sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Jorge Carvalho - Valongo


"Um monte de pedras deixa de ser um monte de pedras no momento em que um único homem o contempla, nascendo dentro dele a imagem de uma catedral."(Antoine de Saint Exupéry)

O xisto é uma rocha metamórfica que existe bastante no norte e centro do país. 
Este artesão encontrou esta rocha na Serra de Valongo e gravou este bonito presépio. 









sábado, 22 de dezembro de 2018

Projecto A2 - Guimarães

"O mais importante da vida é ser-se criador, criar beleza."
(António Botto)

A porcelana foi criada na China durante a dinastia Tang, a partir de um processo de cozedura de dois minérios: feldspato e caulino. Este procedimento sofreu algumas alterações ao longo dos séculos.
Atualmente, a pasta de porcelana é constituída pelas matérias-primas caulino, feldspato, quartzo e argila.

Distingue-se dos demais produtos cerâmicos por três características únicas e fundamentais. que são a sua dureza, brancura e a translucidez.

A sua delicadeza e beleza tornam a porcelana elegante, intemporal e adequada para qualquer evento.

Estes presépios são feitos em porcelana e pintados à mão por Cristina Vilarinho. Estão uma ternura, não estão?

Aqui fica o link para visualizarem os magníficos trabalhos desta simpática autora ( https://www.facebook.com/ProjectoA2/).




Nuno Monteiro -V. N. Gaia

Natal é tempo para transformar a força do medo em força da caridade, em força para uma nova imaginação da caridade. A caridade que não se habitua à injustiça como se fosse algo natural, mas tem a coragem, no meio de tensões e conflitos, de se fazer «casa do pão», terra de hospitalidade”. (Papa Francisco)


O Mosteiro da Serra do Pilar, verdadeiro ex-libris de Gaia, é o monumento de maior relevo na freguesia de Santa Marinha!
A Igreja actual foi iniciada em 1598 e acabada apenas em 1672, ficando do antigo convento a torre sineira e o dormitório que actualmente pertence ao Regimento de Artilharia.

A Igreja é circular, bem como o claustro, e são uma cópia da igreja de Santa Maria Redonda, de Roma.

O Mosteiro da Serra do Pilar começou por ser apenas masculino e pertencia à Ordem de Santo Agostinho
O nome popular pelo qual é hoje mais conhecido – Mosteiro da Serra do Pilar –, teve origem na devoção à Virgem do Pilar, que remonta ao período da dinastia filipina.

Este presépio que vos apresento, faz parte da minha colecção e está uma perfeição. Faz  uma bonita homenagem à cidade onde vivo. 


Beatriz Sendin - Porto

"O coração é o tecido que se rasga mais facilmente, e que mais depressa se conserta."
 (Alexandre Dumas)


Beatriz Sendin sempre teve paixão pelo artesanato. Começou a trabalhar no sector têxtil em 1990.
Gostava de fibras, fios, tecidos, malhas, acessórios e conhecer os processos produtivos e os seus desperdícios. Reuniu uma equipa e criou a sua empresa onde surgem diariamente bonitos trabalhos com um odor fantástico a alfazema.


 Este que vos apresento faz parte da minha colecção e está uma ternura.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Calendário do advento

Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano. Sempre que alguém descobre esse poder, algo antes considerado impossível, se torna realidade.” 
(Albert Einstein)


O calendário gregoriano é um calendário de origem europeia!
 Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII, a 24 de Fevereiro de 1582, pela bula Inter gravissimas, em substituição do calendário juliano implantado pelo líder romano Júlio César em 46 a. C. 
O calendário gregoriano é adoptado para demarcar o ano civil no mundo inteiro, facilitando o relacionamento entre as nações.  

