha coleção! 




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Presentes com coração - Póvoa de Varzim

 "Sou um pobre homem da Póvoa de Varzim."

(Eça de Queirós)


Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim! A Póvoa de Varzim é conhecida pela sua forte ligação ao mar, tradição piscatória e dinamismo turístico.

A camisola poveira foi criada no século XIX para proteger os pescadores do frio do mar. Eram tricotadas em lã branca e bordadas a ponto de cruz pelas noivas, mães ou irmãs dos pescadores como um sinal de amor e proteção.Incluem motivos ligados ao mar (âncoras, barcos), o brasão nacional e as siglas poveiras (uma forma de escrita e marca identitária da comunidade piscatória local. 




Presépio rolha de cortiça - Porto

 "Cascas de sobreiro, onde o inverno escreve a sua história de frio e o verão o seu poema de fogo."

(Miguel Torga)

O sobreiro é a única espécie cuja casca produz a cortiça com estas características.

Acontece quando a árvore atinge entre 25 a 30 anos de idade. Esta primeira casca chama-se cortiça virgem.

Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, responsável por cerca de metade da produção global.

Este presépio foi feito dentro de uma rolha de cortiça e faz parte da minha coleção!



Presépio dentro de coroa - Porto

 "Portugal é um pomar mal cuidado, mas onde o sol atinge uma perfeição de ouro."

(Miguel Torga) 

Os primeiros enfeites de cabeça (como a união das coroas do Alto e Baixo Egito) demonstravam o poder divino e a soberania absoluta do governante.

 Na Idade Média, as coroas abertas (aros simples com florões) evoluíram para modelos fechados por arcos, sinalizando que o monarca não se subordinava a nenhum outro poder terreno.

 Até ao reinado de D. Sebastião, a insígnia portuguesa era um aro aberto de ouro; depois, passou a ser uma coroa fechada para representar a unidade do Estado.

A partir de D. João IV, em 1640, os reis portugueses deixaram de colocar fisicamente a coroa na cabeça durante a cerimónia, optando por aclamá-la e depositá-la junto a si, consagrando Nossa Senhora da Conceição como a verdadeira Rainha de Portugal.

A palavra vem do latim corona, derivada da ideia de algo que se eleva no topo da cabeça para denotar força, vitória e distinção.

Este presépio está dentro de uma coroa e faz parte da minha coleção!