sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Bem feito - Viana do Castelo

 

O poeta Pedro Homem de Melo escreveu um dos mais famosos fados cantados por Amália Rodrigues:

Se o meu sangue não me engana

 Como engana a fantasia

Havemos de ir a Viana

 Ó meu amor de algum dia

Ó meu amor de algum dia

 Havemos de ir a Viana

Se o meu sangue não me engana

Havemos de ir a Viana.”

 Esta magnifica joia, foi criada nos finais do século XVIII, quando a rainha D. Maria I (1734-1816) que, grata pelo nascimento do seu filho varão, pediu que lhe fosse feito um coração em ouro em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus. Esta peça foi concebida numa forma de coração que se tornou icónica, e no topo, tem uma "coroa" com cornucópias que simbolizam as chamas que brotam desse símbolo cristão. Todo ele é preenchido com finos e delicados fios de filigrana.

O Coração de Viana, que é atualmente utilizado como símbolo da cidade de Viana do Castelo! Diz-se mesmo que " Viana é amor.! 

Este presépio é feito em crochet e retrata bem Viana. 





Gravura com pérolas - Porto

 “Felicidade é um colar de pérolas raras, construídas lentamente com a simplicidade de pequenos acontecimentos do dia a dia.” 

(Edna Frigato)

A produção da pérola pela ostra nada mais é do que um mecanismo de defesa do animal, quando ocorre a penetração de corpos estranhos, como grãos de areia, parasitas, pedaços de coral ou rocha, entre a concha e o manto. Quando esse corpo estranho está no interior da ostra, o manto do animal envolve essa partícula em uma camada de células epidérmicas, que produzem sobre ela várias camadas de nácar, originando a pérola. O processo de fabricação de uma pérola pela ostra demora em média três anos, e geralmente elas são retiradas com 12 mm de diâmetro. As pérolas podem ser de várias cores, como rosa, vermelha ou azul, e essas cores se devem a detritos, proteínas ou à cor interna da concha do animal. A pérola mais rara que existe é a pérola negra, e ela pode ser encontrada no Taiti e nas ilhas Cook.

Esta gravura foi feita com pequenas pérolas e faz parte da minha coleção! 




quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Presépio pintado - Porto

 "As cores na pintura são como chamarizes que seduzem os olhos, como a beleza dos versos na poesia. A pintura é poesia sem palavras. Tal como o espaço vazio numa pintura, o tempo em que nada acontece tem seu propósito. A pintura deve parecer uma coisa natural vista num grande espelho."

(Nicolas Poussin)


Este presépio foi pintado à mão e está engraçado!



 


Presépio nutella - Porto

 "Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. "(Cora Coralina)

Nutella foi criado pela empresa italiana Ferrero no ano de 1963!

 É conhecida e apreciada mundialmente. Este micro frasco de nutella tem um presépio em cima, como não poderia deixar de ser!





sábado, 24 de dezembro de 2022

Maria Pitanga - Lisboa

 

"Um homem que não se alimenta de seus sonhos, envelhece cedo.”

(William Shakespeare)


Este presépio é feito com fios de muitas cores o que lhe transmite vivacidade e alegria! 



sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Maria Milheiriço - Sardoal

 

"Naquele dia, fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoado para sempre.Nem sei de quê."

 (Mário Quintana)


O primeiro documento escrito encontrado que prova a importância do Sardoal data de 11 de Janeiro de 1313, através de carta da Rainha Santa Isabel, que obrigava os passageiros que viessem da Beira para Abrantes e Constância a passarem por dentro do lugar de Sardoal para pagarem tributo.

Em 1531 D. João III elevou o Sardoal a vila e um ano mais tarde demarcou, por carta, os seus limites territoriais, de acordo com a sua nova condição.

O século XVI é considerado como o “século de ouro” da história do Sardoal. Foi neste século que os Autos de Gil Vicente foram escritos; foi fundada a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal; foram pintados os Quadros do Mestre de Sardoal (encontram-se na Igreja Matriz); foi construída a Igreja da Misericórdia e fundado o Convento de Santa Maria da Caridade.

Este último monumento exibe freixos trazidos pelos sardoalenses que acompanharam Vasco da Gama na sua segunda viagem à Índia. Estes factos não são de estranhar se considerarmos que o Senhorio do Sardoal pertencia à família dos Almeida, os Condes de Abrantes, que detinham na altura os principais cargos de governação do reino! Note-se também, que o primeiro Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Almeida, foi comendador do Sardoal. Entre de 1807 e 1811 passaram por aqui as Invasões Francesas, a 1.ª e a 3.ª, dirigidas por Junot e Massena, respetivamente.

Por fim, salientam-se as manifestações religiosas que assumem características únicas no concelho de Sardoal. A Semana Santa, com as tradicionais procissões e as capelas enfeitadas com tapetes de flores e verduras naturais têm trazido ao concelho dezenas de milhares de visitantes todos os anos.

