quarta-feira, 13 de março de 2019
Fosforeira Portuguesa de Espinho
"Sentir o amor das pessoas que nós amamos, é um fogo que alimenta a nossa vida."
(Pablo Neruda)
Este conjunto de caixas de fósforos que vos apresento faz-nos relembrar a origem dos fósforos!
Foi em 1669 que o alquimista alemão Hennig Brandt descobriu acidentalmente o elemento fósforo ("o que traz a luz", em grego) numa das suas tentativas de transformar metais em ouro! A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que inventou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero coberta de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre numa das pontas.
Mais tarde, em 1884, Pasch inventou os fósforos com segurança que começaram a ser comercializados por volta de 1850!
Na cabeça do fósforo existe um agente oxidante, o clorato de potássio, um elemento facilmente oxidável como o enxofre, um preenchimento de barro, um material adesivo como a cola e um corante. No extremo da cabeça existe uma quantidade mínima de trisulfureto de fósforo que se decompõe e arde a baixa temperatura. Este está ligado à parafina que arde mais facilmente em presença dos outros produtos.
Estas caixas de fósforos foram produzidas pela Fosforeira Portuguesa de Espinho e o preço de cada caixa custava 2$40 mais $10 para o fundo do Socorro Social! A data não está indicada mas provavelmente ronda ao início dos anos 70!
A generosa dimensão das caixas -11cm x 6,5cm– permite-lhes inserir com alguma qualidade as ilustrações desta colecção, nem mais nem menos do que pintura, escolhida entre a patente no Museu Nacional de Arte Antiga.
Os exemplares são 12, distribuídos entre os painéis da Capela do Paraíso (8) e os de S. Vicente de Fora (4), ambos de Lisboa!
Os painéis relativos à Capela do Paraíso integram os retábulos da Vida da Virgem Maria. Eram ao tempo atribuídos ao denominado Mestre do Paraíso, um dos muitos pintores sem identificação precisa, tal como acontece com outros artistas destas recuadas épocas, sobretudo a segunda metade do século século XV! Ficou conhecido como o pintor régio de D. Manuel I e D. João III.
Falta apenas a partilha da foto!
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