Aqui fica a foto: 


Presépio velas

 "Deus costuma usar a solidão para nos Ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva para que possamos Compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos Compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença, quando quer Nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar a andar sobre a água. Às vezes, usa a terra, para que possamos Compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer Nos mostrar a importância da vida."
(Paulo Coelho)


Consta que as velas foram criadas pelos romanos em 500 a.C.

 Na Europa, as velas eram feitas principalmente de sebo e cera de abelha, gorduras animais purificadas (estearina) e cera de parafina. 

A vela acesa substitui diante de Deus a pessoa que a acende: Fica-se consumindo, como se fosse um sacrifício oferecido a Deus.

Estes dois presépios são velas aromáticas e fazem parte da minha colecção. 





terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Coração de Viana - Modernisticas

"O espírito esboça, mas é o coração que modela." 
(Auguste Rodin)

Minho é conhecido pelas danças, cantares do vira, lenços vianenses, o galo de Barcelos, o caldo verde, pelo uso popular do cavaquinho que até extrapolou fronteiras nacionais… os minhotos estariam ricos se ganhassem por direitos de autor. Mas um pequeno objeto, em forma de coração, chegou mais longe, e é hoje usado um pouco por todo o mundo, enquanto colar ou brinco: o Coração de Viana.

O uso do coração é, numa visão mais ampla, uma tradição minhota. A alocação dele a Viana do Castelo pode ter-se dado com a popularização da Romaria da Senhora da Agonia.

A sua origem é de cálculo difícil. Dizem que se enraizou na cultura do noroeste português por via religiosa, fazendo paralelismo com o coração flamejante do Sagrado Coração de Jesus.

Terá sido a rainha D. Maria I que, grata pela “bênção” de lhe ter sido concedido um filho varão, mandou executar um coração em ouro.
Os corações são adornados com motivos vegetalistas e florais, sendo frequente a parte acima do coração representar o fogo, ou em alternativa, redundar num segundo coração, mais pequeno.

Este presépio foi feito dentro de um coração de Viana!



Cristiana Ramos - Funchal

Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”
(John Donne)
   
O artesanato do arquipélago da Madeira é muito diversificado e tem origem na povoação das ilhas. Exemplos das actividades artesanais da região são os artigos elaborados em cana de -vieira ou em madeira, empalhamento de objectos em vime, a cerâmica e olaria, as botas de vilão e os barretes de orelhas, os embutidos, as bonecas de massa, os carrinhos de cesto do Monte, as casinhas de Santana, a poncha e o vinho Madeira, bonecas com trajes regionais, bonecas de palha de milho, o bordado Madeira e as lapinhas de Natal.

Este presépio foi executado com o famoso tecido jacquard de riscas tradicionais da Madeira em tons de vermelho, verde, amarelo, azul e branco.


  




segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Maria Nazaré França - Samora Correia

«Em cada coração há uma janela para outros corações. Eles não estão separados, como dois corpos. Mas, assim como duas lâmpadas que não estão juntas, a sua luz une-se num só feixe.»
(Rumi)

Este presépio está muito original porque José, Maria e o Menino Jesus tem uma coroa.
A coroa  denota poder, autoridade, liderança, legitimidade, imortalidade e humildade! Quando este objecto é colocado sobre a cabeça, é distintivo de poder e de luz!

A sua forma circular simboliza perfeição e uma ligação com o divino, a conexão entre o terreno e o celestial, o humano e o divino.

A coroa é, ainda, a representação de uma promessa de imortalidade, ainda que seja da memória, como recompensa pelos feitos prestigiosos em vida.

Na Grécia e na Roma antiga, a coroa era um símbolo de consagração, e num ritual de sacrifício, tanto o sacrificado quanto o sacrificador eram coroados, isto porque os deuses se afastavam de quem se aproximava deles sem coroa. Assim, para que o sacrificado fosse aceito pelos deuses, deveria estar também coroado e ter uma vida exemplar e nobre.

Aqui fica as fotos deste bonito presépio que faz parte da minha colecção.








