(Descartes)
As rendas de bilros têm a sua génese em Itália, nas cidades de Milão e Veneza.
Em finais do século XV, Milão era um grande centro de produção de ricos galões, guarnições, seda, ouro e prata. E Veneza era o porto onde desaguava a Rota da Seda.
Tratavam-se de cidades onde existiam uma enorme apetência pelo luxo, pelo cuidado em bem vestir, de forma muito sumptuosa!
Em Portugal, a renda de bilros é uma arte com mais de quatro séculos! Recordámos alguns dos principais passos dados ao longo dos séculos:
O primeiro rei a usar rendas de bilros foi o D. Sebastião!
Em 1867, Joana Maria de Jesus lutou contra a Pragmática de D. João V, que proibia o uso de rendas de bilros no vestuário. Nesse mesmo ano, as rendas estiveram presentes na Exposição Universal de Paris.
Em 1919 foi inaugurada a Escola das Rendas e as rendilheiras ganham maior visibilidade e importância.
Nos anos 50 e 60, com a mudança de hábitos e de estilo de vida, verificou- se um declínio desta tradição.
Felizmente, a partir de 1974, graças à criação do Centro de Artesanato, bem como à notoriedade da Feira Nacional de Artesanato, conseguiu-se uma clara inversão.
A abertura do Museu das Rendas veio dar um forte contributo à preservação desta arte.
Vou deixar-vos a foto do presépio feito em renda de bilros.

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