quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Presépio marcador de livros - Coimbra



"Cada livro, cada volume que você vê aqui, tem uma alma. A alma da pessoa que o escreveu e quem os lê, viveram e sonharam . Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém baixa os olhos para as páginas, o seu espírito cresce e se fortalece.
(Carlos Ruiz) 

Na idade média, entre os séculos XIII e XV, os marcadores eram feitos de couro ou vitela, usando as sobras do mesmo material com que foi feita a capa do livro. Consistiam numa simples fita ao longo do livro ou em forma de triângulo.

A Rainha Elizabeth foi uma das primeiras, a receber um marcador de livros feito em seda com franjas de presente, em 1584.

Entre os séculos XVIII e XIX, um marcador que se tornou muito comum foi uma fita de seda estreita, geralmente com menos de um centímetro de largura, atada dentro do livro, na parte superior da coluna, que ia desde o início ao final da página.

Na época vitoriana, em que as senhoras ensinavam suas filhas a arte do bordado e da costura, as meninas começaram a produzir muitos marcadores para usar em suas bíblias e livros de oração. Eram produzidos em pequenos pedaços de fita bordados à mão.
Na década de 1860 começou-se a fabricar marcadores de tecido em máquinas, principalmente em Coventry, no centro da indústria da seda, Reino Unido.
Um dos primeiros foi produzido por J. & J. para marcar a morte do Príncipe consorte em 1891. Foi só por volta de 1880 que os marcadores impressos em cartolina começaram a aparecer.

Aqui fica a foto deste marcador que faz parte da minha colecção. 




Avental para garrafas de vinho - Coimbra

“A arte de se receber quem se quer bem …
O carinho da mesa posta, café, risos e “coisos.”
A alegria da partilha … um acto de amor.”
(Berenice Pasin)

Existem objectos com grande utilidade e este serve para preservar as toalhas de mesa das manchas de vinho. É colocado em volta da garrafa e tem o motivo de um presépio, como não poderia deixar de ser! Faz parte da minha coleção!



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Presépio dados de jogos - V.N. Gaia

O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipa ganha campeonatos.”
(Michael Jordan)

Os dados aparecem retratados em vasos pintados da Grécia antiga! Segundo a própria tradição grega, eles teriam sido inventados por Palamedes, na mítica guerra de Tróia.
Tudo indica, porém, que o jogo era conhecido por todos os povos da antiguidade: egípcios, persas, assírios e babilónios.
Mais tarde, por volta do ano 302 a. C., os legionários romanos que conquistaram a Grécia acabaram por difundir o jogo por todos os países sob o seu domínio.
A segunda frase mais famosa do imperador Júlio César (100-44 a.C.) – só perdendo para a última delas: “Até tu, Brutus!” -, desferida quando ele se lançou à tomada do poder em Roma, citava o jogo de dados: Alea jacta est, ou “A sorte está lançada”.
Segundo o historiador romano Plutarco (46-119), César costumava jogar dados com os senadores, antes de derrubar o Senado e tornar-se imperador.

Durante a Idade Média, jogar dados tornou-se o passatempo preferido dos Cavaleiros, existindo até escolas de jogadores de dados!
Depois do fim do feudalismo o famoso Landsknecht, mercenário alemão, ficou conhecido pela reputação de ser o melhor jogador de dados no seu tempo.

Uma pequena curiosidade quanto aos dados clássicos de seis lados: a soma dos lados opostos resulta no número sete. Ou seja, se de um lado temos o número um automaticamente teríamos o número seis do outro lado. Isso ocorre também com o dois casando com o cinco, e o três com o quatro.

Este "presépio" é composto por dados de diversos tamanhos e cores.



Presépio peças de puzzle - V.N. Gaia

A vida é como um quebra-cabeças e o tempo é quem encaixa as peças.”
(R. Valpa)

A origem do “puzzle” (quebra-cabeça) deu-se em 1760, quando os fabricantes de mapas colaram os mesmos em madeiras e depois os cortaram em pedaços pequenos.

