sexta-feira, 27 de abril de 2018

João Dinis – Terceira – Açores

"Tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima de invisível é a mais subtil obra deste mundo, e acaso do outro.”
( Machado de Assis)


As ligas metálicas de zinco têm sido utilizadas para produzir latão, desde os anos de 1000-1400 a.C.
Foram encontradas na Palestina e outros objectos com até 87% de zinco e  na antiga região da Transilvânia!

Sabe-se que a fabricação do Latão era conhecida pelos romanos desde 30 a.C.
Plínio e Dioscórides descrevem a obtenção de aurichalcum (latão) pelo aquecimento num bocadinho de uma mistura de cadmia (calamina) com cobre.
O Latão obtido é posteriormente fundido ou forjado para fabricar objectos.

Aqui fica a foto deste engraçado presépio feito em latão. 






quinta-feira, 26 de abril de 2018

Artepres – Artes de presépios - Penafiel

"As verdades são frutos que apenas devem ser colhidos quando bem maduros."
(Voltaire)


O sisal é uma planta originária do México.
 Do sisal, utiliza-se principalmente a fibra das folhas que é destinada maioritariamente à indústria da cordoaria (cordas, cordéis, fios, tapetes etc.).

Este presépio foi confeccionado com tecidos de malha, algodão, sisal e a base é em pedra trazida de Fátima. Está muito amoroso.




 A primeira descrição botânica do eucalipto foi da responsabilidade do botânico francês Charles Louis L'Héritier de Brutelle, em 1788. Eucalipto é um termo de origem grega que significa “boa cobertura”.  Quase todos os eucaliptos têm folhagem persistente e os frutos são lenhosos, de forma vagamente cónica, contendo válvulas que se abrem para libertar as sementes.
Este presépio foi feito com os "frutos" e as cápsulas de eucalipto.




A maior parte das palmeiras é nativa de regiões tropicais. D. João VI, criou um jardim cheio de palmeiras, denominado de Rodrigo de Freitas.
 Este presépio usa pequenos frutos da palmeira secos.



O amendoim é uma planta originária do Brasil. No século XVIII foi introduzido na Europa.
Este presépio usa cascas deste fruto e da noz:



Apesar de actualmente o pinheiro (pinea) se encontrar por toda a Região Mediterrânea, este teve origem na Ásia!
O pinheiro é usado como símbolo do Natal.

Os pinheiros têm quatro tipos de folhas. As mudanças começam com um verticilo de 4 a 20 folhas de sementes (cotiledóneas), seguida de folhas juvenis simples, verdes ou verdes azuladas, arranjadas em espiral no broto, com 2 a 6 centímetros de comprimento. Estes são substituídos depois de seis meses a cinco anos por folhas adultas ou agulhas, verdes, enfeixadas em grupos (fascículos) de 2 a 6 agulhas, cada fascículo é produzido a partir de um pequeno rebento de um ramo lateral no eixo de uma folha protectora. As agulhas persistem durante 18 meses a 40 anos, dependendo das espécies. Em seguida, surgem cones nas extremidades das árvores (pinhas) que levam entre 1 a 3 anos a amadurecer. Estes cones podem atingir entre 3 a 60 cm de comprimento!

Este presépio foi elaborado com “pétalas” da pinha e a base é em xisto.



Artepres – Artes de presépios - Penafiel


"Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza."

(Allan Kardec)

A physalis é nativa das regiões temperadas, quentes e subtropicais de todo o mundo. É caracterizada por um fruto alaranjado e pequeno, semelhante em tamanho, forma e estrutura a um tomate, mas envolto parcial ou completamente por uma casca grande.

A Colômbia é o principal produtor mundial.

É conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol.

Este presépio foi confeccionado com casca de physalis, caroços de azeitona e xisto.


domingo, 15 de abril de 2018

Pompeu e Paula Naia - Aveiro

"Apenas o amor gera maravilha. Só o amor faz do barro um milagre."
 (Sílvio Rodriguez)

Hoje foi dia de visitar a bonita Igreja Matriz de Válega / Nossa Senhora do Amparo. É uma verdadeira obra-prima da arte da pintura do azulejo e, sem sombra de dúvida, uma das mais impressionantes igrejas em Portugal!
Em 1942, a colocação do painel de azulejos figurando a Nossa Senhora do Amparo, no topo externo da capela-mor,  são da autoria de Jorge Colaço e executados pela Fábrica Lusitânia, em Lisboa.

Entre 1959 e 1960 teve lugar a campanha patrocinada por António Maria Augusto da Silva, comendador da Ordem de Benemerência, que compreendeu o revestimento por placas de mármore das paredes interiores da capela-mor, do sub-coro e dos lambris gerais, o revestimento na fachada principal nas paredes interiores da nave e na parte superior do arco triunfal, com azulejos polícromos figurados da Fábrica Aleluia, de Aveiro, e os vitrais das janelas assinados por S. Cuadrado, de Madrid.

Finalmente, em 1975 teve lugar o revestimento dos alçados laterais e posterior com azulejos da Fábrica Aleluia, desenhados pelo arquitecto Januário Godinho.

Aqui ficam fotos desta bonita igreja:

 


E como estava perto de Aveiro, aproveitei para ir até lá, comer um docinho de ovos moles e ver uma feira de artesanato.
Trouxe este belo exemplar executado por Pompeu Naia, em cerâmica.




Olaria Felica – Esgueira


"A intuição é o sussurro da alma."
(Krishnamurti)


A Olaria Felica, fica situada na Quinta do Simão, em Esgueira, Aveiro, e é liderada por Fernando Lima Carvalho e da filha, Cidália Carvalho.
Nesta oficina de cerâmica, faz-se um pouco de tudo o que tenha a ver com artesanato de barros vermelhos e de barros pretos, designadamente, louças domésticas, com destaque para as peças decorativas e azulejos em relevo.
Este azulejo tem um presépio, como não poderia deixar de ser!



quinta-feira, 5 de abril de 2018

Art´s Marclaro - Porto

Fotografar, é colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração.  Uma boa foto é aquela que abre a sua imaginação, e traz emoção.”
(Henri Cartier-Bresson)

Selfie é uma fotografia, geralmente digital, que uma pessoa tira de si mesma (auto-retrato).
O inventor do auto-retrato foi o alemão Robert Cornelius, em 1839.

As redes sociais ajudaram posteriormente a popularizar o termo, com a tag selfie aparecendo de forma recorrente em partilha de fotografias através do Flickr , em 2004.

A primeira vez que foi usada no Instagram, por exemplo, foi em 2011, pela utilizadora JennLee.   A sua popularidade tem vindo a crescer desde então, e actualmente pode ser encontrada em todas as redes sociais!

Este presépio está muito engraçado. O Menino Jesus segura o pau com o smartphone e está a procurar o melhor ângulo de toda a família para tirar uma selfie a Si, aos Pais, ao burro e à ovelha!