"O papel principal da memória é conservar não simplesmente as ideias, mas a sua ordem e a sua posição."
(David Hume)
A palavra papel é originária do latim “papyrus”.
Por volta do século VI a.C. os chineses começaram a produzir um papel de seda branco próprio para pintura e para escrita. Escrevia-se também em conchas e em cascos de tartarugas.
T'sai Lun, um oficial da Corte Imperial Chinesa (150 d.C.) teve a primazia de ter feito papel por meio de polpação de redes de pesca e de trapos. Esta técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos! O uso do papel estendeu-se até os confins do Império Chinês, acompanhando as rotas comerciais das grandes caravanas. Até então a difusão da fabricação do papel foi lenta. Tudo parece indicar que a partir do ano 751 (d.C), quando os árabes, instalados em Samarkanda, grande entreposto das caravanas provenientes da China, aprisionaram 2 chineses que conheciam a arte do papel e a trocaram pela sua liberdade.
Curiosamente, o papel levou muito tempo até chegar ao Ocidente.
Só em 1184 começaram a estabelecer-se manufaturas em França.
No fim do século XVI, os holandeses inventaram uma máquina que permitia desfazer trapos desintegrando-os até o estado de fibra.
Em finais do século XVIII e princípios do século XIX a indústria do papel ganhou um grande impulso com a invenção das máquinas de produção contínua e do uso de pastas de madeira.
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