(Baden Powell)
Este presépio mede apenas 3 cm!
A origem e a evolução do traje da Madeira é alvo de muitas especulações. Pensa-se que teve várias influências, quer nacionais, quer estrangeiras, nomeadamente minhotas, mouriscas, africanas e da Flandres.
A sua diversidade verifica-se ao nível do Traje Feminino “viloa””, possuindo dezenas de variações, enquanto o Traje Masculino “vilão” apenas difere de duas maneiras.
A ilha da Madeira conserva as tradições dos descobrimentos, alguns costumes que desapareceram no continente português sobreviveram na Madeira.
Tanto os homens como mulheres usavam botas, chamadas “bota-chã” e eram feitas em pele de vaca curtida. A parte superior da bota era virada para fora e descia até ao tornozelo, sendo enfeitada com uma fita vermelha.
No Funchal, Machico e Santa Cruz havia um vestuário definido: a saia era de lã, de cor ou listada; um colete e um corpete vermelhos e uma carapuça azul.
O Traje Masculino não teve grandes evoluções. Os homens que viviam nas Serras usavam o jaleco e calças de seriguilha castanha e um barrete de lã de ovelha. Nos dias de missa, calças, colete ou casaco de seriguilha preta. Tanto homens como mulheres usavam botas, chamadas botachas ou bota-chã e eram feitas em pele de vaca curtida.
A Carapuça é um barrete de forma cónica usado na Madeira nos séculos XVIII e XIX, influenciado pelo gorro medieval e carapuços portugueses. De um barrete que cobria toda a cabeça, evoluiu para uma forma extremamente elegante, quase de adorno.

Sem comentários:
Enviar um comentário