quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Vera Brás – Olhão

"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."
(Leon Tolstói)

Algumas reflexões sobre a bonita cidade de Olhão:

Diz-se que Olhão, terá derivado da palavra árabe, «Al - Hain», que significa fonte nascente, e que sofrendo as modificações fonéticas e fonológicas, naturalmente terão levado ao aparecimento do termo «Alham», depois «Olham» e finalmente Olhão.
 Na versão popular, Olhão é o aumentativo do substantivo comum "olho", com origem num grande "Olho de Água", já que na zona existiam abundantes olhos de água, o que originou a construção das primeiras "palhotas", feitas em cana e colmo.

Derivado aos constantes roubos e ataques de piratas marroquinos que se atreviam a passar a Barra Grande de Olhão, obrigou à construção da fortaleza da ilha de S. Lourenço em 1654.

Em 1765, D. José I atende ao pedido dos pescadores de Olhão, criando assim o Compromisso Marítimo de Olhão, com “as mesmas isenções, privilégios e liberdades concedidas ao de Faro”. Graças à habilidade marítima dos olhanenses, o seu Compromisso tornou-se rapidamente o mais rico do Algarve e, inevitavelmente, tornou-se também o grande responsável pelo desenvolvimento do lugar.

Durante o cerco de Gibraltar, entre 1779 e 1783, e, mais tarde, o de Cádis, os marítimos do lugar de Olhão tiveram oportunidade de progredir economicamente, comercializando com grandes lucros os produtos da terra - peixes e derivados - quer com sitiantes quer com sitiados. Mas foram as invasões francesas que deram a oportunidade a Olhão de se afirmar politicamente.

Na primeira metade do séc. XX, a instalação da indústria de conservas de peixe, fez de Olhão uma vila rica e extremamente produtiva.

Este presépio que vos apresento faz parte da minha colecção e inspira ternura. José, Maria tem um ar feliz e o Menino Jesus usa uma chupeta para acalmar.


Outro exemplar da mesma autora 





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