segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Bordallo Pinheiro – Caldas da Rainha

A vida, para a vida, é sempre longa; mas para a arte é sempre breve; só quando se não faz nada há sempre tempo.”
(Agostinho Silva)

Raphael Bordallo Pinheiro é uma das personalidades mais relevantes da cultura portuguesa oitocentista, destacando-se nas áreas da cerâmica, artes e caricaturas.

 Em 1884 começa a sua produção de cerâmica, na Fábrica de Faianças nas Caldas, revelando peças de enorme qualidade artística e criativa, desenvolvendo: azulejos, painéis, potes, centros de mesa, jarros bustos, fontes lavatórios, bilhas, pratos, perfumadores, jarrões e animais agigantados, etc.

Também brilhou com as figuras populares como o Zé Povinho, a Maria da Paciência, a ama das Caldas, o polícia, o padre tomando rapé o sacristão de incensório nas mãos e muitos outros.
O seu notável trabalho na cerâmica fê-lo conquistar medalha de ouro em exposições internacionais (Madrid, Antuérpia, Paris e nos Estados Unidos).

Esta medalha faz parte da minha colecção e já tem mais de 20 anos!



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Bem feito - Viana do Castelo

"Onde existe o Amor existe a Trindade: um que ama, um que é amado e uma fonte de amor."
 (Santo Agostinho)


Este presépio faz parte da minha colecção, é feito em crochet e faz uma bonita homenagem à cidade de Viana do Castelo.

No ano de 1258 Viana foi fundada junto a desembocadura do Rio Lima por D. Afonso III.
Na Época das Descobertas, desta Vila marinheira, partiram muitas embarcações que voltaram repletas de tesouros que enriqueceram a população.

Em 1374, é concluída a muralha da Vila, na altura com quatro portas: Porta de S. Pedro, Porta da Ribeira, Porta do Postigo e Porta de Santiago.

A 1 de Junho de 1512, D. Manuel concede Foral Novo a Viana por a considerar importante pólo de comércio marítimo.

Em 1563, D. Sebastião classifica Viana como «Vila Notável», dizendo-a uma das mais nobres e de maior rendimento do reino.

No século XIX a população recebe o nome de Viana do Castelo quando D. Maria lhe concede o título de cidade.

É difícil resistir ao encanto da cidade de Viana do Castelo, quando a luz clara cria sombras geométricas por entre os majestosos edifícios históricos, onde os estilos manuelino, barroco, revivalista e art-déco predominam. As ruas e ruelas do centro histórico, um dos mais belos e bem conservados do Pais, chamam a nossa atenção, quer pelas belas fachadas, quer pelos painéis de azulejos preciosos no traço e na cor, constituindo um autêntico compêndio da história da arquitectura em Portugal.

Falta apenas partilhar uma curiosidade sobre o nome desta cidade! Conta-se que um cavaleiro se apaixonou por uma bela princesa. Rondava o castelo da sua amada, vezes sem conta, na esperança de a ver.
Um dia, na varanda mais alta do castelo, viu a princesa, Ana de seu nome, que lhe acenava.
Louco de alegria, o cavaleiro não se conteve e então gritava:
"Vi Ana do Castelo! Vi Ana do Castelo!"


A formiguinha - Viana do Castelo


"Nunca imites ninguém. Para que a tua produção seja como um novo fenómeno da natureza." - (Leonardo Da Vinci)



terça-feira, 7 de agosto de 2018

Janelas do Alentejo - Évora

“É o espaço aberto que parece não ter fim. São as cores e os cheiros que brotam da terra. É a inconfundível traça da arquitectura rural, presente nos "montes” das grandes herdades, no casario mais antigo das cidades, vilas e aldeias ou nas ermidas que pintam de branco o alto dos cabeços. É o que se lê nas formas de ser e de fazer, nas artes que se conservam e se renovam, na tradição que se mantém e se recria, no "cante” que, com alma e coração, só os alentejanos sabem cantar.”


As construções integraram-se na paisagem como se dela fizessem parte, utilizaram materiais e soluções adaptadas ao clima e à função e formaram conjuntos naturalmente equilibrados que, ainda hoje, são fonte de inspiração para as intervenções contemporâneas.

Passear pelo Alentejo é um encontro permanente com esta realidade e com os dois tipos de arquitectura que a exprimem: a erudita, por vezes de grande valia sob o ponto de vista do património monumental, e que é bem visível nos solares de grandes herdades e nas casas nobres dos centros urbanos; e a popular, que nos revela outras faces do património, de sabor genuinamente rural, e se observa no casario mais antigo das aldeias, vilas e cidades.

É possível identificar as casas térreas de um só piso, as paredes grossas e com poucas aberturas, as enormes chaminés, por vezes mais altas do que as casas, por onde saem os fumos das lareiras que aquecem as noites frias e curtem os enchidos caseiros!
A textura das paredes exteriores e interiores que as mulheres vão caiando e os coloridos rodapés que se pintavam em ocre ou azul.
Esta fachada está pintada de azul e tem um presépio bem pequenino.


Outro exemplar do mesmo autor, com um pequeno sobreiro: