sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Bem feito - Viana do Castelo

 

O poeta Pedro Homem de Melo escreveu um dos mais famosos fados cantados por Amália Rodrigues:

Se o meu sangue não me engana

 Como engana a fantasia

Havemos de ir a Viana

 Ó meu amor de algum dia

Ó meu amor de algum dia

 Havemos de ir a Viana

Se o meu sangue não me engana

Havemos de ir a Viana.”

 Esta magnifica joia, foi criada nos finais do século XVIII, quando a rainha D. Maria I (1734-1816) que, grata pelo nascimento do seu filho varão, pediu que lhe fosse feito um coração em ouro em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus. Esta peça foi concebida numa forma de coração que se tornou icónica, e no topo, tem uma "coroa" com cornucópias que simbolizam as chamas que brotam desse símbolo cristão. Todo ele é preenchido com finos e delicados fios de filigrana.

O Coração de Viana, que é atualmente utilizado como símbolo da cidade de Viana do Castelo! Diz-se mesmo que " Viana é amor.! 

Este presépio é feito em crochet e retrata bem Viana. 





Gravura com pérolas - Porto

 “Felicidade é um colar de pérolas raras, construídas lentamente com a simplicidade de pequenos acontecimentos do dia a dia.” 

(Edna Frigato)

A produção da pérola pela ostra nada mais é do que um mecanismo de defesa do animal, quando ocorre a penetração de corpos estranhos, como grãos de areia, parasitas, pedaços de coral ou rocha, entre a concha e o manto. Quando esse corpo estranho está no interior da ostra, o manto do animal envolve essa partícula em uma camada de células epidérmicas, que produzem sobre ela várias camadas de nácar, originando a pérola. O processo de fabricação de uma pérola pela ostra demora em média três anos, e geralmente elas são retiradas com 12 mm de diâmetro. As pérolas podem ser de várias cores, como rosa, vermelha ou azul, e essas cores se devem a detritos, proteínas ou à cor interna da concha do animal. A pérola mais rara que existe é a pérola negra, e ela pode ser encontrada no Taiti e nas ilhas Cook.

Esta gravura foi feita com pequenas pérolas e faz parte da minha coleção! 




quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Presépio pintado - Porto

 "As cores na pintura são como chamarizes que seduzem os olhos, como a beleza dos versos na poesia. A pintura é poesia sem palavras. Tal como o espaço vazio numa pintura, o tempo em que nada acontece tem seu propósito. A pintura deve parecer uma coisa natural vista num grande espelho."

(Nicolas Poussin)


Este presépio foi pintado à mão e está engraçado!



 


Presépio nutella - Porto

 "Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. "(Cora Coralina)

Nutella foi criado pela empresa italiana Ferrero no ano de 1963!

 É conhecida e apreciada mundialmente. Este micro frasco de nutella tem um presépio em cima, como não poderia deixar de ser!





sábado, 24 de dezembro de 2022

Maria Pitanga - Lisboa

 

"Um homem que não se alimenta de seus sonhos, envelhece cedo.”

(William Shakespeare)


Este presépio é feito com fios de muitas cores o que lhe transmite vivacidade e alegria! 



sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Maria Milheiriço - Sardoal

 

"Naquele dia, fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoado para sempre.Nem sei de quê."

 (Mário Quintana)


O primeiro documento escrito encontrado que prova a importância do Sardoal data de 11 de Janeiro de 1313, através de carta da Rainha Santa Isabel, que obrigava os passageiros que viessem da Beira para Abrantes e Constância a passarem por dentro do lugar de Sardoal para pagarem tributo.

Em 1531 D. João III elevou o Sardoal a vila e um ano mais tarde demarcou, por carta, os seus limites territoriais, de acordo com a sua nova condição.

O século XVI é considerado como o “século de ouro” da história do Sardoal. Foi neste século que os Autos de Gil Vicente foram escritos; foi fundada a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal; foram pintados os Quadros do Mestre de Sardoal (encontram-se na Igreja Matriz); foi construída a Igreja da Misericórdia e fundado o Convento de Santa Maria da Caridade.

