quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Francisco Cangueiro - Palaçoulo

 "Aprender é lápis e borracha no livro da vida.” 

(Pablo Veiga)

Na antiguidade, como acontecia com a maioria das tarefas, afiar um lápis era algo que exigia dedicação e paciência! A única forma era usando facas e navalhas. 

No entanto, para tornar a tarefa mais segura, fácil e rápida, o matemático francês Bernard Lassimone criou, em 1828, um afiador de lápis e solicitou a sua patente. Alguns anos depois, em 1847, o DES Estwaux de Therry inventou os afiadores manuais.

Em 1945 o espanhol Ignacio Urresti, inventou o primeiro afia-lápis digno desse nome. Tratava-se de uma caixa com uma manivela para afiar os lápis e que, apesar dos seus 1,29 quilos, rapidamente foi adoptada em escritórios e instituições um pouco por todo o mundo, surgindo assim os primeiros afiadores para as áreas de trabalho.

Na década de 70 começaram a aparecer miniaturas de objectos do dia a dia feitas de um metal escuro chamado calamina, e que despertaram a curiosidade dos colecionadores pelo seu detalhe. Como essas miniaturas pagavam o imposto de bens de luxo, pelo menos duas empresas de Valência, principais criadoras destas miniaturas, decidiram começar a aplicar afiadores às peças produzidas para, assim, pagarem o imposto mais reduzido aplicável a artigos escolares.

Hoje em dia existem afia-lápis de mil e um feitios, principalmente para as crianças, com formas de personagens de ficção e aventura e quase todos feitos de plástico, o que reduziu bastante o seu preço. Também existem afiadores eléctricos, bem mais caros, normalmente usados nas grandes empresas pelos executivos de topo.


Aqui fica a foto deste original presépio feito em madeira sobre um afiador de lápis. 








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