"Naquele dia, fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoado para sempre.Nem sei de quê."
(Mário Quintana)
O primeiro documento escrito
encontrado que prova a importância do Sardoal data de 11 de Janeiro de 1313,
através de carta da Rainha Santa Isabel, que obrigava os passageiros que
viessem da Beira para Abrantes e Constância a passarem por dentro do lugar de
Sardoal para pagarem tributo.
Em 1531 D. João III elevou o
Sardoal a vila e um ano mais tarde demarcou, por carta, os seus limites
territoriais, de acordo com a sua nova condição.
O século XVI é considerado como o
“século de ouro” da história do Sardoal. Foi neste século que os Autos de Gil
Vicente foram escritos; foi fundada a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal;
foram pintados os Quadros do Mestre de Sardoal (encontram-se na Igreja Matriz);
foi construída a Igreja da Misericórdia e fundado o Convento de Santa Maria da
Caridade.
Este último monumento exibe
freixos trazidos pelos sardoalenses que acompanharam Vasco da Gama na sua
segunda viagem à Índia. Estes factos não são de estranhar se considerarmos que
o Senhorio do Sardoal pertencia à família dos Almeida, os Condes de Abrantes,
que detinham na altura os principais cargos de governação do reino! Note-se
também, que o primeiro Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Almeida, foi
comendador do Sardoal. Entre de 1807 e 1811 passaram por aqui as Invasões
Francesas, a 1.ª e a 3.ª, dirigidas por Junot e Massena, respetivamente.
Por fim, salientam-se as
manifestações religiosas que assumem características únicas no concelho de
Sardoal. A Semana Santa, com as tradicionais procissões e as capelas enfeitadas
com tapetes de flores e verduras naturais têm trazido ao concelho dezenas de
milhares de visitantes todos os anos.
Foi nesta bonita vila que nasceu
Maria Milheiriço e que nos encanta com o seu artesanato maravilhoso! Este
presépio é a prova disso!

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