Este último monumento exibe freixos trazidos pelos sardoalenses que acompanharam Vasco da Gama na sua segunda viagem à Índia. Estes factos não são de estranhar se considerarmos que o Senhorio do Sardoal pertencia à família dos Almeida, os Condes de Abrantes, que detinham na altura os principais cargos de governação do reino! Note-se também, que o primeiro Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Almeida, foi comendador do Sardoal. Entre de 1807 e 1811 passaram por aqui as Invasões Francesas, a 1.ª e a 3.ª, dirigidas por Junot e Massena, respetivamente.

Por fim, salientam-se as manifestações religiosas que assumem características únicas no concelho de Sardoal. A Semana Santa, com as tradicionais procissões e as capelas enfeitadas com tapetes de flores e verduras naturais têm trazido ao concelho dezenas de milhares de visitantes todos os anos.

Foi nesta bonita vila que nasceu Maria Milheiriço e que nos encanta com o seu artesanato maravilhoso! Este presépio é a prova disso!



Fernando Rodrigues - Vila do Conde

 

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” (Nelson Mandela)




Patrícia Almeida - Mêda

 

"A noite é mais pura do que o dia, é melhor para pensar, amar e sonhar. À noite tudo é mais intenso, mais verdadeiro. O eco das palavras que foram ditas durante o dia assume um significado novo e mais profundo.” 

(Elie Wielsel)

Este presépio faz-nos lembrar a noite e o luar repleto de lindas estrelas. 



Presépio sobre bacalhau - Ílhavo

 "O bacalhau é um peixe lavado e passado a ferro."

(Barão de Itararé)

O bacalhau é característico de Portugal, frequentemente associado à composição da mesa natalícia. É um dos alimentos mais populares entre os portugueses e a sua introdução nos hábitos alimentares é secular.

Os primeiros indícios relacionados com a pesca e a salga do bacalhau em Portugal, remontam ao século XIV. Foi na época dos Descobrimentos, que os portugueses viram o bacalhau como o peixe ideal, que resistia às longas travessias marítimas.

Os pioneiros na pesca do bacalhau foram os vikings que, na falta do sal, deixavam o peixe a secar ao ar livre, dispostos nos barcos. Na Idade Média, o sal era um trunfo que os portugueses tinham e utilizavam como moeda de troca com os países nórdicos, de quem importavam o bacalhau e para quem exportavam o sal.

Por volta do ano de 1506 nasceu um imposto sobre o bacalhau que entrava nos portos entre o Douro e o Minho. Entretanto, a pesca por frotas portuguesas manteve-se irregular e acabou por ser interrompida durante a dinastia filipina.

O consumo do bacalhau salgado seco generalizou-se durante o século XVII e, até ao século XX, consumia-se o chamado “bacalhau inglês”. Portugal retomou as suas viagens à Terra Nova no ano de 1835, pela Companhia de Pescarias Lisbonense.

Este presépio está sobre um mini bacalhau e faz parte da minha coleção! 




sábado, 17 de dezembro de 2022

Porta-chaves - Valongo

 "O amor é tecido pela natureza e bordada pela imaginação."

(Voltaire)

Este porta-chaves faz parte da minha coleção e foi comprado numa exposição de presépios. 



segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Presépio de Sal - Rio Maior

 "Deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está nas nossas lágrimas e no mar..."

(Khalil Gibran)

O sal é uma substância vital para o ser humano! O sal está presente na Terra desde a sua formação, e foi no meio salino que surgiram os primeiros seres unicelulares, desempenhando um importante papel na evolução dos seres vivos e na história da humanidade. Os registos do uso do sal pelos homens remontam há cinco mil anos. Ele já era usado na Babilônia, no Egito, na China e Colômbia, principalmente como moeda, como forma de conservar alimentos e para lavar, tingir e amaciar o couro. Devido à sua escassez e importância, o sal chegou a ter o valor equivalente ao ouro, e foi o pivô de guerras e disputas – só para se ter uma ideia, as primeiras estradas construídas tinham como objetivo transportar o sal. Durante o Império Romano, os soldados eram pagos com rações - as Salarium Argentum - que deram origem à palavra salário! 

