terça-feira, 19 de agosto de 2025

Fraternidade Irmãzinhas de Jesus - Fátima

 “A amizade é o eco do Divino sobre a terra, e o testemunho mais certo da presença de Deus e de sua graça na vida do ser humano"

A fraternidade das Irmãzinhas de Jesus foi fundada pela irmã Madalena de Jesus em 1939, na Argélia. 

Madalena Hutin, nascida em Paris em 1898, desde cedo manifestava a vontade de se consagrar a Deus. Aos 23 anos, descobriu a vida e os escritos de Carlos de Foucauld e encontrou o seu ideal de vida: “o Evangelho vivido, a pobreza total e, sobretudo, o amor”. Seguindo as pegadas daquele Beato, rumou à Argélia para viver “como Jesus de Nazaré”, espalhando o Evangelho entre os povos muçulmanos e partilhando com amizade a dureza da vida dos nómadas do Saara. 

Foi aí que, em 1939, fez a sua profissão religiosa e deu início à Fraternidade das Irmãzinhas de Jesus, que sonhava com uma congregação de “nómadas e contemplativas”, vivendo o Mistério da Encarnação no meio do mundo. Dizia que cada fraternidade deveria ser “como a gruta de Belém, uma manifestação da presença de Jesus, um sinal da ternura de Deus, um raio de luz e de esperança”.

Contemplativas no meio do mundo, as Irmãzinhas de Jesus têm como lema “Jesus Amor”, assumindo-O como único modelo e centrando a sua espiritualidade no Evangelho e na Eucaristia. Tal como a fundadora, procuram “manter o coração aberto às dimensões do mundo, desejando que todas as barreiras sejam demolidas e uma solidariedade e aproximação se construam, partilhando a vida com os mais pobres para os ajudar a criar condições de vida mais humanas, justas e fraternas”.

O artesanato que  estas irmãs fazem são artigos religiosos e peças de arte sacra que são comercializados por todo o país. 

Aqui fica a foto deste presépio que faz parte da minha coleção. 



Antius - Ançã

 “A vitória vem para quem luta. O milagre para quem tem fé e a recompensa para quem confia."


O bolo de Ançã é um doce tradicional da região Centro de Portugal, com origem na vila de Ançã. A sua receita, transmitida de geração em geração, utiliza ingredientes simples como farinha, açúcar, ovos, manteiga e fermento de padeiro. É conhecido pela sua textura leve e macia, com um característico topo dourado e pequenas "cristas", e é um símbolo da doçaria local, frequentemente associado a festividades e feiras da região. As boleiras de Ançã, que vendem os bolos em açafates, são uma imagem icónica da vila, especialmente em feiras e mercados.

Este presépio faz uma bonita homenagem  às boleiras que confecionam este saboroso bolo. 

Aqui ficam as fotos do bolo de Ançã e do presépio: 









Antius - Ançã

 Eu nunca quis cantar. Eu só queria ficar tocando guitarra no fundo do palco.”

(Kurt Kobain)

A guitarra clássica, também conhecida como guitarra espanhola, tem uma longa e rica história que se desenvolveu ao longo de muitos séculos. A sua origem pode ser traçada até aos antigos instrumentos de cordas usados nas regiões mediterrâneas e do Médio Oriente.

A guitarra tem raízes em instrumentos antigos como o oud, trazido para a Península Ibérica pelos mouros durante a ocupação muçulmana (711-1492). O oud é um instrumento de cordas sem trastes, tocado com uma palheta.

Durante o século XV e XVI, surgiu a vihuela, em Espanha, um instrumento de cordas que tinha um formato semelhante ao da guitarra moderna e que era utilizado tanto na música de corte como  na música popular.

António de Torres (1817-1892): Torres é frequentemente considerado o “pai da guitarra moderna”. Ele introduziu diversas inovações, como a ampliação do corpo da guitarra e a utilização do sistema de varetas em leque, que proporcionavam uma maior ressonância e projeção de som. As guitarras construídas por Torres estabeleceram o padrão para a construção de guitarras clássicas que é seguido até hoje.

Este presépio está em cima de uma guitarra e está muito engraçado. 



sábado, 16 de agosto de 2025

Ovelhas e cores - Vale de Cambra

 “O fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro.”

(Mário Sérgio Cortella)

Estes presépios estão muito fofinhos e fazem parte da minha coleção! 






Artes da Joana - Quarteira

 “Viajar, num sentido profundo, é morrer. É deixar de ser manjerico à janela do seu quarto e desfazer-se em espanto, em desilusão, em saudade, em cansaço, em movimento, pelo mundo além.” 

(Miguel Torga)

O manjerico, uma planta aromática da família do manjericão, tem origem no Médio Oriente e é um símbolo marcante das festas populares portuguesas, especialmente as de Santo António, São João e São Pedro. A sua história e significado estão profundamente ligados à tradição de oferecer a planta como presente, especialmente durante as festas, acompanhada de quadras populares, simbolizando amor, carinho e sorte. 

 De acordo com a velha tradição, deve oferecer-se o manjerico à pessoa amada e ela deve cuidar da planta até ao ano seguinte!

É um presépio bem pequenino e faz parte da minha coleção! 

  




Presépio - Alentejo

" Um escritor é um homem como os outros: sonha. E o sonho foi o de poder dizer deste livro, quando terminasse: isto é um livro sobre o Alentejo”. 

(José Saramago)

O Alentejo é carateristico pelos seus montes com trigo amarelo e sobreiros onde descansam ovelhas e gado. É uma imensidão de terra que deleita o nosso olhar. 

Este presépio retrata bem esta região e faz parte da minha coleção.