"O incenso só exala o seu perfume se for queimado."
(Provérbio árabe)
Incenso (do latim: Incendere, "queimar") é composto por materiais aromáticos chamados bióticos (originado por seres vivos - no caso, plantas) que liberam fumaça perfumada quando queimados. O "incenso" refere-se à substância em si, mais do que o cheiro que ela produz. Ele é usado nas cerimónias religiosas, rituais de purificação, aromaterapias, meditação, para a criação de um estado de espírito, e para mascarar algum mau odor.
O uso do incenso originou-se no Antigo Egito, onde as resinas de goma e resinas oleosas de árvores aromáticas foram importadas das costas da Arábia e Somália para serem usadas em cerimónias religiosas.
O primeiro exemplo documentado da utilização de incensos compostos (como cássia, canela, styrax, sândalo, entre outros) foram usados em ritos cerimoniais. O comércio do incenso era sagrado, cheio de riscos e de lendas, e seu uso perde-se no tempo!
Diz-se que a Rainha de Sabá construiu um palácio no antigo porto de Zafar, agora Salalah, Omã, para onde ela viajava para comprar incenso!
Heródoto descreveu um grande número de criaturas parecidas com pterodátilos guardando árvores de incenso de resina na Arábia, tornando a sua colheita um perigoso desafio! Disfarçados com pele bovina, os lavradores espantavam as ‘criaturas’ com fogo e fumaça odorosa. As valiosas árvores que derramariam lágrimas de bálsamo seriam guardadas por ferozes serpentes aladas que fariam um ataque letal ao intruso que se aproximasse.
Na Alexandria o incenso era tão valioso que os escravos que o colhiam eram obrigados a trabalhar quase nus, usando apenas uma pequena tanga, para não o roubarem nas suas roupas. Havia reis que pagavam por as suas esposas favoritas o seu peso em incenso!
Aqui fica a foto deste porta incenso.
E este íman também da mesma autora: