domingo, 16 de abril de 2017

Edmundo Sousa – Braga

"A palavra convence, o exemplo arrasta."
( Confúcio)

A Semana Santa em Braga é digna de se ver! Consta que teve origem no século IV d.C. pressupôs a paz dada à Igreja pelo imperador Constantino, em 313, e às determinações do Concílio de Niceia sobre a celebração da Páscoa.

Braga tem imensas igrejas, cada uma venerando Santos diferentes. Os altares das Igrejas, cobrem-se de flores e velas e atraem os milhares de peregrinos oriundos de todo o país.

Este ano havia dois mercados: um medieval e outro regional. Depois de percorrer algumas bancas, acabei por trazer estes presépios da autoria de Edmundo Sousa. 








quarta-feira, 12 de abril de 2017

Carlos Matos – Gafanha da Nazaré

"Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence. (...)

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia."

António Gedeão, “Minha aldeia" , 1971.

Carlos Matos é um artesão que vive na Gafanha da Nazaré e surpreende-nos com peças maravilhosas e muito criativas.

Após ler uma entrevista sua há frases que ficam e que decidi transcrever por concordar com elas!
“A vida sem arte não faz sentido. Aliás, a natureza é que nos ensina, mas temos de descobrir a arte que está nela. E nessa descoberta está a sensibilidade do artista ou das pessoas. Quem nos ensina a pintar a água é a própria água; quem nos ensina a pintar o céu é o próprio céu. Água e céu que são todos os dias diferentes. O céu que eu pinto é o de um momento concreto; se eu o mostrar no dia seguinte, direi que é o céu de ontem. E nunca mais vejo outro céu igual na vida. Na natureza nada é igual e tudo está em mutação constante."

Muitas das suas peças extravasaram fronteiras e foram para a República Checa, Brasil, Angola e Estados Unidos da América.

Apresento-vos este fantástico presépio feito em madeira nórdica de balsa. Está muito original e gosto muito dele.







segunda-feira, 10 de abril de 2017

Manuel Gomes – V.N. Gaia

A vida começa todos os dias.” 
(Eurico Veríssimo)

A cabaça foi uma das primeiras plantas cultivadas no mundo, não apenas para uso na alimentação, mas para ser utilizada como um recipiente de água!

A cabaça pode ter sido levada da África para a Ásia, Europa e Américas através das migrações humanas ou por sementes que flutuaram através dos oceanos dentro da cabaça.
A origem da cabaça não é totalmente conhecida, mas é uma planta essencialmente tropical.

Pesquisas arqueológicas identificaram artefactos de cabaça em várias partes do mundo como em túmulos egípcios, em enterros peruanos e em cavernas do México, tudo isso há milhares de anos!
Antes mesmo da chegada de Cristóvão Colombo, às Bahamas, Haiti e Cuba, em 1492, já existiam cabaças nestes países!

Aqui fica a foto do presépio:



domingo, 2 de abril de 2017

José Siphioni – Mira de Aire

"O que deixamos para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas dos outros."
(Voz de Mira De Aire)


Mira de Aire estende-se preguiçosamente na última vertente do Planalto de S. Mamede e tem a nascente, a serra que lhe deu o nome – Serra D’ Aire. Foi desmembrada de Minde e tornou-se freguesia em 1709!
É conhecido pelas famosas grutas, inauguradas em 1974, e com milhões de visitantes, durante o percurso descesse cerca de 150 metros em profundidade!  É possível apreciarmos afiadas estalactites e hirtas estalagmites que nos acompanham numa viagem pelo centro da Terra, onde as esculturas da Natureza na rocha calcária e húmida circundam!

 José Siphioni traz para o seu trabalho as influências da região! Este presépio encantou-me pela bonita ovelha lãzuda.




Íman - Nazaré

"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."

(Sophia de Mello Breyner)


O íman  é um objecto feito de ferro magnético que provoca um campo magnético à sua volta. Tem sempre dois pólos: o norte e o sul.
Quando os pólos magnéticos de dois ímanes estão próximos, as forças magnéticas deles reagem entre si de forma singular! Se dois pólos magnéticos diferentes forem aproximados (norte de um, com sul de outro), haverá uma atração entre os dois ímanes.

Pelo contrário, se dois pólos magnéticos iguais se aproximarem entre si, há uma repulsão entre os dois!  Isso é baseado na lei  da Física onde: forças diferentes se atraem e forças iguais se repelem.

Hoje ao dar um passeio até à Nazaré encontrei este pequeno íman feito em cerâmica e não consegui resistir-lhe!


sexta-feira, 31 de março de 2017

José Penicheiro - Aveiro

“O mar azul e branco e as luzidias
Pedras: O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.”

(Sophia de Mello Breyner Andresen – 1972) 


 José Penicheiro nasceu na aldeia de Candosa e passou a sua juventude na Figueira da Foz.
Foi caricaturista, ilustrador e pintor.
É autor de vários painéis e murais dispersos pelo país e fundador do Círculo de Artes Plásticas “Aveiro/Arte”. Entre 1958 e 1968 viajou pela Europa, tendo oportunidade de visitar museus e galeria em cidades importantes como Madrid, Paris, Zurique e Munique.
Apresento-vos esta bonita serigrafia que se intitula “o menino e o mar”:






quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Bárbara Machado - Açores

“Tão impossível como tentar apagar o lume com neve é tentar apagar o fogo da paixão com palavras."
 (William Shakespeare)

O fósforo apresenta-se em várias formas alotrópicas: fósforo branco, que em contacto com o ar fica amarelo, o fósforo vermelho e o fósforo preto (ou violeta).

O fósforo foi descoberto pelo alquimista Henning Brand em 1669, na Alemanha!
 O nome provém do termo grego "phosphoros", que significa "fonte de luz", nome dado na antiguidade ao planeta Vénus, quando este aparecia antes do sol nascer.

 Em 1680 o químico britânico Robert Boyle reparou que uma chama era formada quando o fósforo era esfregado no enxofre! Boyle acreditava que a chama não era causada pela fricção, mas sim por algo inerente ao fósforo e ao enxofre e tinha razão! Encontrara o princípio que conduziria a invenção do fósforo.

Coube ao farmacêutico inglês John Walker produzir, em 1827, palitos de fósforo que podem ser considerados, apesar de seu grande tamanho, o precursor de nossos fósforos. Palitos menores foram comercializados na Alemanha em 1832, mas ainda eram extremamente perigosos: costumavam incendiar sozinhos dentro da própria embalagem!

Foi o sueco Carl Lundström que introduziu em 1855 fósforos seguros, também chamados fósforos de segurança. Além de ser fabricado com fósforo vermelho, para uma maior segurança, os seus ingredientes inflamáveis foram colocados em dois locais distintos: na cabeça do palito e do lado de fora da caixa, junto com o material abrasivo.

Actualmente os palitos de fósforo não possuem fósforo, possuindo apenas enxofre, oxidantes e cola. O fósforo está contido na parte de fora da caixa, junto com trissulfeto de antimónio II (Sb²S³) e dextrina, deixando o palito mais seguro e fazendo o acender apenas na presença da caixa!

Actualmente mais de 50 biliões de fósforos são consumidos por ano!

Apresento-vos este bonito presépio esculpido na própria madeira do fósforo. É da autoria de Bárbara Machado.