segunda-feira, 25 de março de 2019

Cacos - Aveiro

"Os poderosos poderão matar uma, duas ou três rosas, mas jamais poderão deter a Primavera inteira."
(Che Guevara)




quinta-feira, 14 de março de 2019

Essência do Bambu - Vila Nova de Famalicão

“Soprando esse bambu, só tiro o que lhe deu o vento.”
( Paul Leminski)

O bambu é originário da Ásia, tendo-se distribuído pelo Sri Lanka, Bangladesh e Tailândia! Esta espécie foi introduzida pelos colonizadores e pelos imigrantes oriundos da China e Japão!

O bambu simbolicamente representa a paciência, a determinação, a serenidade e origem. Ao observar o comportamento do bambu os chineses aprenderam a importância da paciência e da determinação. “Reconhecer o que o momento presente exige e confiar.” Este é o segredo do bambu!

É uma planta simples, sendo firme sem ser rígida, elegante sem ser chamativo, altivo sem ser arrogante! O bambu curva-se no vendaval para não quebrar e depois que o vendaval passa, volta intacto à posição original!

A origem da palavra bambu permanece um mistério para os etimologistas e um enigma para os botânicos. Acredita-se que o ruído provocado pela explosão dos "entre-nós", quando os chineses faziam fogueiras com bambus em cerimónias religiosas, espantando os maus espíritos, fazendo com que os deuses pudessem atender as suas preces. Daí a origem da palavra “Bambu”. Vem do estalido do bambu queimado, e das suas explosões. Bam!.. Buu!!…

O bambu estimula o bom ambiente filtrando-lhe tudo o que é negativo. É utilizado na construção civil, casas, pontes e até em edifícios anti-terremoto! É depurador de águas e purifica o ar. Com a sua fibra produz-se roupas.  Protege do vento e dos ruídos externos. Para além disso, embeleza jardins e fazem-se móveis e utensílios muito bonitos! 

Aqui fica a foto deste presépio feito em canas de bambu e da autoria de Vasco Malia.



quarta-feira, 13 de março de 2019

Fosforeira Portuguesa de Espinho


"Sentir o amor das pessoas que nós amamos, é um fogo que alimenta a nossa vida."
(Pablo Neruda)

Este conjunto de caixas de fósforos que vos apresento faz-nos relembrar a origem dos fósforos!
Foi em 1669 que o alquimista alemão Hennig Brandt descobriu acidentalmente o elemento fósforo ("o que traz a luz", em grego) numa das suas tentativas de transformar metais em ouro! A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que inventou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero coberta de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre numa das pontas.
Mais tarde, em 1884, Pasch inventou os fósforos com segurança que começaram a ser comercializados por volta de 1850!

Na cabeça do fósforo existe um agente oxidante, o clorato de potássio, um elemento facilmente oxidável como o enxofre, um preenchimento de barro, um material adesivo como a cola e um corante. No extremo da cabeça existe uma quantidade mínima de trisulfureto de fósforo que se decompõe e arde a baixa temperatura. Este está ligado à parafina que arde mais facilmente em presença dos outros produtos.

Estas caixas de fósforos foram produzidas pela Fosforeira Portuguesa de Espinho e o preço de cada caixa custava  2$40 mais $10 para o fundo do Socorro Social! A data não está indicada mas provavelmente ronda ao início dos anos 70!
A generosa dimensão das caixas -11cm x 6,5cm– permite-lhes inserir com alguma qualidade as ilustrações desta colecção, nem mais nem menos do que pintura, escolhida entre a patente no Museu Nacional de Arte Antiga.

Os exemplares são 12, distribuídos entre os painéis da Capela do Paraíso (8) e os de S. Vicente de Fora (4), ambos de Lisboa!
Os painéis relativos à Capela do Paraíso integram os retábulos da Vida da Virgem Maria. Eram ao tempo atribuídos ao denominado Mestre do Paraíso, um dos muitos pintores sem identificação precisa, tal como acontece com outros artistas destas recuadas épocas, sobretudo a segunda metade do século século XV! Ficou conhecido como o pintor régio de D. Manuel I e D. João III.

Falta apenas a partilha da foto!






quarta-feira, 6 de março de 2019

Luciano Duarte - Vila do Conde


"Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes, a arte de viver."
(Bertold Brecht)

A diversidade de talheres utilizados hoje é secular!
Tanto as facas como as colheres surgiram na Idade do Bronze e do Ferro!

Ambos foram narrados no livro In Punta di Forcheta (Idealibri, Milão, 1998). Nele, os autores Ingeborg Babitsh e Mariosa Schiaffino levam a origem do talher a Eva! Numa praia deserta, Eva abre uma concha de ostra, observa o seu desenho e descobre o utensílio perfeito para levar à boca substâncias líquidas. Sobre a colher, sabe-se que os romanos inseriram-no nas  suas refeições.

Os garfos surgiram no século XI. Consta que uma princesa de Constantinopla e mulher de um governante de Veneza, o doge Orseolo, usava o garfo para comer pedaços de alimento.

Séculos mais tarde, em 1530, em França, a florentina Caterina de Médici,levou um enxoval completo, com garfo, faca e colher.
Mais tarde, voltaram a usar-se garfos nos grandes banquetes de Luís XIV!

Apresento-vos este original presépio feito com garfos. Está muito amoroso, não acham?