Em 1908, os puzzles de madeira eram bastante caros. Um puzzle com 500 peças de madeira chegava aos 5 dólares!
Durante a grande depressão (1929) os “puzzles” para adultos eram muito populares, atingindo o pico de venda por volta de 1933.

Isto tornou-se um sucesso educacional e desde então os “puzzles”, foram-se difundindo para a Europa e para os EUA!

O maior quebra-cabeça existente,  tem 32.256 peças e mede 5,44 x 1,92 metros, apresentando 32 imagens do artista Keith Haring. É produzido pela Ravensburger, na Alemanha!




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Artes da Flor - Funchal - Madeira

As árvores pareciam enormes e os seus ramos sem folhas enchiam o céu de desenhos iguais a pássaros fantásticos.
(Sophia de Mello Breyner)

O Azevinho é um arbusto repleto de significados, tipicamente utilizado nas decorações natalícias e traz consigo, além do belo efeito ornamental, as mensagens de protecção, felicidade e paz.
Esta planta já era utilizada pelas civilizações pré-cristãs, com o intuito de espantar maus espíritos.

Para os romanos, o Azevinho era considerado sagrado, sendo oferecido como presente durante o festival da Saturnália, que ocorria em Dezembro.

Já os cristãos passaram a associar a bela folhagem deste arbusto, de aspecto espinhoso, à coroa de Cristo. As bagas vermelhas representariam seu sangue derramado na cruz.

O Azevinho é nativo de várias regiões da Europa, Ásia e norte da África. Conhecido como Holy ou English Holy, este arbusto pertence à família Aquifoliaceae, a mesma da erva-mate. Planta de crescimento lento, o Azevinho pode viver por mais de um século! Bastante resistente, adapta-se a várias condições climáticas, permanecendo com as folhas verdes durante o rigoroso inverno europeu.
As flores do Azevinho são menos conhecidas, apresentando a coloração brancas, com quatro lóbulos, surgindo durante a primavera. Quando polinizadas, transformam-se nos graciosos frutos vermelhos que todos admiram, perdurando durante o outono e o inverno.

Aqui fica a foto deste original presépio em que o cabelo de José, Maria e o Menino Jesus são folhas desta típica planta de Natal. Faz parte da minha colecção e está muito engraçado, não acham?



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Maria Botas - Santarém

"A beleza agrada aos olhos, mas é a doçura das acções que encanta a alma."
 (Voltaire)

Hoje fui presenteada por uma amiga por este bonito presépio com cores que associo ao Natal: o vermelho, o dourado e o branco.

O vermelho representa o amor. E por ser uma cor quente significa também alegria, que aparece quando o amor prevalece entre as pessoas. Por isso é a cor mais importante do Natal.

O dourado representa o sol, a luz e a presença do divino. E tem um significado muito bonito que é o da generosidade, de presentear. Um dos presentes que os réis magos trouxeram para Jesus ao nascer foi ouro, além de incenso e mirra. O dourado sempre apareceu nas árvores de Natal também com a estrela, que guiou o caminho dos magos pelo deserto.

O branco representa a neve e o frio, e também a pureza e a inocência. É um símbolo de renascimento. No catolicismo, significa a vinda da luz de Cristo para o mundo.

Estou encantada com este bonito presépio e que tem um significado especial e de enorme ternura na minha colecção. Obrigada de coração a quem me ofereceu.








sábado, 8 de fevereiro de 2020

Teresinha Sousa artesanato – Aveiro

Há-os com o costado por pintar, há-os todos negros, com o grande pescoço Segui de cisne, no momento em que volta a cabeça para trás, e com um toque de vermelho no leme…”
(Raul Brandão)

Moliceiro era uma embarcação usada para apanhar o moliço, o qual era a principal fonte da adubagem nas terras agrícolas de Aveiro!
É considerado um elemento ex-libris da região de Aveiro. Tem decoração colorida e humorística na sua proa que não deixam ninguém indiferente!
Para construir este tipo de embarcação é preciso 25 dias e muita madeira de pinheiro! Eles resistem cerca de 7 anos!

