quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Agulha & Artes - Cartaxo

 “Se eu pudesse me vestir de flores,

quem melhor me enfeitaria?

A beleza do Jasmim, com o brilho do luar? ou a calma da Alfazema, que me faz suportar, o orgulho da Amarílis, que só Deus pode aguentar.

Eu sou Flor de Laranjeira: Pureza, Inocência e Amor,

Não posso misturar-me com a beleza de outra flor!”

(Regina Coeli)

Existem mais de 30 variedades de lavanda, que se podem encontrar no estado selvagem na Ásia, África e Europa. Esta planta já era usada pelos fenícios, egípcios e persas que usavam para perfumar e mumificar os mortos há mais de 2500 anos atrás. 

A primeira cultura de lavanda foi registada pelos antigos egípcios que a utilizavam para produzir óleo que fazia parte dos perfumes para preservação de múmias (pele e intestinos), incluindo o túmulo de Tutankhamen (1341-1323 A.C), disfarçando assim os cheiros da putrefação.

As lavandas e alfazemas são plantas que pelas suas flores roxas ou lilases e pela sua fragrância, atraem abelhas que produzem mel muito rico e com sabor muito agradável.

No século XII, o alemão Abbess Hildegard verificou a eficácia da alfazema contra as moscas e traças.

O nome “Lavender” foi dado pelos romanos, que tinham por hábito esmagar as flores e folhas da planta para acrescentar à água do banho. Os ramos de flores, eram colocados nos armários para impregnar a roupa com o seu cheiro.

O rei Carlos VI de França enchia as almofadas com lavanda. 

A rainha Elisabete I de Inglaterra, queria a lavanda presente nos arranjos da mesa real e exigia um ramo fresco todos os dias. 

Luís XVI, banhava-se com água perfumada com lavanda. 

A rainha Victoria usava um desodorizante com esta planta e Elisabete I e II, usavam produtos da companhia lavender Yardley a Co., de Londres.

Aqui fica a foto desta delicada almofadinha de lavanda e que faz parte da minha coleção! 





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