sábado, 27 de julho de 2019

Presépio bordado de Castelo Branco



"O futuro pertence aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos".
(Eleanor Roosevelt)


Os bordados de Castelo Branco são uma das manifestações artísticas populares mais belas e ricas de significado que há em Portugal. São bordados feitos com fios de seda natural, de diversas cores, sobre pano de linho.
A origem destes bordados é desconhecida. O que se sabe, é que foi no séc. XVIII que a sua produção atingiu o auge. Nessa época, a indústria da seda conheceu em Portugal um grande incremento, por acção do Marquês de Pombal, que mandou criar fábricas de seda. A cidade de Castelo Branco também deve ter beneficiado desta acção de Pombal. Por outro lado, a cultura do linho e a produção de tecidos feitos com as fibras desta planta eram, desde há muitos séculos, uma actividade económica muito importante para a região das Beiras.

No séc. XIX, registou-se uma decadência na produção de bordados de Castelo Branco, mas no séc. XX, felizmente, eles voltaram a ser produzidos, em maior quantidade e melhor qualidade, pelas mágicas mãos das senhoras albicastrenses. Destaca-se Maria da Piedade Mendes que encontrou um conjunto de colchas de linho bordadas a seda, guardadas em arcas herdadas pela sua família, e que iriam servir de modelo para os trabalhos que desenvolveu ao longo da vida, com uma perfeição notável.


Actualmente, os bordados de Castelo Branco são apreciadíssimos, tanto em Portugal como no estrangeiro, e constituem uma "imagem de marca" e um motivo de legítimo orgulho para a cidade.

Os motivos decorativos dos bordados de Castelo Branco são muitos e de diversas origens. Aos motivos que pertencem à tradição local e aos que são de origem europeia em geral, vieram juntar-se outros, provenientes da Ásia, sobretudo da Índia, China e Irão. Basta olharmos para uma qualquer colcha de Castelo Branco para imediatamente repararmos no "ar" oriental que ela apresenta.

Aqui fica a foto deste bonito presépio bordado em Castelo Branco e que  faz parte da minha colecção!




segunda-feira, 15 de julho de 2019

Dona Fá - Seixal

"Tudo o que uma pessoa pode imaginar outras poderão fazê-lo na realidade.“
(Júlio Verne)


A banana é mencionada em documentos escritos, pela primeira vez na história, em textos budistas de cerca de 600 a.C!
 Sabe-se que Alexandre, o Grande comeu bananas nos vales da Índia em 327 a.C!
Em 650, os conquistadores Islâmicos levaram-na à Palestina. Foram, os mercadores árabes que a divulgaram por grande parte de África!

A banana é originária dos países tropicais!
 Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de 75% de água e 25% de matéria seca! São fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e potássio.

Este presépio é feito em folha de bananeira seca e a base é em xisto. A caixinha onde veio é feita no mesmo material e faz parte da minha colecção!


Outro presépio feito em lã feltrada e a base em vime: 






quarta-feira, 12 de junho de 2019

Carlos Ribeiro - Custóias

"Não ganhe o mundo e perca a sua alma; a sabedoria é melhor que prata e ouro."
 (Bob Marley)


Consta que as primeiras peças de filigrana foram descobertas na Mesopotâmia, e Iraque, por volta de 2500 a.C .
Chegou à Europa pelas civilizações grega e romana,  através das rotas comerciais no Mediterrâneo.

As peças mais antigas em filigrana descobertas na Península Ibérica remontam a 2000 - 2500 a.C. Possivelmente, estas peças pertenciam a comerciantes ou navegadores oriundos do Médio Oriente! Só durante o domínio dos romanos, durante o séc. II a.C., começou a existir na Península , a exploração mineira - salientando-se as minas das serras da Pia e de Banja, em Gondomar!

A filigrana portuguesa representa maioritariamente a natureza, a religião e o amor:
- o mar é representado com peixes, conchas, ondas e barcos;
- a natureza é a inspiração das flores, dos trevos e das grinaldas;
- com motivos religiosos, encontramos as cruzes, como a cruz de Malta, e os relicários.
- o amor, claro, é a inspiração de todos os corações em filigrana.

Falta apenas partilhar a foto deste presépio encantador feito em filigrama e que faz parte da minha colecção!


                                        Foto com mais pormenor do mesmo presépio:




quarta-feira, 22 de maio de 2019

Art mão livre - Águeda

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.” 
(C. Chaplin)

A cestaria remonta à cultura castreja e apresenta uma infinidade de objetos de formatos e feitios diversos, executados em junco, palha, centeio, madeira e verga destinados a diferentes usos, desde os trabalhos rurais ao transporte de compras.

Aqui fica a foto deste pequeno presépio que é feito neste material e está muito querido, não acham?


terça-feira, 30 de abril de 2019

Joaquim Pinto - Reciclar com arte - Barcelos

"A natureza nos uniu em uma imensa família, e devemos viver nossas vidas unidos, ajudando uns aos outros."
(Séneca)


Estes presépios são feitos em pasta de papel e estão muito originais e amorosos.

O primeiro é coberto por vários tipos de areia, o que lhe concede uma textura única.



Outro exemplar também em pasta de papel e areia. 

Este em cortiça e areia



E finalmente este que é feito em pasta de papel e é pequenino. 



sexta-feira, 19 de abril de 2019

Carmelitas - Braga

"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
(Madre Teresa de Calcutá)

Sendo um triângulo equilátero, para os cristãos pode ter o significado de “ a plenitude da Trindade” – Deus Pai, Deus filho e Deus Espírito Santo.

Estes presépios estão originais e representam um triângulo com a Família – Pai – José, Mãe – Maria e o Filho – Menino Jesus. Cada triângulo está posicionado de forma a surgirem dois triângulos – um interior com a Sagrada Família e outro maior, o Triângulo Sagrado -  com Deus a dominar e iluminar o mundo.


Outro presépio com a mesma temática e do mesmo mosteiro. 





quarta-feira, 10 de abril de 2019

Mimo meu - Patrícia Ferreira


"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade." 
(Confúcio)

Foi uma oferta de uma amiga e está engraçado.