O sal Português sempre foi considerado até no estrangeiro, de qualidade superior. Portugal foi um país exportador, no reinado de D. Afonso Henriques, Aveiro fornecia sal para todo território nacional e também exportava grandes quantidades. Mais tarde, no reinado de D. João I, foi permitida a exportação de sal do Algarve e de Lisboa.

Esteve presente na Guerra dos Cem Anos, no luxo da Corte de Versalhes e na Revolução Francesa, no domínio de Portugal sobre o Brasil e, até, na Independência da Índia em relação a Inglaterra, em 1948, entre muitos outros.

O poder e valor atribuídos ao sal foram de tal ordem que este se tornou num símbolo de diversas religiões e o elemento de muitas superstições. E, se para alguns era símbolo de fertilidade, pureza ou saúde, para outros é um sinal de mau agouro.

O sal preserva os alimentos, criando um ambiente hostil para alguns micro-organismos patogênicos, inibindo seu crescimento e evitando a deterioração.

O sal provoca a fortificação do glúten nas massas, produzindo uniformidade, dureza e textura.

O sal tem como principal função no organismo garantir o equilíbrio dos fluidos corporais, assim como regular o ritmo cardíaco, o volume de sangue, a transmissão de impulsos nervosos e as contrações musculares e outros.

Existem muitas espécies de Sal como o sal rosa, sal marinho, flor de sal, sal refinado, sal negro!

Este presépio foi comprado no passeio que fiz aos presépios de sal de Rio Maior! Recomendo uma visita! 








quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Prendas Solidárias - Lisboa

 "Sozinhos pouco podemos fazer, juntos podemos fazer muito."

(Helen Keller)

A Sol sem fronteiras é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), nascida em 1993 que aposta em projetos de solidariedade na comunidade dos CPLP, com destaque para a Guiné Bissau e Brasil. É constituída por um grupo de voluntariado Jovens Sem Fronteiras (JSF) e dos Missionários do Espírito Santo (CSSp).

Estes presépios são solidários e ajudam na construção de um mundo melhor e mais justo! 






Isaura Marques - Coimbra

 “Perfume de Canela.

Perfumei minhas mãos:

Com o mas doce:

Entre tantas perolas escolhi canela.

Cheiro de sensualidade:

Delícia e vontade:

Doces canelas onde te encontro tão bela.

Perfume da eternidade onde somente o cheiro nos traz:

Tanta vontade:

Doce ... Doce... Doce..."

(Gislene Pascutti - Sensualidade de mãos de canela) 

A canela é originaria do Sri Lanka e é utilizada desde a Antiguidade! Espalhou-se pelo mundo graças às Grandes Navegações. Em 1506, Lourenço de Almeida, filho de Francisco de Almeida, 1º vice-rei da Índia, foi dar à ilha do Ceilão e encontrou a canela! Os portugueses conheceram-na na Índia e logo incluíram-na no preparo das sobremesas! Foram eles os grandes responsáveis por trazer a especiaria até o Brasil. 

Esta especiaria traz um toque quente a pratos doces e salgados, por isso é indicada para o Inverno! É muito usada no Natal para a confeção de doces natalícios como a aletria, os sonhos, as rabanadas e o vinho quente!

Este pau de canela tem um lindo presépio de Natal e faz parte da minha coleção!




terça-feira, 29 de novembro de 2022

Isaura Marques - Coimbra

 

Esqueçamos com generosidade aqueles que não nos podem amar.”

(Pablo Neruda)

As favas surgiram no Médio Oriente no ano VI a. C.

Associamos a fava ao bolo rei de Natal!  Quem nunca comeu uma fatia de bolo com a ânsia de descobrir o brinde ou o receio de dar com os dentes numa fava?

O costume de colocar um brinde e uma fava dentro do Bolo Rei nascia com o culto dos Mortos, onde a alma teria de atravessar o rio e entregar uma moeda ao barqueiro Caronte.

Por esta razão, os primeiros brindes eram moedas mais ou menos valiosas.

Quanto à fava, não há outro remédio e o ‘achador’ terá a responsabilidade de comprar o bolo rei no ano seguinte.

A sua origem estará num ritual romano, em que o rei da festa do banquete das Saturnais era eleito através de sortes tiradas com favas.

Este presépio foi pintado sobre uma fava e faz parte da minha coleção!



