Ser um verdadeiro padeiro é ser capaz de fazer um milagre todos os dias: transformar alimentos simples, água, levedura, sal e farinha em sabores complexos e variados.
Eis a minha paixão, e desejo partilha-la e transmiti-ala a outros artesãos em França e em todo o mundo."
(Éric Kayser)
O fabrico de pão está documentado desde a Idade Média, sendo para além de alimento indispensável do dia-a-dia, e usado como meio para pagamento de foros.
Como é do conhecimento geral, o Concelho de Valongo, no Porto, é uma zona muito importante de panificação e moagem, como são exemplo disso os moinhos de água do Rio Ferreira, ainda existentes, e alguns recuperados! Para além disso, temos o “Pão de Valongo”, vulgarmente conhecido como Regueifa.
Aquando das Invasões Francesas, em 1809, as tropas invasoras estiveram estacionadas em Valongo, tendo nessa altura havido falta de cereais, pelo que houve necessidade de se fazer racionamento do pão e reduzir a produção da regueifa por ser de grandes dimensões.
A forma adoptada foi a de diminuir ao peso, reduzindo o tamanho do pão para metade.
Essa medida foi tomada pelo General francês que comandava as tropas invasoras, que dava pelo nome de Moulet.
Daí o povo ter baptizado aquele pão com o nome de “molete”, aproveitando o nome do General que “decretou” a diminuição ao peso e ao tamanho do pão, para dessa forma poder alimentar os seus soldados.
Actualmente a regueifa é considerada uma iguaria no mundo do pão, dada a textura sedosa das suas camadas, obtidas após muito labor, em forma de coroa ricamente adornada por motivos estaladiços, propiciadores de fortuna.
Estes presépios tem uma mini regueifa, sendo uma bonita homenagem à cidade de Valongo.


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