quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Pérola de algodão - Portugal

 "Os idolos não são feitos apenas de barro e de gesso."

(António Francisco)

O gesso é um dos materiais construtivos mais antigos produzidos pelos seres humanos, tal qual o cal e a terracota. Descobriram este material em antigas ruinas na Siria e na Turquia, cerca do ano VIII a.C.

O gesso é um material branco fino que em contato com a água se hidrata, formando um produto não hidráulico e rijo. A produção do gesso se dá pela mineração e calcinação da gipsita, mineral natural produzido pela evaporação de mares. As fábricas de chapas de gesso e outros derivados da gipsita são instalações relativamente limpas, que liberam quase somente vapor d’água na atmosfera. 

A GIPSITA é um mineral encontrado em abundância em muitas partes do globo terrestre.

Na África foi descoberto que os bárbaros construíram barragens e canais com um gesso de altíssima resistência, que garantiram, por muitos séculos, a irrigação das palmeiras de Mozabe, e que também o utilizaram junto a blocos de terra para erguerem suas edificações.

Uma carta real de 1292, na França, fala da exploração de 18 jazidas de pedra de gesso na região parisiense. Na época o uso era em argamassas, colocação de placas de madeira, fechamento de ambientes e na construção de chaminés monumentais.

Este presépio é feito em gesso perfumado e faz parte da minha coleção!



sábado, 16 de novembro de 2024

3 D - Porto

 "Todo o artista foi uma vez amador.” 

(Ralph Waldo Emerson) 

 Em 1945, um conto de Murray Leinster chamado “Things Pass By” (“As Coisas Passam”) descreve um processo em que um material plástico passa por um braço móvel, sai por sua extremidade e endurece à medida que sai, transformando desenhos digitalizados em reais.

 O que era ficção científica à época, tornou-se realidade. Em 1971 de Johannes F. Gottwald, cuja ideia era fabricar um objeto feito de metal liquefeito que solidificasse em uma forme pré-determinada. 

Em 1984, o empresário Bill Masters registrou uma patente que mencionou pela primeira vez o termo “Impressão 3D”.

O inventor Chuck Hull foi o primeiro a fabricar uma impressora SLA, capaz de criar modelos 3D pela cura de resina fotossensível, camada por camada. Hull também foi o primeiro a conseguir a patente para essa tecnologia.

Nos anos 90 e 2000 as impressoras 3D´s multiplicaram-se e passou a ser usado em projetos de arquitetura e engenharia.

Este presépio é 3D e faz parte da minha coleção! 




quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Agulha & artes - Cartaxo

 "A vida pode ser comparada a um bordado que no começo da vida vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas é mais esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos."

(Arthur Schopenhauer)

Ao contrário de outros artesanatos têxteis, o bordado teve desde suas origens uma função essencialmente estética e não utilitária, e por isso se tornou um campo muito atraente para a arte popular.

O bordado é a arte de ornamentar os tecidos com fios diferentes, formando desenhos. Esse trabalho executa-se à mão ou à máquina, com agulhas de várias grossuras e feitios, inclusive as de gancho ou crochê. Os fios empregados para bordar podem ser os mais variados: de algodão, seda, linho, ráfia, ouro e prata, e ainda de fibra sintética, náilon, acrílico e celofane. O bordado, além dos fios, complementa-se com outros elementos que vão de materiais preciosos, como ouro, prata, pérolas, pedras preciosas, lantejoulas e canutilhos, até os mais rústicos, como sementes, conchinhas, palha, contas de vidro ou de madeira etc. O bordado pode ser plano ou em relevo, que por vezes o torna semelhante a uma escultura. 

As civilizações antigas que se desenvolveram nas margens do Eufrates, a arte do bordado foi muito cultivada. Nos monumentos da Grécia antiga, aparecem figuras com túnicas bordadas. Os hebreus também usavam bordados, cuja invenção atribuíram a Noema. Em várias passagens da Bíblia há referência à arte de bordar. Homero fala dos bordados de Helena e Andrômaca, nos quais essas princesas documentaram episódios da guerra de Tróia. Os romanos pouco utilizaram o bordado até a formação do império, mas, a partir de então, essa arte generalizou-se.

Foi a partir do século VII, porém, que o interesse pelo bordado se tornou sistemático no Ocidente. Nos séculos seguintes, sua prática intensificou-se, a ponto de abadias e mosteiros se transformarem em verdadeiras oficinas de artesanato. As rainhas e suas damas também se dedicavam ao bordado. Em breve apareceram armas, brasões, escudos e pendões bordados a cores e em ouro e prata. No século XVI, difundiu-se o costume de bordar cenas semelhantes a pinturas, reproduzindo temas religiosos, históricos etc.

Este aro para ajudar a bordar tem um presépio bordado e faz parte da minha coleção! 



Agulha & Artes - Cartaxo

 “Se eu pudesse me vestir de flores,

quem melhor me enfeitaria?

A beleza do Jasmim, com o brilho do luar? ou a calma da Alfazema, que me faz suportar, o orgulho da Amarílis, que só Deus pode aguentar.

Eu sou Flor de Laranjeira: Pureza, Inocência e Amor,

Não posso misturar-me com a beleza de outra flor!”

(Regina Coeli)

Existem mais de 30 variedades de lavanda, que se podem encontrar no estado selvagem na Ásia, África e Europa. Esta planta já era usada pelos fenícios, egípcios e persas que usavam para perfumar e mumificar os mortos há mais de 2500 anos atrás. 

A primeira cultura de lavanda foi registada pelos antigos egípcios que a utilizavam para produzir óleo que fazia parte dos perfumes para preservação de múmias (pele e intestinos), incluindo o túmulo de Tutankhamen (1341-1323 A.C), disfarçando assim os cheiros da putrefação.

As lavandas e alfazemas são plantas que pelas suas flores roxas ou lilases e pela sua fragrância, atraem abelhas que produzem mel muito rico e com sabor muito agradável.

No século XII, o alemão Abbess Hildegard verificou a eficácia da alfazema contra as moscas e traças.

O nome “Lavender” foi dado pelos romanos, que tinham por hábito esmagar as flores e folhas da planta para acrescentar à água do banho. Os ramos de flores, eram colocados nos armários para impregnar a roupa com o seu cheiro.

O rei Carlos VI de França enchia as almofadas com lavanda. 

A rainha Elisabete I de Inglaterra, queria a lavanda presente nos arranjos da mesa real e exigia um ramo fresco todos os dias. 

Luís XVI, banhava-se com água perfumada com lavanda. 

A rainha Victoria usava um desodorizante com esta planta e Elisabete I e II, usavam produtos da companhia lavender Yardley a Co., de Londres.

Aqui fica a foto desta delicada almofadinha de lavanda e que faz parte da minha coleção!