terça-feira, 29 de novembro de 2022

Francisco Simões - Évora

 "Bordar é transformar linhas em amor."

(Lara Ordones)

O homem primitivo descobriu que poderia usar fios para juntar pedaços de pele para fazer roupas; através de um processo natural de aprendizagem, também descobriu que o mesmo fio poderia ser utilizado para fazer padrões decorativos sobre as roupas. Com o passar do tempo, acrescentou-se outros materiais, como pedras e ossos.

Os gregos e os romanos, persas e indianos intensificaram esta arte. Os árabes deixaram em Portugal autênticas obra de arte de bordados em selas, arreios de cavalos, botas e bainhas de sabres.

Os bordados são prova de um excelente trabalho que perdurou nas civilizações antigas e que prevalece até os dias de hoje. Cada país tem seu próprio estilo distinto de “bordar”, que traduz a cultura e a imagem da sua história e da sua tradição. Eles têm ajudado a civilização a tornar-se mais consciente da beleza criada por uma agulha e uma linha. Desenhos intrincados, padrões coloridos, complexos e brilhantes têm acrescentado uma beleza própria aos tecidos, agregando valor à sua utilidade.

Em Portugal há bordados tradicionais em diversos pontos do país. Os bordados regionais com maior expressão comercial situam-se na Madeira, nos Açores – o mais conhecido é o de São Miguel –, em Viana do Castelo, em Guimarães, nas Caldas da Rainha e em Castelo Branco. Outros que não conhecem a fama de outrora são os bordados de Tibaldinho (Mangualde), os de Terras de Sousa, de Óbidos e de Nisa.

Este presépio bordado faz parte da minha coleção e está uma ternura! 



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