Aqui fica a foto deste presépio transportado sobre um moliceiro. 


Luís Santos - Vila Nova de Gaia

A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer precisa de destruir um mundo.”
(Hermann Hesse)

O ovo tem grande simbologia para a natureza. Muitos animais nascem de ovos.

Do ponto de vista religioso, o ovo é considerado símbolo do nascimento e da vida. A relação com a Páscoa, comemorada pelos cristãos, está a partir da Ressurreição de Jesus Cristo, que representa a esperança de uma nova vida para toda a humanidade.

Os primitivos ovos  produzidos por Peter Carl Fabergé para os czares russos eram adornados com metais, pedras preciosas e porcelana e continham surpresas e miniaturas que eram oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial. 

Com a evolução dos tempos, foram-se simplificando e tornando a preços mais acessíveis.

Este ovo que vos apresento é uma réplica de ovo Fabergé e tem um coelho, animal que associamos à Páscoa. E abrindo-o, temos a surpresa deste presépio. Reparem em todos os pormenores e cores. Está engraçado, não acham?


Ovo fechado:

Ovo aberto com pormenores do presépio: 






sábado, 1 de fevereiro de 2020

Fábia Costa - Esposende

Os mais fortes de todos os guerreiros são estes dois: tempo e paciência.”
(Leon Tolstoi)

Calendário é um sistema para contagem e agrupamento de dias que visa a atender principalmente às necessidades civis e religiosas de uma cultura. A palavra deriva do latim calendarium, "livro de registro", que, por sua vez, deriva de calendae, que indicava o primeiro dia de um mês romano. As unidades principais de agrupamento dos dias são o mês e o ano!

Desde a pré-história que o Homem ficou deslumbrado pela sucessão dos dias e das noites e pelo desenrolar das fases da Lua: estes fenómenos conduziram às noções de dia e de mês. A noção de ano é menos evidente e foi só com o desenvolvimento da agricultura que os povos primitivos se aperceberam do ciclo das estações. São, portanto, o dia, o mês lunar ou lunação e o ano os períodos astronómicos naturais utilizados em qualquer calendário.

Os mais primitivos calendários do velho Continente, de que a História nos proporciona uma informação concreta, são o hebreu e o egípcio. Ambos tinham um ano civil de 360 dias: curto para representar o ciclo das estações, mas grande para corresponder ao chamado "ano lunar" , que se define como um período de tempo igual a 12 lunações completas existentes no ano trópico, ainda desconhecido.

O calendário de Rómulo foi reformulado por Numa Pompílio, o qual, seguindo o exemplo dos gregos, estabeleceu o ano de 12 meses, mas introduzindo em primeiro lugar o mês de Januarius, dedicado a Jano, e em último lugar o mês de Februarius, dedicado a Februa, ao qual os romanos ofereciam sacrifícios para expiar as suas faltas de todo o ano.

No ocidente, o calendário juliano baseado em anos foi o adoptado. Ele numera os dias dentro dos meses, que são mais longos que o ciclo lunar, por isso não é conveniente para seguir as fases da Lua, mas faz um trabalho melhor seguindo as estações. Infelizmente, o ano tropical da Terra não é um múltiplo exacto dos dias (é de aproximadamente 365,2422 dias), então lentamente cai fora de sincronia com as estações. Por essa razão, o calendário gregoriano foi adoptado mais tarde na maior parte do ocidente. Por usar um recurso matemático de ano bissexto (os anos centenários são bissextos somente se puderem ser divididos por 400 e seu resultado for sem fracção, logo, quando for, por exemplo, 2 100, 2 200, 2 300, 2 500 e 2 600, estes anos não serão bissextos), pode ser ajustado para fechar com as estações como desejado.

Este calendário tem um presépio, como não poderia deixar de ser!