Pega em patchwork

"É Natal sempre que deixares Deus amar os outros através de ti... sim, é Natal sempre que sorrires ao teu irmão e lhe ofereceres a tua mão."
(Madre Teresa de Calcutá)


Esta pega é feita em patchwork e vai alegrar a minha cozinha este ano.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Cristina Tavares - Vila Nova de Gaia

"Deus ama-nos muito mais de que nós a nós mesmos." 
(Santa Teresa de Ávila)

Este presépio é feito em barro vidrado e tem a base em forma de estrela.


Outro presépio da mesma autora: 



Vera Brás – Olhão

"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."
(Leon Tolstói)

Algumas reflexões sobre a bonita cidade de Olhão:

Diz-se que Olhão, terá derivado da palavra árabe, «Al - Hain», que significa fonte nascente, e que sofrendo as modificações fonéticas e fonológicas, naturalmente terão levado ao aparecimento do termo «Alham», depois «Olham» e finalmente Olhão.
 Na versão popular, Olhão é o aumentativo do substantivo comum "olho", com origem num grande "Olho de Água", já que na zona existiam abundantes olhos de água, o que originou a construção das primeiras "palhotas", feitas em cana e colmo.

Derivado aos constantes roubos e ataques de piratas marroquinos que se atreviam a passar a Barra Grande de Olhão, obrigou à construção da fortaleza da ilha de S. Lourenço em 1654.

Em 1765, D. José I atende ao pedido dos pescadores de Olhão, criando assim o Compromisso Marítimo de Olhão, com “as mesmas isenções, privilégios e liberdades concedidas ao de Faro”. Graças à habilidade marítima dos olhanenses, o seu Compromisso tornou-se rapidamente o mais rico do Algarve e, inevitavelmente, tornou-se também o grande responsável pelo desenvolvimento do lugar.

Durante o cerco de Gibraltar, entre 1779 e 1783, e, mais tarde, o de Cádis, os marítimos do lugar de Olhão tiveram oportunidade de progredir economicamente, comercializando com grandes lucros os produtos da terra - peixes e derivados - quer com sitiantes quer com sitiados. Mas foram as invasões francesas que deram a oportunidade a Olhão de se afirmar politicamente.

Na primeira metade do séc. XX, a instalação da indústria de conservas de peixe, fez de Olhão uma vila rica e extremamente produtiva.

Este presépio que vos apresento faz parte da minha colecção e inspira ternura. José, Maria tem um ar feliz e o Menino Jesus usa uma chupeta para acalmar.


Outro exemplar da mesma autora 





Lisete Artes - Viana do Castelo


"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direcção."
 (Antoine de Saint-Exupéry)

O Patchwork é uma forma de arte que usa estruturas decorativas formadas pela união de retalhos de tecido! Pode fazer-se colchas, fronhas, cortinas, tapeçarias com esta técnica.
Este presépio que vos apresento foi realizado com tecidos de Natal e faz parte da minha colecção!




quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Mosteiro de Santa Clara - Monte Real

"O amor não se vê com os olhos mas com o coração." 
(William Shakespeare)


Este presépio foi feito pelas monjas do convento de Santa Clara. Todas as peças são executadas em número limitado e com muito amor.
Aqui fica a foto deste presépio feito numa cabaça de abóbora e sementes que a Natureza nos oferece.



Charlotte dolls - Carla Veríssimo - Lisboa

"Se não conseguires agradar a toda a gente através da tua actividade e obras de arte – agrada a pouca gente. Agradar a muitos é mau."
(Gustavo Klimt)


O artista austríaco Gustav Klimt é considerado um pintor precursor do Simbolismo. Este artista rompeu com os padrões artísticos tradicionais da época, indo ao oposto do realismo, naturalismo e ao positivismo, sendo movido pelos ideais românticos.