Francisco Simões - Évora

 "Bordar é transformar linhas em amor."

(Lara Ordones)

O homem primitivo descobriu que poderia usar fios para juntar pedaços de pele para fazer roupas; através de um processo natural de aprendizagem, também descobriu que o mesmo fio poderia ser utilizado para fazer padrões decorativos sobre as roupas. Com o passar do tempo, acrescentou-se outros materiais, como pedras e ossos.

Os gregos e os romanos, persas e indianos intensificaram esta arte. Os árabes deixaram em Portugal autênticas obra de arte de bordados em selas, arreios de cavalos, botas e bainhas de sabres.

Os bordados são prova de um excelente trabalho que perdurou nas civilizações antigas e que prevalece até os dias de hoje. Cada país tem seu próprio estilo distinto de “bordar”, que traduz a cultura e a imagem da sua história e da sua tradição. Eles têm ajudado a civilização a tornar-se mais consciente da beleza criada por uma agulha e uma linha. Desenhos intrincados, padrões coloridos, complexos e brilhantes têm acrescentado uma beleza própria aos tecidos, agregando valor à sua utilidade.

Em Portugal há bordados tradicionais em diversos pontos do país. Os bordados regionais com maior expressão comercial situam-se na Madeira, nos Açores – o mais conhecido é o de São Miguel –, em Viana do Castelo, em Guimarães, nas Caldas da Rainha e em Castelo Branco. Outros que não conhecem a fama de outrora são os bordados de Tibaldinho (Mangualde), os de Terras de Sousa, de Óbidos e de Nisa.

Este presépio bordado faz parte da minha coleção e está uma ternura! 



quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Presépio 3D - Lisboa

" Não é a primeira impressão a que fica. É a última. Apenas certifique-se de que a primeira não seja a última."

(Aldo Novak)

A primeira versão da Impressora 3D foi criada em 1984 por Hull no estado da Califórnia (Estados Unidos), e baseava-se em estereolitografia: tecnologia que solidifica resinas por luz ultravioleta! Mais tarde, Scott Crump conseguiu confecionar de partes plásticas a impressão rápida e flexível. 

A partir de 2014, a tecnologia de impressão 3D desenvolvido pela Carbon3D Inc., permite objetos crescerem a partir de um meio líquido continuamente em vez de ser construído camada por camada, como têm sido desde dos anos 1990, o que representa uma abordagem fundamentalmente nova para a impressão 3D! Os produtos prontos para uso são feitos de 25 a 100 vezes mais rápido do que outros métodos e cria geometrias anteriormente inatingíveis que abre oportunidades para a inovação, não só na área da saúde e medicina, mas também em outras grandes indústrias como a automóvel, a aviação, a joalharia, o calçado e a arquitetura! 

Este presépio foi impresso numa impressora 3D e faz parte da minha coleção! 



segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Mawisse - Portugal

 "Existem coisas na vida pelas quais vale a pena lutar até ao fim." 

(Paulo Coelho)

A cozinha é um local repleto de diversos objetos e utensílios que usamos repetidamente! 

Na Idade Média, as pessoas limpavam as mãos ao pelo dos animais domésticos e às toalhas de mesa e às próprias roupas! Devido a esse problema higiénico surge a necessidade de criar um pano. No século XIII, começaram a usar pequenos pedaços de pano que ficavam suspensos na parede e eram usados quando as pessoas queriam limpar algo ou cobrir alguma coisa.

Leonardo da Vinci era um homem com múltiplos atributos que vão desde a pintura, escultura, desenho e cozinha! Consta que ele era um ótimo cozinheiro e ao lado de Alessandro Botticelli, abriram um restaurante italiano onde terão criado os guardanapos e os panos de cozinha para os auxiliarem na cozinha!

Estes panos de cozinha fazem parte da minha coleção! 









Pequenos tesouros - Sintra

 "Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.

Meu grão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.(...)

Sou a planta primária da lavoura.

Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.

Sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.

Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.

Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde

Sou o milho."

(Cora Coralina - Oração do milho) 

A palavra milho deriva do latim  mĭlĭum, oriundo do numeral mil devido à quantidade de grãos em cada espiga. 

