(Auguste Rodin)
Minho é conhecido pelas danças, cantares do vira, lenços vianenses, o galo de Barcelos, o caldo verde, pelo uso popular do cavaquinho que até extrapolou fronteiras nacionais… os minhotos estariam ricos se ganhassem por direitos de autor. Mas um pequeno objeto, em forma de coração, chegou mais longe, e é hoje usado um pouco por todo o mundo, enquanto colar ou brinco: o Coração de Viana.
O uso do coração é, numa visão mais ampla, uma tradição minhota. A alocação dele a Viana do Castelo pode ter-se dado com a popularização da Romaria da Senhora da Agonia.
A sua origem é de cálculo difícil. Dizem que se enraizou na cultura do noroeste português por via religiosa, fazendo paralelismo com o coração flamejante do Sagrado Coração de Jesus.
Terá sido a rainha D. Maria I que, grata pela “bênção” de lhe ter sido concedido um filho varão, mandou executar um coração em ouro.
Os corações são adornados com motivos vegetalistas e florais, sendo frequente a parte acima do coração representar o fogo, ou em alternativa, redundar num segundo coração, mais pequeno.
Este presépio foi feito dentro de um coração de Viana!

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