As suas obras têm inspiração nos mosaicos bizantinos e a composição de pequenos elementos se tornou a marca registada de Klimt, mais conhecido pela sua obra icónica “O Beijo”, criada entre 1907-1908.
A tela faz parte da fase dourada do artista e tem  uma estética cintilante e elementos de ouro em sua composição, além de detalhes que simulam ametistas, safiras, rubis, opalas e esmeraldas.

O Beijo” retrata sensualidade e erotismo: um homem e uma mulher abraçados sob um tapete de flores; o homem inclinado a beijá-la.
As roupas do casal foram pintadas como se fossem mosaicos e se distinguem uma da outra, apesar de estarem muitos próximos, dando a sensação de que ao se abraçarem, os dois se tornam um só.

O fundo dourado da obra não representa algo em específico, deixando os palpites abertos à imaginação do espectador, podendo ser o cosmos. O casal flutua apaixonado nesse fundo brilhante.

Aqui fica a foto deste presépio que se baseia neste famoso quadro e que está muito amoroso!


Outro exemplar da mesma autora em tons de azul. Muito interessante o pormenor do véu da Nossa Senhora ser em seda. 




domingo, 9 de dezembro de 2018

Bruno arte fimo - Almada

"Ninguém é uma raça. As raças são fardas que vestimos (...)
Mas eu aprendi, tarde demais, que essa farda se cola, às vezes, à alma dos homens..."
(Mia Couto)


Este presépio foi feito em fimo e faz parte da minha colecção!



Soledade Lopes - Lourinhã

"A palavra é o fio de ouro do pensamento."
(Sócrates)

Este presépio foi tecido em fio de cobre e uma agulha que a artesã tão bem soube confeccionar!
Faz parte da minha colecção e é pequeno.


Trapos da Zé - Marinha Grande

 “Nós somos feitos do tecido de que são feitos os sonhos.”
(William Shakespeare)

Patchwork é uma palavra inglesa que pode ser traduzida como trabalho feito de pedaços ou retalhos de tecidos. Patch significa pedaços e work, trabalho (Trabalho com retalhos).

É um trabalho artesanal, costurado a mão ou a máquina, unindo os retalhos e cortes de tecidos formando desenhos. É a arte de unir retalhos. O patchwork é um trabalho manual bastante antigo, datando de 3400 a.C.!

No Antigo Egito, os faraós já utilizavam roupas feitas de sobras de tecidos, para serem usadas sob as armaduras de ferro e colchas. Na idade média, o patchwork espalhou-se pela Europa - Inglaterra, Itália, França e Alemanha. Era utilizado em faixas, bandeiras, panos e coletes de guerra.
No século XVIII ou XIX, foi levado para a América do Norte e foram criados estilos diferentes em cada região. Iniciou-se assim uma troca de padrões e esta arte tornou-se um fazer comunitário com encontros sociais, onde as mulheres se reuniam para trabalharem juntas partilhando, assim, os problemas, as criações e participando da formação de muitas gerações, retratando por meio de aplicações e desenhos, histórias sobre a sua infância; um encanto ou uma lembrança boa.

Este que vos apresento, faz parte da minha colecção e está muito amoroso!



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Manuel Carvalho - Vidigueira

Tudo o que é incompreensível, nem por isso deixa de existir."  
 ( Blaise Pascal)

O concelho da Vidigueira fica na fronteira do Baixo Alentejo com o Alto Alentejo, entre Beja e Évora. A Vidigueira é uma vila alentejana pertencente ao concelho de Beja, conhecida pelos seus vinhos de qualidade.

A vila está ligada ao nome de Vasco da Gama, nomeado Conde da Vidigueira em 1519 pelo Rei D. Manuel I.

 Os restos mortais de Vasco da Gama permaneceram sepultados na Vidigueira entre 1539 e 1880 data em que foram transladados para o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Pode ser observado na torre do relógio da vila a inscrição: “Este sino mandou fazer o Sr. Conde Dom Vasco Almirante da Índia.”