"Teus medos tinham coral, praias e arvoredos".
(Fernando Pessoa)
Os primeiros corais não formavam os recifes maciços de hoje; eram animais mais simples que surgiram em mares quentes como o antigo Mar de Tétis.
A capacidade de construir recifes, como os conhecemos, surgiu com os corais duros (Scleractinia) há cerca de 240 milhões de anos, através de uma simbiose crucial com microalgas (zooxantelas) que fornecem alimento em troca de abrigo. Recifes são algumas das estruturas vivas mais bio diversas do planeta, abrigando uma vasta gama de vida marinha.
Os pólipos segregam um exoesqueleto de carbonato de cálcio, que se acumula para formar a base do recife, sobre a qual novas colônias se depositam e crescem, criando ecossistemas complexos.
Há corais em águas profundas e frias, com espécies adaptadas a diferentes profundidades e temperaturas.
A formação de recifes pode evoluir de recifes de franja para barreiras e, finalmente, atóis, à medida que ilhas vulcânicas afundam, um conceito estudado por Charles Darwin.
Este presépio foi feito com escamas de peixe e a base é um coral.
As escamas de peixe, depois de lavadas, escolhidas e recortadas, com o auxílio de uma pequena tesoura, tomam a forma de flores, que se agrupam em ramos com fio de canutilho e que são adornadas de fios prateados e pequenas pérolas. Este é um produto emblemático do artesanato açoriano e faz parte da minha coleção!