O milho já era bastante usado no México há mais de 7500 anos atrás. Com as grandes navegações iniciadas no século XV e o consequente intercâmbio Colombiano, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo e terá chegado à Europa no século XVI!

Existem muitas espécies de milhos, sendo a mais rara, o milho-rei, de cor avermelhada. Nalgumas aldeias faziam-se desfolhadas para reunir as pessoas da aldeia e confraternizar!

Às desfolhadas realizadas pelos lavradores acorriam em geral muitos vizinhos e mesmo gente de outras aldeias, especialmente rapazes que, na maioria dos casos, vinham para aproveitar a merenda e conhecer as raparigas da terra.

Havia uma espécie de recompensa para quem achasse uma espiga vermelha e que tinha de gritar Milho-Rei! Quem o fizesse tinha o direito de dar uma volta junto de todos os presentes com abraços e beijos. Era uma algazarra, seguida sob o olhar atento das mães e o olhar mais ou menos reprovador dos pais, mas também uma forma de muitas vezes os rapazes se aproximarem das raparigas já que, naquele tempo, a vigilância por parte dos pais era sempre muito apertada.

Este presépio usa várias espécies de milho e faz parte da minha coleção! 





Pequenos tesouros - Sintra

 Gente que esquece do mundo e evita conversas desagradáveis colocando uns fones nos ouvidos e vivenciamos o mundo só deles! 

Criados em 1919 por Nathaniel Baldwin, os fones de ouvido surgiram com o intuito de ajudar na comunicação, sendo utilizados em amplificadores de telefones e ou de rádios.

Este pequeno presépio foi criado com fones e faz parte da minha coleção! 




segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Nicholaus - Coimbra

 "Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como."

(F. Nietzche)




Presépios em madeira - Fátima

 "A árvore quando está a ser cortada, observa o cabo do machado que é de madeira."

(Provérbio árabe)


Estes bonitos presépios vão enfeitar a minha árvore de Natal e fazem parte da minha coleção!

Aqui ficam as fotos!








terça-feira, 1 de novembro de 2022

Ágata Prado - Arlindo Fagundes - Vila Verde

 "Azul e verde e cinza -

Olhando bem, o céu

É de todas as cores!"

(Paulo Franchetti)


Nasceu em Ovar em 3 de Julho de 1945 e chegou a frequentar o curso de Belas Artes que cedo abandonou por o achar demasiado teórico. Em França tirou o curso de cinema. Após o 25 de Abril, regressa a Portugal e realiza 4 filmes. Com a falta de trabalho, decide experimentar trabalhar o barro, na olaria Ágata de uns cunhados seus. Inicia a atividade de ceramista, criando uma galeria de papudos bonecos, de expressão nacional e regional como: o juiz, o polícia de choque, o estudante de Coimbra, o "tuno" do Minho, o escuteiro, o bispo "brasileiro", o arcebispo, o padre, a freira, a sopeira, o árbitro, equipas completas de futebol de vários clubes, o jogador de rugby ou o famoso presépio. 

Para além destas personagens, outras existem, fruto de encomendas exclusivas, como o Fernando Pessoa para a Universidade homónima, os homens de negócios para a Associação Industrial do Minho, os troféus do FITU Bracara Augusta (Festival Internacional de Tunas Universitárias, que se realiza todos os anos em Braga) ou o Rui Lages, para o antigo corredor de automóveis bracarense. Naturalmente, tem participado nas mais diversas feiras de artesanato do país, tendo como base de trabalho a sua oficina de cerâmica, a Ágata, localizada em Prado - Santa Maria, concelho de Vila Verde, distrito de Braga. 

Este presépio foi executado por este hábil homem e faz parte da minha coleção!

  




quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A.M.O. Têxteis Lar - Portugal

 "O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o."

(Madre Teresa de Calcutá)


A mesa é onde as famílias se reúnem para partilhar ideias, novidades e ser servidas refeições. Este ano a minha vai ter esta bonita toalha de Natal. É vermelha para nos transmitir alegria e tem o presépio, como não poderia deixar de ser!



quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Atelier Carla Amarelo - Alenquer

 “A alegria é a coisa mais séria da vida.”

(Almada Negreiros)

O termo azzellj significa pequena pedra polida, e foi usado para designar o próprio mosaico usado na arte bizantina.

