"A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina."
(Miguel Ângelo)
Há uma lenda sobre a origem da
renda de bilros que diz: que um jovem pescador usava pela primeira vez uma rede
de pescar tecida pela sua noiva, apanhou do fundo do mar uma belíssima alga
petrificada, que ofereceu à sua eleita. Tempos depois, partiu para a guerra. A
noiva, saudosa do seu noivo, teceu outra rede que reproduziu o modelo da alga;
os fios dessa rede eram terminados por pequenos chumbos. Assim foi descoberta a
renda chamada “a piombiini” ou de
chumbos; os chumbos foram posteriormente substituídos por bilros. Dessa forma,
de um pensamento amoroso teria surgido a renda de bilros.
Em 1887, com a fundação da escola
de Desenho Industrial Rainha D. Maria Pia (mais tarde Escola Industrial de
Rendeiras Josefa de Óbidos), sob a direcção de D. Maria Augusta Bordalo
Pinheiro, que as rendas de Peniche atingiriam um grau de perfeição e arte
difíceis de igualar. Segundo Pedro Cervantes de Carvalho Figueira, eram oito as oficinas particulares onde crianças a partir dos quatro anos de idade se iniciavam na aventura desta arte!
A renda de Bilros é produzida
pelo cruzamento sucessivo ou entremeado de fios têxteis, executado sobre o
pique e com a ajuda de alfinetes e dos bilros. O pique é um cartão, normalmente
pintado da cor açafrão para facilitar a visão por parte da rendilheira, onde se
decalcou um desenho, feito por especialistas.
Este presépio foi elaborado pelas
mãos exímias de Madalena Cordeiro que aprendeu esta arte com apenas 7 anos de
idade. Este presépio ficou maravilhoso.

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