segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Sabine Pereira - Matosinhos


"Um fio de luz
Que ilumina todo o meu ser.
E onde dominava o medo
Agora existe liberdade
Existe vida,
Não há mais segredo."
(Alexandre Soares Lima)

Estes presépios são feitos em macramé e fazem parte da minha coleção!

Embora a maioria dos especialistas acredite que o macramé surgiu nos últimos mil anos, o ser humano faz nós há muito mais tempo.
Em todo o planeta, da Ásia ao Império Inca, encontramos exemplos de nós usados como métodos de manutenção de registos, além de outros usos práticos, incluindo a amarração de redes de pesca na Grécia Antiga.
A criação de nós decorativos também possui uma longa história, e muitos dos antigos nós seguem em uso.
 Na China, por exemplo, o nó pan chang remonta à Dinastia Song (960 a 1279 d.C) e é um dos oito símbolos do budismo, refletindo a crença da religião em um ciclo de vida sem início ou fim. Acredita-se que este nó, também chamado de nó borboleta ou místico, dá sorte a quem o veste.

 Estes presépios usam vários tipos de nós como o nó de laçada, o nó escondido, nó quadrado, nó espiral, nó de festone e nó da união. 
 Estão muito amorosos, não acham?











segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Presépio - Piódão

 "Fale da sua aldeia e estará falando do mundo."

(Leon Tolstói) 

Piódão localiza-se na Serra do Açor, com uma implantação de escarpa abrupta e uma estrutura de malha cerrada e traçado sinuoso, bem adaptada à rugosidade do espaço envolvente. As pastagens da Serra de S. Pedro do Açor, recheada de nascentes, atraíram os pastores lusitanos que ali alimentaram os seus rebanhos. 

Na época medieval, formou-se um pequeno povoado a que foi dado o nome de Casas Piódam, depois transferido para a atual localização, talvez devido à instalação de um Mosteiro de Cister (de que já não restam vestígios) o que fará remontar o lugar ao séc. XIII.

 É  apelidada por muitos como “aldeia presépio”, dada a forma como as casinhas de xisto se distribuem em redor dos socalcos da serra, a aldeia do Piódão também é famosa pela simpatia das suas gentes, pelo bem receber e pelos sabores tradicionais da gastronomia da região.

Este presépio faz uma bonita homenagem às 50 casas de xisto existentes nesta aldeia e faz parte da minha coleção! 



quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Rosa Santos - Setúbal

 "O papel principal da memória é conservar não simplesmente as ideias, mas a sua ordem e a sua posição."

 (David Hume) 

A palavra papel é originária do latim “papyrus”.

Por volta do século VI a.C. os chineses começaram a produzir um papel de seda branco próprio para pintura e para escrita. Escrevia-se também em conchas e em cascos de tartarugas. 

T'sai Lun, um oficial da Corte Imperial Chinesa (150 d.C.) teve a primazia de ter feito papel por meio de polpação de redes de pesca e de trapos. Esta técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos! O uso do papel estendeu-se até os confins do Império Chinês, acompanhando as rotas comerciais das grandes caravanas. Até então a difusão da fabricação do papel foi lenta. Tudo parece indicar que a partir do ano 751 (d.C), quando os árabes, instalados em Samarkanda, grande entreposto das caravanas provenientes da China, aprisionaram 2 chineses que conheciam a arte do papel e a trocaram pela sua liberdade. 

Curiosamente, o papel levou muito tempo até chegar ao Ocidente.

Só em  1184 começaram a estabelecer-se manufaturas em França.  

No fim do século XVI, os holandeses inventaram uma máquina que permitia desfazer trapos desintegrando-os até o estado de fibra.  

Em finais do século XVIII e princípios do século XIX a indústria do papel ganhou um grande impulso com a invenção das máquinas de produção contínua e do uso de pastas de madeira.

Aqui ficam as fotos destes dois  amorosos presépios que usam várias técnicas de dobragem de papel. 






terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Maria Fernanda Raposo - Vila Moreira

 "Quem tem luz própria jamais se perderá no seu caminho." 

Os primeiros registros datam de 7 mil anos atrás quando mercadores fenícios descobriram o vidro ao fazerem uma fogueira na areia da praia. 

Como fazer vidro? Juntando Fogo + areia + nitrato de sódio . 

O vidro, se não quebrar, dura para sempre.

A industria do vidro, em Portugal, foi introduzida no século XV, com a fundação da pequena fabrica  do Côvo, na freguesia de S. Pedro de Vila-Chã, concelho de Oliveira de Azeméis, em 28 de maio de 1528, por privilégio régio de D. João III a Pero Moreno.

A Real Fábrica de Vidros Cristalinos de Coina (1719-1747) era a única fornecedora de vidros finos e espelhos em Portugal. Empregava mais de 30 adultos e um número indeterminado de crianças, para tarefas de limpeza em zonas de difícil acesso.

Quando a real fábrica fechou portas, a sua herança, perpetuou-se na Marinha Grande, onde se usaram os catálogos de Coina como guia, pois eram um verdadeiro manual do sector, o principal fundo vidreiro do país durante séculos! Muitos objetos ali produzidos podem ainda hoje ser admirados em museus e monumentos nacionais.