O lugar de destaque despoletou em 1498, aquando de uma visita do monarca D. Manuel I a Espanha. Numa fase em que a nação ainda era ignota em relação à variedade de obras mouriscas e ao seu ornamento com o azulejo, foi com deslumbramento que percecionou tamanha riqueza artística. Foi então que decidiu, antes de orquestrar mecanismos de feitura (para além dos de pintura de faiança, oriundos de Itália), importar para a sua residência, no Palácio Nacional de Sintra, mesclando-os com a arquitetura ousada, com a envolvência de portadas e janelas, e com o reforço do verde no seu redor (a apetência por potenciar os fartos espaços verdes).

A arte da azulejaria havia de criar raízes na Península Ibérica por influência dos árabes que, para as terras conquistadas, trouxeram os desconhecidos mosaicos para ornamentar as paredes dos seus palácios, conferindo-lhes brilho e ostentação através de um jogo geométrico complexo! Este estilo fascinou espanhóis e portugueses que meteram mãos à obra e criaram os primeiros exemplares em Portugal e Espanha! Em 1560, começaram a surgir em Lisboa oficinas de olaria que produziam azulejos segundo a técnica de faiança, importada de Itália. 

A originalidade da utilização do azulejo português e o diálogo que estabelece com as outras artes vai fazer dele caso único no mundo. No Museu Nacional do Azulejo encontram-se painéis que testemunham a evolução e a monumentalidade desta peça de cerâmica decorativa que se adapta às necessidades e acompanha os estilos das diferentes épocas. O Retábulo da Nossa Senhora da Vida, dos finais do século XVI, composto por 1384 azulejos que sobreviveram ao grande terramoto, é um exemplo da importância do azulejo em Portugal. São as classes dirigentes que cultivam primeiro o gosto pelo azulejo, escolhendo a temática mais apropriada à decoração dos edifícios; desde campanhas militares, episódios históricos, a cenas do quotidiano, religiosas, mitológicas e até algumas sátiras. Em finais do século XVII a qualidade da produção e execução é maior, há famílias inteiras envolvidas nesta arte de fazer azulejos e, alguns pintores começam a afirmar-se enquanto artistas, passando a assinar as suas obras, dando assim início ao Ciclo dos Mestres.

A partir do século XIX, o azulejo ganha mais visibilidade, sai dos palácios e das igrejas para as fachadas dos edifícios, numa estreita relação com a arquitetura. A paisagem urbana ilumina-se com a luz refletida nas superfícies vidradas. A produção azulejar é intensa, são criadas novas fábricas em Lisboa, Aveiro, Viúva Lamego, Sacavém, Constância, Roseira — e do Porto e Gaia — Massarelos, Devesas. Mais tarde, já em pleno século XX, o azulejo entra nas estações de caminho de ferro e metro, alguns conjuntos são assinados por artistas consagrados. A tradição fez-se ainda mais popular, apresentando-se como solução decorativa para cozinhas e casas-de-banho, numa prova de resistência, inovação e renovação desta pequena peça de cerâmica.

Este atelier tem inúmeros azulejos, com as mais variadas cores. Fascinaram-me estes em tons de azul para a coleção ficar ainda mais enriquecida! 










sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Museu de Lamas - Santa Maria da Feira

 "A natureza e os livros pertencem aos olhos que os veem. “

(Ralph Emerson)

Ontem foi dia de ir à feira medieval e retroceder muitos séculos atrás! Estava interessante e permitiu ver, sentir e construir memórias!

O castelo de Santa Maria da Feira foi dado ao Conde D. Henrique juntamente com os castelos de Neiva, Faria e Guimarães. 

Para além da sua importância militar, foi fundamental para a vitória na batalha de S. Mamede, em 1128 e para a independência e fundação do reinado de Portugal. 

Conta-se que um alcaide mouro de Sta. Maria da Feira se disfarçou de mendigo e planeou o sequestro de uma donzela cristã, para depois fingir tê-la salvo dos raptores, lavando a rapariga a apaixonar-se e a aceitar viver com ele no castelo.

