(Adriana Falcão)
A palavra (carimbo) provém do vocábulo quibundo, “ka’rimbu”, que é língua falada em Angola e cujo significado é “marca.
No período do tráfico negreiro, os escravos africanos, antes de embarcarem para a América, eram marcados a ferro com o que tinham que pagar de impostos e taxas devidas à coroa. Estas marcas eram feitas com ferro em brasa e designadas por “Kirimbu”.
Os carimbos eram conhecidos como selos ou sinetes e eram usados para produzir marcas pessoais empregados para lacrar ou assinalar correspondências e documentos.
Com o desenvolvimento da imprensa o carimbo foi se popularizando, e produzido em ampla escala!
Consta que o carimbo pode ter inspirado Johannes Gutenberg a criar as prensas, equipamentos que revolucionaram a forma de imprimir documentos e livros. Gutenberg usava inicialmente pequeninos carimbos de metal com as letras do alfabeto. Posicionadas lado a lado, elas formavam palavras e por consequência frases completas naquilo que precedeu a linotipia. Com a composição feita por estes pequenos carimbos era possível imprimir documentos com mais rapidez e em quantidades diversas.
O primeiro livro impresso por Gutenberg, a Bíblia, misturou estes dois processos, sendo os textos feitos com os pequenos carimbos de metal agrupados formando palavras, frases e as ilustrações em xilogravuras.
Ao longo do tempo, os carimbos deixaram de ser usados apenas pelos nobres e autoridades para chancelar ou conferir notoriedade a papéis oficiais, passando a ser utilizados como marcas em cartas, registos, documentos, entre outros.
Estes carimbos com os presépios fazem parte da minha colecção e estão bastante originais, não acham?




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