Este copo faz parte da minha coleção e está original, não acham?


Este íman também foi executado pela mesma artesã. 






sábado, 8 de janeiro de 2022

Arlene Almeida - Porto

 "O amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte."

 (A. De Saint Exupéry)

Segundo uma das lendas, foi um pastor etíope, denominado Kaldi, que percebeu que havia algo diferente nas plantas da região! Ele alimentou as suas cabras com arbustos e folhagens que tinham um fruto amarelo-avermelhado e notou que os animais ficaram mais animados e com energia, a medida que mastigavam os frutos. Intrigado com o comportamento das suas cabras, ele levou uma amostra da planta para um monge. O religioso, inicialmente, não aprovou e a denominou como “o trabalho do diabo”. A segunda chance foi dada depois que as plantas serem atiradas à fogueira e os monges sentiram o aroma dos grãos torrados. 

Os monges decidiram preparar uma infusão e notaram que ficavam mais agitados e ativos. Considerando os efeitos positivos, passaram a consumir o preparado dos frutos avermelhados nas noites em que tinham que rezar no convento. 

O nome “café” tem origem árabe. Lá a planta era conhecida como Kaweh e a bebida foi denominada como Kahwah ou Cahue, que significa Força.

Este presépio foi feito sobre um grão de café e está muito amoroso. 





Elsa Lopes - Castelo Branco

 “A vida pode ser comparada a um bordado que no começo da vida vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos.” (Arthur Schopenhauer) 

O bordado de Castelo Branco é um dos produtos mais típicos da região de Castelo Branco. Torna-se conhecido a partir de meados do século XVI e surge em colchas de linho bordadas com fio de seda natural, com desenhos de inspiração oriental. A intensidade das cores e a luz é conferida pelos fios de seda, bordados sobre a base de linho artesanal cru. Os desenhos/motivos tem uma simbologia própria: a Árvore da Vida, os pássaros, os cravos, as rosas, os lírios, as romãs ou os corações – todos com um perfil claramente exótico. 

Os cravos pintados neste presépio representam o Homem e a Mulher, e os lírios, a virtude. Faz parte da minha coleção! 



Outros exemplares pintados com flores.








quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Feito à malta - Vila do Conde

 “O mar é a encarnação de uma existência sobrenatural e maravilhosa.”

(Júlio Verne)

O mexilhão é originário da Ásia. O mexilhão é levado pela água, até que se prende nas superfícies sólidas, onde cresce formando grandes colónias. A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água!

 Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.

 É capturado à mão (apanha). É também produzido por aquicultura em mar aberto, tendo sido feito um forte investimento neste sector económico ao largo da costa do Algarve.

Estes imanes foram feitos com casca de mexilhão e outros elementos que a natureza nos oferece. Fazem parte da minha coleção e estão muito originais, não acham?




Arte e trapitos – Barreiro

 “É a partilha da alegria, não do sofrimento, que faz o amigo.”

(Friedrich Nietzche)

Foi graças a seguir a página “Presépios da Cris” que adoro pela diversidade de presépios que tem e simpatia com que revela todos os artesãos que tão bem retratam o tema do Natal. 

Colecionismo é mesmo isso… a partilha com os outros da nossa coleção que tanto amamos! Muito obrigada !

Este presépio é bordado e está muito amoroso! 





quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Art e cosmetics - Azueira

 "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar."

(A. de Saint Exupéry)

Hoje recebi estes mini presépios que estão uma ternura. Um deles tem como base um pau de gelado e o outro, uma moeda de 1 cêntimo. 



terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Setes Loja – Porto

A beleza pode ser vista em todas as coisas. Ver e compor a beleza é o que separa a simples  imagem da fotografia.” 

(Matt Harly)

Henry Talbot, na Inglaterra, e Louis Daguerre, na França foram os grandes impulsionadores da fotografia no século XIX! Em 1835, Talbot publicou um artigo documentando como conseguira fixar imagens usando um papel tratado com cloreto de prata, que depois era mergulhado numa solução de sal. O resultado era um negativo que podia ser copiado diversas vezes. 

Em 1839, o francês Louis Daguerre cria o daguerreótipo, aperfeiçoando pesquisas de seu colega Nicéphore Niépce. Ele divulga o seu método de revelação em negativos. Uma simples fotografia levava até 30 minutos a tirar! 

Em 1851, Frederich Archer, um escultor inglês, descobriu  o processo de revelação em chapa húmida que permitiam fazer várias cópias em papel de uma foto. 

A fotografia sofre uma grande evolução com Edison e os irmãos Lumière. Os principais avanços foram a criação de lentes cada vez mais precisas e nítidas e câmaras portáteis de diversos formatos e tamanhos.
 Em 1886, George Eastman passou a vender uma máquina com a qual as pessoas tiravam fotos num prático rolo de filme que não precisavam de mexer com a revelação. A fotografia polariza-se e torna-se popular! O slogan era "Você aperta o botão, a gente faz o resto"!

Este rolo fotográfico tem no seu interior este bonito presépio do Charlie Brown, uma banda desenhada que tanto apreciava ler! Faz parte da minha coleção!