quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Berta Paiva - S. Miguel - Açores


"A respiração do mar é-lhes indispensável à vida".

(Raul Brandão)

A origem dos trabalhos em escamas de peixe nos Açores está ligada à abundância de peixes no mar do arquipélago e à criatividade dos artesãos locais, que transformam as escamas em "flores" e outras peças ornamentais, aproveitando a diversidade de texturas e cores para criar peças de artesanato tradicionais e únicas.

As escamas de peixe são o material principal, sendo lavadas, escolhidas e recortadas com tesouras para criar formas de flores, folhas e outros motivos.

Este presépio foi elaborado com escamas de peixe e está encantador. 



Presépio mosaico - Porto

 “Poucos enxergam que somos um mosaico, e cada pedaço conta uma história" 

( Brione Capri)

A origem do mosaico remonta à Mesopotâmia por volta de 3000 a.C., com os sumérios a utilizarem pedras e conchas para ornamentação. A técnica foi aprimorada na Grécia Antiga, ganhando contornos artísticos, e expandida pelos Romanos, que a utilizaram em larga escala em suas construções.

Os romanos popularizaram a arte e a expandiram, utilizando mármores coloridos e vidros em residências e edifícios públicos, como em Pompeia. A durabilidade dos mosaicos romanos inspirou o calçamento de praças e jardins, além de contar histórias e lendas. 

 O Império Bizantino levou a arte a um novo patamar, com a introdução do uso de fundo dourado em igrejas, e a técnica segue presente até os dias de hoje.

Este presépio está sobre um mini mosaico e faz parte da minha coleção. 



Presépio colmeia - Porto

 "As palavras bondosas são como o mel: doces para o paladar e boas para a saúde".

"A vida é a flor cujo mel é o amor".

A origem do mel remonta à Pré-história, sendo coletado por humanos 9.000 anos atrás, no período Neolítico, e posteriormente usado no Antigo Egito como alimento, remédio e em rituais.

Na Grécia, o mel era usado na alimentação de crianças e para fazer bolos e doces. Roma também o utilizava na culinária e como oferenda aos deuses.

Este presépio está engraçado porque José, Maria e o Menino estão dentro de uma colmeia de abelhas.



segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Presépio em madeira - Porto

  “Armar o Presépio nas nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais.”

(Papa Francisco)



Presépio em viola - Porto

 “Pelo afinar da viola se conhece o tocador.”

A viola é um instrumento musical da família do violino (de arco e quatro cordas), assemelhando-se visualmente a este, inclusive na maneira de se tocar. No entanto, possui um som mais encorpado, doce, menos estridente e mais grave, sendo o seu registo intermédio entre o violino e o violoncelo.

A viola foi criada entre os séculos XIV e XV, tendo como primeira publicação relativa a Régola Rubertina em 1543 por Ganassi del Fontego. A viola como é conhecida hoje possivelmente surgiu a partir da viola d'amore.

Aqui fica a foto deste presépio sobre uma viola e que faz parte da minha coleção! 



Micro garrafa de azeite - Porto

 “Azeite e água não se misturam".

(Provérbio popular)


O azeite é um produto alimentar secular e principal fonte de gordura na dieta Mediterrânica. Os principais países produtores de azeite localizam-se no Mediterrâneo e, até há alguns anos atrás, eram esses os países consumidores.

Atualmente, o consumo de azeite tem vindo a estender-se a nível mundial, tal como a sua produção.

Este produto secular designado vulgarmente de “ouro líquido” é um produto natural, que quando consumido em doses adequadas, apresenta inúmeros benefícios para a saúde, nomeadamente devido à sua composição em compostos de elevado valor nutricional: vitamina E, ácido oleico e compostos fenólicos que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares e inflamatórias, na saúde óssea e cerebral, e na proteção da pele e dos tecidos.

Aqui fica a foto deste presépio que faz parte da minha coleção!




terça-feira, 16 de setembro de 2025

Presépio puxador - Porto

 "Para o optimista todas as portas têm maçanetas e dobradiças, para o pessimista todas as portas têm trincos e fechaduras.” 

(William Arthur Ward )

A história dos puxadores de móveis está ligada à empresa italiana Pamar, que se tornou líder mundial na produção de puxadores e acessórios para móveis após a Segunda Guerra Mundial, focando na pesquisa, experimentação e no design como elementos fundamentais. 

