"Portugal é um pomar mal cuidado, mas onde o sol atinge uma perfeição de ouro."
(Miguel Torga)
Os primeiros enfeites de cabeça (como a união das coroas do Alto e Baixo Egito) demonstravam o poder divino e a soberania absoluta do governante.
Na Idade Média, as coroas abertas (aros simples com florões) evoluíram para modelos fechados por arcos, sinalizando que o monarca não se subordinava a nenhum outro poder terreno.
Até ao reinado de D. Sebastião, a insígnia portuguesa era um aro aberto de ouro; depois, passou a ser uma coroa fechada para representar a unidade do Estado.
A partir de D. João IV, em 1640, os reis portugueses deixaram de colocar fisicamente a coroa na cabeça durante a cerimónia, optando por aclamá-la e depositá-la junto a si, consagrando Nossa Senhora da Conceição como a verdadeira Rainha de Portugal.
A palavra vem do latim corona, derivada da ideia de algo que se eleva no topo da cabeça para denotar força, vitória e distinção.
Este presépio está dentro de uma coroa e faz parte da minha coleção!

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