"As folhas secas cobrem em abundância o caminho das recordações."
(James Joyce)
A designação de “registo” engloba ícones religiosos gravados
em madeira, cobre, ou pintados sobre pergaminho, tecido ou papel ou impressos
litograficamente.
Os de pequenas dimensões, além de relembrarem o dia festivo
do Santo Protector, serviam para marcar uma dada passagem no missal ou noutro
livro qualquer.
Independentemente das suas dimensões, os registos começaram
a ser usados no século XVIII para emolduramentos conhecidos por “bentinhos”,
designação que também abrange saquinhos de pano, bentos, que se usavam ao
pescoço por debaixo da camisa, contendo papéis com orações, relíquias ou outros
objectos de devoção.
Paralelamente, este tipo de gravuras tornou-se bastante
popular devido às inúmeras peregrinações, círios e festividades pendulares, nas
quais a presença dos fiéis foi marcada pela posse de um objecto evocativo da
participação no mesmo, materializada em registos, fitas e medalhas.
Na actualidade, os registos continuam a ter cariz
essencialmente devocional, mas têm também um carácter decorativo bastante
marcado, existindo duas vertentes em quem trabalha neste tipo de arte: aqueles
que procuram recriar os registos antigos utilizando imagens antigas e tecidos
nobres como brocados e outros, normalmente provenientes de sobras de
paramentarias e outros que procuram dar aos registos um ar mais contemporâneo,
utilizando figuras mais recentes e tecidos mais simples.
Aqui ficam as fotos do registo da autoria de Delfina Lino.
(Fonte: Artesanikas e pesquisa própria)


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