Foi nesta bonita vila que nasceu Maria Milheiriço e que nos encanta com o seu artesanato maravilhoso! Este presépio é a prova disso!



Fernando Rodrigues - Vila do Conde

 

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” (Nelson Mandela)




Patrícia Almeida - Mêda

 

"A noite é mais pura do que o dia, é melhor para pensar, amar e sonhar. À noite tudo é mais intenso, mais verdadeiro. O eco das palavras que foram ditas durante o dia assume um significado novo e mais profundo.” 

(Elie Wielsel)

Este presépio faz-nos lembrar a noite e o luar repleto de lindas estrelas. 



Presépio sobre bacalhau - Ílhavo

 "O bacalhau é um peixe lavado e passado a ferro."

(Barão de Itararé)

O bacalhau é característico de Portugal, frequentemente associado à composição da mesa natalícia. É um dos alimentos mais populares entre os portugueses e a sua introdução nos hábitos alimentares é secular.

Os primeiros indícios relacionados com a pesca e a salga do bacalhau em Portugal, remontam ao século XIV. Foi na época dos Descobrimentos, que os portugueses viram o bacalhau como o peixe ideal, que resistia às longas travessias marítimas.

Os pioneiros na pesca do bacalhau foram os vikings que, na falta do sal, deixavam o peixe a secar ao ar livre, dispostos nos barcos. Na Idade Média, o sal era um trunfo que os portugueses tinham e utilizavam como moeda de troca com os países nórdicos, de quem importavam o bacalhau e para quem exportavam o sal.

Por volta do ano de 1506 nasceu um imposto sobre o bacalhau que entrava nos portos entre o Douro e o Minho. Entretanto, a pesca por frotas portuguesas manteve-se irregular e acabou por ser interrompida durante a dinastia filipina.

O consumo do bacalhau salgado seco generalizou-se durante o século XVII e, até ao século XX, consumia-se o chamado “bacalhau inglês”. Portugal retomou as suas viagens à Terra Nova no ano de 1835, pela Companhia de Pescarias Lisbonense.

Este presépio está sobre um mini bacalhau e faz parte da minha coleção! 




sábado, 17 de dezembro de 2022

Porta-chaves - Valongo

 "O amor é tecido pela natureza e bordada pela imaginação."

(Voltaire)

Este porta-chaves faz parte da minha coleção e foi comprado numa exposição de presépios. 



segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Presépio de Sal - Rio Maior

 "Deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está nas nossas lágrimas e no mar..."

(Khalil Gibran)

O sal é uma substância vital para o ser humano! O sal está presente na Terra desde a sua formação, e foi no meio salino que surgiram os primeiros seres unicelulares, desempenhando um importante papel na evolução dos seres vivos e na história da humanidade. Os registos do uso do sal pelos homens remontam há cinco mil anos. Ele já era usado na Babilônia, no Egito, na China e Colômbia, principalmente como moeda, como forma de conservar alimentos e para lavar, tingir e amaciar o couro. Devido à sua escassez e importância, o sal chegou a ter o valor equivalente ao ouro, e foi o pivô de guerras e disputas – só para se ter uma ideia, as primeiras estradas construídas tinham como objetivo transportar o sal. Durante o Império Romano, os soldados eram pagos com rações - as Salarium Argentum - que deram origem à palavra salário! 

O sal Português sempre foi considerado até no estrangeiro, de qualidade superior. Portugal foi um país exportador, no reinado de D. Afonso Henriques, Aveiro fornecia sal para todo território nacional e também exportava grandes quantidades. Mais tarde, no reinado de D. João I, foi permitida a exportação de sal do Algarve e de Lisboa.

Esteve presente na Guerra dos Cem Anos, no luxo da Corte de Versalhes e na Revolução Francesa, no domínio de Portugal sobre o Brasil e, até, na Independência da Índia em relação a Inglaterra, em 1948, entre muitos outros.

O poder e valor atribuídos ao sal foram de tal ordem que este se tornou num símbolo de diversas religiões e o elemento de muitas superstições. E, se para alguns era símbolo de fertilidade, pureza ou saúde, para outros é um sinal de mau agouro.

O sal preserva os alimentos, criando um ambiente hostil para alguns micro-organismos patogênicos, inibindo seu crescimento e evitando a deterioração.

O sal provoca a fortificação do glúten nas massas, produzindo uniformidade, dureza e textura.

O sal tem como principal função no organismo garantir o equilíbrio dos fluidos corporais, assim como regular o ritmo cardíaco, o volume de sangue, a transmissão de impulsos nervosos e as contrações musculares e outros.

Existem muitas espécies de Sal como o sal rosa, sal marinho, flor de sal, sal refinado, sal negro!

Este presépio foi comprado no passeio que fiz aos presépios de sal de Rio Maior! Recomendo uma visita!