quarta-feira, 23 de março de 2022

Maria Fernanda Raposo - Vila Moreira

 "Nunca é demasiado tarde para seres aquilo que devias ter sido."

(George Sand)

 Atribui-se  os símbolos da páscoa – o coelho e os ovos – a elementos pagãos!

 Acredita-se que ovos e coelhos eram vistos por povos na antiguidade como símbolos da fertilidade. Assim, à medida que esses povos foram cristianizados, esses elementos foram sendo absorvidos pela festa cristã. 

A tradição de enfeitar os ovos e escondê-los teria chegado ao continente americano por meio de imigrantes alemães no século XVIII.

Estes ovos são pintados e pirogravados de diversos animais como a galinha, a perua, cocoa e a gansa . Estão muito bonitos não acham? 


Ovo de perua


Ovo de cocoa


Ovo de galinha verde




















sexta-feira, 4 de março de 2022

Livros - temática do presépio

 "Até morrer é tudo vida."

(Miguel Cervantes)

A palavra livro advém do vocábulo latino liber, libri

A história do livro compreende inovações realizadas por diversos povos com o intuito de gravar o conhecimento e passá-lo de geração em geração. O mundo não seria o mesmo se os povos não pudessem conhecer as ideias de seus antepassados! Um bom exemplo é a filosofia, que até hoje é calcada por filósofos da antiga Grécia e Alemanha do século XIX e XX. 

Durante a antiguidade, a primeira forma encontrada para gravar o conhecimento foi escrevendo-o em pedra ou tábuas de argila. Mais tarde, surgiram os khartés, que eram cilindros de folhas de papiro fáceis de transportar. A inovação seguinte foi o pergaminho, que em pouco tempo substituiu o papiro. O pergaminho era feito com peles de animais (ovelha, cordeiro, carneiro, cabra) e nele era possível escrever com maior facilidade.

Na Grécia surge o códex, que apresentava folhas compiladas. Os romanos aperfeiçoam e criam  um livro o códice, uma peça fundamental na distribuição da informação.

Mais tarde, Johannes Gutenberg cria um processo de impressão em série, fazendo com que novos livros surgissem com mais rapidez.

Estes livros que vos apresento fazem parte da minha coleção e são de várias editoras. 











E este que é livro, puzzle e tem um presépio em madeira giríssimo! 


E mais este: 








terça-feira, 1 de março de 2022

Presépio - Podence

 “Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.”(Clarice Lispector)

Os Caretos de Podence são originários da aldeia de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros. Foram declarados Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO a 12 de Dezembro de 2019. 

 Todos os anos, durante o Carnaval, as figuras “diabólicas” dos Caretos - rapazes mascarados com trajes feitos de colchas antigas, de lã, as franjas  de lã colorida, predominando o vermelho, o amarelo e o verde, sendo necessário 60 novelos de lã para as confecionar ! Os caretos têm caras de nariz pontiagudo feitas de lata ou couro e chocalhos à cintura - percorrem as ruas de Podence fazendo barulho e metendo-se com as pessoas que passam, sobretudo com as raparigas.

Os caretos, originariamente, estão associados à figura do “diabo à solta” e representavam os excessos, a euforia e a alegria permitidos nesta altura do ano, depois dos meses frios de inverno, celebrando também a fertilidade da primavera que se aproximava!

Este presépio faz uma bonita homenagem a Podence e aos caretos. 

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Pormenor : 





Isaura Marques - Coimbra

 “Se o brinco é bijuteria ou joia rara? Depende da orelha em que fica pendurado. O valor da pessoa é que emana no objeto.” (Charles Canela)

Antigamente os brincos eram considerados como exclusividade masculina e o primeiro registo deste adorno foi num rei sumério que governava a cidade de Ur, atual Iraque! 

A primeira função dos brincos era espantar os espíritos malignos. Naquela época acreditava-se que espíritos entravam nos corpos pelos orifícios, daí criar-se um acessório para cobrir o orifício da orelha. Este acessório estava associado aos piratas que quando os usavam significava que tinham dado a volta ao mundo, ou atravessado a linha do Equador!

  Os marinheiros também usavam brincos para que quando morressem este acessório para pagasse o funeral e terem um enterro digno.

As estátuas egípcias costumavam retratar os seus amados gatos com argolas nas orelhas para lembrar a sua santidade.

Entre os séculos XIV e finais do século XVI, as mulheres da Europa gostavam de usar pérolas grandes e irregulares dos mares do Sul, as chamadas pérolas barrocas.

Hoje em dia existe uma grande diversidade de brincos de todas as cores e feitios. 

Estes que vos apresento são em madre perola e pintados á mão por esta artista.  Estão amorosos, não estão?


E este íman deixou-me tão feliz. Está muito bonito, não acham?