A empresa considerava o design um elemento essencial na criação de seus produtos, transformando os puxadores de um simples acessório em elementos funcionais e estéticos.

Aqui fica a foto do presépio:



terça-feira, 9 de setembro de 2025

Presépio flor de hibisco - Porto

 “Nos galhos e flores dos hibiscos"  pode-se "ouvir a sua suave mensagem de paz"

A origem da flor do hibisco remonta às regiões tropicais da Ásia e da África Oriental. 

O hibisco simboliza a beleza, a virtude, a hospitalidade e a riqueza em diversas culturas. É uma flor nacional no Havaí, onde representa boas-vindas e tradição, e é a flor nacional da Malásia, símbolo de coragem e força. Em outras culturas, o hibisco também está associado à feminilidade, amor, paz e tranquilidade, sendo utilizado em celebrações e como presente.

É usual fazermos chá da flor de hibisco seca, pois apresenta muitos benefícios para a saúde como a regulação da pressão arterial, melhora dos níveis de colesterol, ação antioxidante, efeito diurético, e auxílio na perda de peso e saúde hepática.

Este presépio foi feito com flores de hibisco secas e ficou engraçado! 



Linesart - Ilhavo

 "Compro arroz para viver e flores para ter algo pelo que viver.

(Confúcio)

Aveiro é uma cidade com uma beleza impar e que merece sempre uma visita. 

A paisagem da Ria de Aveiro é  decorada por marinheiras (terrenos alagados) onde se cultiva o arroz e onde se extrai sal. 

A Fábrica da História do Arroz em Estarreja é um espaço dedicado a promover o arroz desde o cultivo até à sua confeção, com foco em inovar em pratos doces e salgados. É possível vermos a evolução do cultivo do arroz e tradições desta região. 

Este presépio foi feito com pequenos grãos de arroz que são produzidos na região de Estarreja. É de um tamanho mini e está muito ternurento. 



Linesart - Ilhavo

 "Ninguém aqui vem que não fique seduzido (…). É um sítio para contemplativos e poetas: qualquer fio de água lhes chega e os encanta. É um sítio para sonhadores e para os que gostam de se aventurar sobre quatro tábuas, descobrindo motivos imprevistos. É-o para os que se apaixonam pelo mar profundo, e para os medrosos que só se arriscam num palmo de água – porque a ria é lago e mar ao mesmo tempo. Com meios muito simples, um saleiro e uma barraca tem-se uma casa para todo o verão. Pesca-se. Toma-se banho. E esquece-se a vida prática e mesquinha. Dorme-se ao largo, deitando-se a fateixa ou abica-se ao areal: um fogaréu, uma vara a caldeirada… Começam a luzir no céu e na ria ao mesmo tempo miríades de estrelas. Vida livre dalguns dias, de que fica um resíduo de beleza que nunca mais se extingue. É a ria também sítio para os que querem descobrir novas terras à proa do seu barco e para os que amam a luz acima de todas as coisas. Eu por mim adoro-a. "

(Raul Brandão) 

As casas de Ílhavo (os palheiros da Costa Nova) têm a sua origem em construções simples e temporárias, construídas no início do séc. XIX por pescadores para guardarem redes e outros materiais de pesca. Com o tempo, estes abrigos tornaram-se habitações de veraneio para as famílias de veraneantes, levando ao desenvolvimento das casas de riscas coloridas que hoje caracterizam a zona, adaptadas às tendências da época.

A Ria de Aveiro é uma lagoa costeira de baixa profundidade e extensas zonas entre marés. Estende-se por 45 km ao longo da costa ocidental de Portugal desde Ovar até Mira. A área total da Ria que está coberta durante a preia-mar varia entre 83 km2 em maré viva e 66 km2 de maré morta. A profundidade média é de cerca de um metro e a profundidade máxima, é mantida artificialmente nos canais de navegação, entre os 4 e os 7 metros. A comunicação com o oceano faz-se através do canal da Barra com 1,3 km de comprimento, 350 m de largura e 20 m de profundidade.

Ílhavo, Ovar e Aveiro eram então centros salineiros e portos de mar por onde eram escoados os produtos agrícolas e o sal, destinados a outras regiões do país. 

Este presépio retrata os palheiros coloridos da Costa Nova e ao traje típico dos salineiros de Ílhavo. Está muito original e faz parte da minha coleção!