quarta-feira, 29 de julho de 2026

Maria Ferreira - Barcelos

 “A liberdade é a arte de viver.”

(E.Morente)

O bordado de crivo tem uma origem secular em Portugal, com raízes profundamente ligadas à região do Minho e ao arquipélago dos Açores. O grande berço histórico e identitário desta técnica é a freguesia de São Miguel da Carreira, no concelho de Barcelos. A importância cultural da região é tão significativa que a Arte de Bordar o Crivo em São Miguel da Carreira está oficialmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial de Portugal.

As  bordadeiras conciliavam a criação do crivo com o trabalho agrícola. Reuniam-se à noite em "serões" comunitários para bordar à luz de candeeiros a petróleo (conhecidos como mancebos).

Possuir lençóis ou toalhas de linho com crivo era um luxo reservado às famílias abastadas, que exibiam estas peças em dias de romaria e festas importantes.

Este presépio é bordado em crivo e faz parte da minha coleção!



terça-feira, 28 de julho de 2026

Berta Paiva - S. Miguel - Açores

 "Milho. Bem granado, cor de ouro. Alvo. Às vezes vareia, - espiga roxa, vermelha, salpintada."

Cora Coralina (Poema do milho)

O milho e as suas valiosas folhas têm origem na América Central, mais especificamente no atual México. Foram domesticados pelos povos indígenas há cerca de 7.000 a 10.000 anos.

A expansão pelo resto do mundo ocorreu a partir do século XVI, através dos descobrimentos, quando os colonizadores europeus levaram o cereal e os seus cultivos para a Europa, África e Ásia.

As suas folhas têm uma longa história e aplicações práticas em diversas culturas: No México, é utilizada para envolver os tradicionais tamales. No Brasil e em Portugal, a palha seca é usada para envolver doces e salgados tradicionais, como a pamonha.

Com a introdução do milho, as suas folhas secas passaram a ser usadas de forma massiva na agricultura e na tradição local, como material para forrações, enchimento de colchões e fabrico de bonecas artesanais (conhecidas popularmente como bonecas de palha de milho).

Este presépio foi feito com a folha de milho e está encantador! Faz parte da minha coleção!




Berta Paiva - S. Miguel - Açores

 "A honra é como a pedra preciosa: com um pequeno defeito, tem o preço enormemente reduzido." 

( Jacques Bossuet)

A pedra turquesa azul é reconhecida mundialmente como o amuleto da proteção, da boa sorte e do equilíbrio emocional. Utilizada há milénios por civilizações antigas como os egípcios e os astecas, ela simboliza a união entre o céu e a terra, trazendo paz de espírito e bem-estar a quem a usa!

Este presépio está montado sobre uma rodela de turquesa azul e faz parte da minha coleção!