E no meio de muitos toldos coloridos, eis que encontro este pequeno presépio de cortiça!





quarta-feira, 27 de julho de 2022

Presépios conchas e pedras

 "Era como se o mar, com os seus infinitos lhe desse um alivio de sair daquele mundo." 

(Mia Couto)


Estes presépios foram feitos com conchas e pedras apanhados da praia de Cascais. 






terça-feira, 28 de junho de 2022

M. Fernanda Raposo - Vila Moreira

 “A importância da nossa vida é que com Deus, vencemos qualquer obstáculo!" 

(Edilene Ricomini)


Caracóis são os moluscos gastrópodes terrestres de concha espiralada calcária, pertencentes à subordem Stylommatophora, que também inclui as lesmas. São animais com ampla distribuição ambiental e geográfica. Respiram através de um poro respiratório. Os caracóis não têm audição e utilizam especialmente os sentidos do tato e do olfato que se situam em todo o corpo mas principalmente nas antenas, já que pouco enxergam com os olhos situados nas pontas das antenas maiores.

Ao lado da boca fica o aparelho genital e a entrada e saída do ar dos pulmões, o pneumóstoma, que fica em baixo da concha. Os caracóis podem dormir por até três anos, ou seja, 10% de todo o seu tempo de vida. 

Os caracóis terrestres são encontrados em ambientes de solo húmido, não encharcado e são difíceis de ser observados durante o dia, uma vez que grande parte de suas atividades ocorrem durante a noite.

Estas cascas de caracóis pintadas com estes presépios estão muito originais, não acham?







                                                 
                                                           E este que mede pouco mais de 1cm!

                                                        








domingo, 26 de junho de 2022

Humberto Carvalho - Gerês

 "A natureza não faz nada em vão."

(Aristóteles) 

Visitar o Gerês é ir de encontro à natureza e explorar as belezas das montanhas e dos pequenos riachos que por lá abundam. Traz muita paz interior e vale bem uma visita! 

Humberto Carvalho é um dos artesãos que se dedica a esculpir estes bonitos presépios de madeira.

Ontem foi dia de ir até lá e trazer mais um presépio para a coleção! Aqui fica a foto!



segunda-feira, 23 de maio de 2022

Presépio ovo florido - Portugal

 "A ave sai do ovo. O ovo é o mundo."

(Hermann Hesse)

O ovo é a origem da vida! Muitos animais nascem de ovos. 

Este presépio é colocado ao lado do ovo para relembrar o nascimento e origem da vida de muitos animais que nos rodeiam!

Aqui ficam as fotos!

 



Presépios histórias famosas - Portugal

 "Incentivar aos nossos jovens o gosto pela leitura é plantar uma semente com a certeza de que dará bons frutos."

(Deka Rissi)


Cresci a ler histórias de encantar e a adormecer mais confortada com elas. Estes contos fazem-nos refletir, sonhar  e tirar grandes ensinamentos. 

Estes presépios fazem uma bonita homenagem ao conto do Pinóquio, o famoso bonequinho de madeira que tinha um nariz grande de dizer tantas mentiras. 


Este presépio faz uma bonita homenagem ao conto do Principezinho. Ambos fazem parte da minha coleção!





sexta-feira, 20 de maio de 2022

Anabela Mota - Lisboa

 "Homem livre, tu sempre gostarás do mar."

(Charles Baudelaire)


Mar que nos leva a viajar e conhecer novos mundos e que nos traz alimento e tanta fonte de riqueza!

Este presépio foi feito sobre uma lapa e outras pequenas conchas que nos fazem lembrar o mar. Está muito amoroso, não acham?



terça-feira, 26 de abril de 2022

Arlene Almeida - Porto

 “Quem tentar possuir uma flor, verá a sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre.” (Paulo Coelho)

O meu vaso de poinsétia ganhou ainda mais vida e cor com este presépio amoroso. 

Faz parte da minha coleção e aqui fica a partilha das fotos!






sexta-feira, 22 de abril de 2022

M. Fernanda Raposo - Vila Moreira

 

"A riqueza endurece mais rapidamente um coração do que a água a ferver endurece um ovo."

 (Ludwig Borne)


Estes ovos são pintados e estão muito originais e amorosos. 

Ovo de codorniz: 


Ovo de pomba