" O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo."
(António Gedeão, " Máquina do Mundo")
Os palitos existem há centenas de anos e, provavelmente, são os mais antigos instrumentos de higiene bucal!
Existiram palitos feitos de bronze estavam que foram encontrados em túmulos pré-históricos, no norte da Itália!
É relatado que Agátocles, tirano siciliano de Siracusa, morreu em 289 a.C. em consequência do veneno colocado nos palitos pelo seu escravo favorito.
Existem também palitos delicados e artísticos, feitos em prata, que datam da Idade Média!
No século XVII, os palitos eram objetos de luxo, considerados itens de joalheria. Eram feitos de metais nobres e enfeitados com pedras preciosas.
Em 1872, Silas Noble e J. P. Cooley patentearam a primeira máquina de fabricar palitos.
Penacova e Vila Nova de Poiares alcançaram o reconhecimento da manufactura ancestral dos palitos como património cultural e imaterial!
De acordo com a tradição oral local, a produção de palitos desenvolve-se a partir do Mosteiro de Lorvão, datada do século XVII!
Palmira Lopes e Maria Olinda Gouveia, mãe e filha respectivamente, trabalham com palitos floridos feitos de madeira de salgueiro e choupo.
Presépio feito em palitos floridos, em madeira de salgueiro, por Palmira Lopes.
Outro exemplar feito com palitos floridos da autoria de Maria Olinda Gouveia.
E mais este exemplar também feito com palitos.



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